Estou à vontade para elogiar Jorge Sampaio, na circunstância desta entrevista, já que raramente o faço. Mas Sampaio - tal como recentemente Ramalho Eanes - produziu uma avaliação muito interessante dos tempos sombrios que vivemos. Sobre o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Sampaio "aconselhou" o seu sucessor a intervir. E fê-lo com a autoridade cívica e moral de quem, enquanto Presidente da República, sugeriu ao então primeiro-ministro, António Guterres, a remoção de Armando Vara do seu governo depois de umas quantas peripécias com uma "fundação". Não houve nada de pessoal nisto (Sampaio também se louvou na amizade com Machete) mas apenas política que é algo que, por definição, os Presidentes fazem. E um certo sentido institucional das coisas que não prejudica as "competências" de quem quer que seja uma vez que é o PM, em derradeira análise, quem decide. Nem que seja a título de contingência, haverá sempre um limite para os "minimalismos" presidenciais.
1 comentário:
Subscrevo insuspeitamente. Até porque não deixo de ter Sampaio como um dos piores presidentes de sempre, apenas ultrapassado pelo inacreditável Cavaco.
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