3.10.13

O não dito


 


Sobre as oitava e nona avaliações ficou por referir o mais significativo na mise-en-scène do dr. Portas. É que antes destas duas houve uma sétima. E é da sétima que decorre fundamentalmente a elaboração do OE para 2014. Dela e de uma carta que o primeiro-ministro enviou em Maio aos credores sobre cortes na despesa e os valores deles. Por consequência, mais do discutir as oitava e nona avaliações no regresso dos soporíferos debates quinzenais ao parlamento, talvez valesse a pena revisitar a sétima que, ironicamente, o dr. Portas "absorveu" (ou, mais adequadamente, foi "absorvido") nas subsequentes. A que custou a fechar. A que custou Gaspar e "promoveu" Portas. O não dito.

1 comentário:

monge silésio disse...

A pergunta que os jornalistas não fazem, nem fizeram é: QUAL a razão para Paulo Portas se demitir?
CERTAMENTE, no Congresso do CDS, algum militante consciente e responsável dotado de interesse objetivo pela coisa pública e sobretudo pela política limpa A FARÁ.
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Ontem, é a atemporal ignorância deste "líder" partidário e seus apaniguados.
Ninguém tenha dúvidas, o que Gaspar tinha era clareza (dizia quanto me tirava do bolso). Estes, saídos da cáfila educada aqui pela horta lusitana, com uma maioria que gosta de embrulhos e facilmente burlada (3 bancarrotas em 35 anos é o quê? Os políticos ou um Povo maioritário preocupado com o mundo que conhece até à ponta do seu nariz?), lançam um paleio nebuloso, ensimesmado...e elogioso.