O conselho de reitores das universidades portuguesas ficou surpreendido com o "corte" de cerca de 30 milhões previsto para 2014, o ano de todos os empobrecimentos. Não devia espantar-se. Apesar de um ministro com quem colaborei também ter alimentado a inócua gesta da "geração mais bem preparada de sempre", o prof. Crato, do básico ao superior, tem providenciado diligentemente para que, no fim dele como ministro da educação e da ciência, ao empobrecimento se junte o embrutecimento geral da pátria. As pessoas que tratam do Excel não se comovem por aí além com a qualificação da sociedade portuguesa. Para elas, ao princípio (e a final) nunca é o verbo mas sim o número. E corta-se em função do número sem olhar no que se está, ou em quem se está a cortar. Como economista e, dentro dela, matemático, Crato fará seguramente isso melhor do que ninguém. Outra falácia ambulante é o dr. Lima, o proto-mago ministro que aparece em gigantesco destaque no suplemento de Economia do Expresso. Tudo o que poderia escrever sobre tão absurdo exercício - o dele e o dos jornalistas - está bem resumido neste post de Paulo Guinote. Na realidade, Lima não passa de mais «outro que sabia tudo antes, saberá tudo depois, mas agora parece que coiso.» É, aliás, um mal geral deste governo do "novo ciclo" - não passa de parecer que coiso.
1 comentário:
Espanta-me... desde a saída de Relvas e S. Pereira da Economia ... O Senhor aderiu ao BE/PCP e há ala radical do PS... Não é verdade?
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