3.10.13

MAMBO JAMBO

A conferência de imprensa sobre as avaliações da troika foi um belo momento musical. Por exemplo, o extraordinário vice PM, que engoliu sem pestanejar os 4% de défice para 2014, veio falar nas receitas do jogo online* como uma coisa tão extraordinária (e risível) como ele para "combater" o dito défice. Uma coisa que, para além das chatices que vai dar, quando muito rende menos de 30 milhões de euros?


 


*Adenda de leitor: «A concessão do jogo online, em Espanha, no primeiro ano, rendeu 200 milhões de euros. Neste momento, o mercado está em queda. Para além disso, o mercado espanhol neste sector é, em termos relativos, bem mais lucrativo que o nosso. As contas são simples: em Portugal, vão arrecadar 25 a 40 milhões de euros com esta medida. Contudo, para haver algum lucro para os cofres do Estado, é necessário que as casas de apostas europeias e os casinos online europeus permaneçam em Portugal. Ora nada garante que saiam de imediato, caso as condições impostas pelo Governo não sejam favoráveis. Portanto, não é dinheiro garantido. Seria se Estado português aprovasse para o jogo online e para as apostas uma lei igual ou idêntica à do Reino Unido. Num passado recente, não foi isso que pretendeu fazer. Resta saber como reagirá a Santa Casa, que tem defendido agressivamente o seu Monopólio. Bem como a Associação Nacional de Casinos, que reclama para si o monopólio do jogo online em Portugal. Importa recordar, contudo, que recentemente o Tribunal Europeu proibiu todo o tipo de monopólios nacionais no jogo online e apostas desportivas. À atenção do Governo, antes que faça asneira. Legislar sobre esta matéria é algo assaz complexo e em Portugal há um desconhecimento assustador sobre o tema. A legislação espanhola tem lacunas, esquece as bolsas de apostas, já foi revista e será novamente. Em Itália insistiram num mercado nacional, fechado, sem jogadores da UE, e a receita fiscal caiu para metade. Não se prepara uma boa legislação sobre jogo e apostas online até Dezembro ou Janeiro, é impossível.»


 


Adenda (minha): O insuspeito dr. Catroga, na parte que lhe diz respeito da performance do senhor vice PM, não aceita "gato por lebre".

1 comentário:

Bm disse...

Estarei a ver mal?
Ou temos o artista Portas, com este tipo de discurso,
a ficar igual ao Sócrates na sua última intervenção sobre o que o seu PEV IV não eliminava?