
Na apresentação do seu livro Alfabetos, Claudio Magris falou de amigos, sobretudo de um ou dois já desaparecidos. Daí em diante, disse, passa-se a viver mutilado, sobrevive-se. É isso. Sobreviver é viver mutilado, tomado por "uma profunda consciência barroca e católica do desencanto, do mal e do fim imanente a todas as coisas, da consciência da irremediável fragilidade, ambiguidade, sofrimento, imperfeição e inadequação da vida, que nenhum progresso pode curar definitivamente."
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