É triste ver o desespero de causa que leva Mário Soares a levantar a questão da pensão de Cavaco. É a mais desapropriada das questões, em particular, vinda de Mário Soares que se pensava estar acima deste tipo de ataques rasteiros, que nele tem o precedente da campanha contra a situação conjugal de Sá Carneiro. É exactamente o mesmo tipo de tiros desesperados, alimentando a nossa inveja socializada de país pobre, que normalmente se voltam contra quem os dispara. O problema é que no caminho deixam lama por todo o lado, atingindo sempre mais quem mais próximo está dos defeitos típicos do nosso sistema político e do seu crónico desprestígio. E isso, queira-se ou não, seja injusto ou não, será sempre mais fácil de cair em cima de um político como Soares do que de um político como Cavaco.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
31.10.05
"TRISTE"
É triste ver o desespero de causa que leva Mário Soares a levantar a questão da pensão de Cavaco. É a mais desapropriada das questões, em particular, vinda de Mário Soares que se pensava estar acima deste tipo de ataques rasteiros, que nele tem o precedente da campanha contra a situação conjugal de Sá Carneiro. É exactamente o mesmo tipo de tiros desesperados, alimentando a nossa inveja socializada de país pobre, que normalmente se voltam contra quem os dispara. O problema é que no caminho deixam lama por todo o lado, atingindo sempre mais quem mais próximo está dos defeitos típicos do nosso sistema político e do seu crónico desprestígio. E isso, queira-se ou não, seja injusto ou não, será sempre mais fácil de cair em cima de um político como Soares do que de um político como Cavaco.
"TRISTE"
É triste ver o desespero de causa que leva Mário Soares a levantar a questão da pensão de Cavaco. É a mais desapropriada das questões, em particular, vinda de Mário Soares que se pensava estar acima deste tipo de ataques rasteiros, que nele tem o precedente da campanha contra a situação conjugal de Sá Carneiro. É exactamente o mesmo tipo de tiros desesperados, alimentando a nossa inveja socializada de país pobre, que normalmente se voltam contra quem os dispara. O problema é que no caminho deixam lama por todo o lado, atingindo sempre mais quem mais próximo está dos defeitos típicos do nosso sistema político e do seu crónico desprestígio. E isso, queira-se ou não, seja injusto ou não, será sempre mais fácil de cair em cima de um político como Soares do que de um político como Cavaco.
SUPER-HERÓIS?
Adenda: No mesmo sentido, o Elba Everywhere.
SUPER-HERÓIS?
Adenda: No mesmo sentido, o Elba Everywhere.
A "FALTA DE MUNDO"...
A "FALTA DE MUNDO"...
A RAZÃO...
"Cavaco vai ganhar e vai ser um excelente Presidente para trabalhar com um excelente primeiro-ministro."
Entrevista ao jornal Público/Rádio Renascença/2:
A RAZÃO...
"Cavaco vai ganhar e vai ser um excelente Presidente para trabalhar com um excelente primeiro-ministro."
Entrevista ao jornal Público/Rádio Renascença/2:
O QUE É QUE MUDOU?
“o Portugalete apareceu-me [...] com huma cara de vilãozinho, encarquilhada, muy trefo, tudo penedos escabrozos e montes, sem nenhuma lhanesa, muyta silveiyra e a terra partida aos palmos com suas paredinhas, como quem diz. Isto he meu, não he teu, não me furtes as minhas uvas [...]
in "Fastigimia", de Thomé Pinheiro da Veiga
(in cristovao-de-moura)
O QUE É QUE MUDOU?
“o Portugalete apareceu-me [...] com huma cara de vilãozinho, encarquilhada, muy trefo, tudo penedos escabrozos e montes, sem nenhuma lhanesa, muyta silveiyra e a terra partida aos palmos com suas paredinhas, como quem diz. Isto he meu, não he teu, não me furtes as minhas uvas [...]
in "Fastigimia", de Thomé Pinheiro da Veiga
(in cristovao-de-moura)
30.10.05
OTELLO...
... De Giuseppe Verdi, para ver no Teatro Nacional de São Carlos, a partir de amanhã, 31 de Outubro, e dias 2, 4, 6 e 10 de Novembro. Libreto de Arrigo Boito, baseado na tragédia Othello, The Moor of Venice, de William Shakespeare. A direcção musical pertence a Antonio Pirolli, a encenação é de Nicolas Joel e a cenografia de Ezio Frigerio. Os cenários e figurinos são do "Théâtre du Capitole de Toulouse". Cantam, entre outros: Mario Malagnini, Otello; Dimitra Theodossiou, Desdemona; Carlo Guelfi, Jago; Carlos Guilherme, Cassio; Carlo Cigni, Ludovico. Toca a Orquestra Sinfónica Portuguesa com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Otello regressa ao São Carlos depois de, em 1989, Placido Domingo lhe ter dado voz, naquela que foi a única presença do tenor no nosso teatro lírico. É a primeira de um conjunto de óperas que Paolo Pinamonti escolheu para uma temporada que, se não existirem os habituais trambolhões por causa dos "dinheiros", se anuncia auspiciosa. Destaco Otello por, além disso, ser uma das minhas óperas preferidas. Como sugestão discográfica, considero imperdível a versão "ao vivo" - primeiramente ouvida, em "vinil", na casa do saudoso José Ribeiro da Fonte - captada no Teatro alla Scala de Milão, em 1976, dirigida por Carlos Kleiber, com Placido Domingo (a estreia no papel titular), Mirella Freni e Piero Cappuccilli, todos no auge das suas carreiras. Também recomendo as versões onde aparecem os tenores americanos Jon Vickers e James Mckracken, seguramente dois dos maiores "Otellos" do século passado. Ou ainda o Otello de Herbert von Karajan, com Mario del Monaco e Renata Tebaldi (existe uma outra gravação de Karajan, magnificamente dirigida e musicalmente fabulosa, com a Freni e com Vickers, porém "estragada" por um inexplicável Jago de Peter Glossop). Escrevo de cor. Coisas da idade.OTELLO...
... De Giuseppe Verdi, para ver no Teatro Nacional de São Carlos, a partir de amanhã, 31 de Outubro, e dias 2, 4, 6 e 10 de Novembro. Libreto de Arrigo Boito, baseado na tragédia Othello, The Moor of Venice, de William Shakespeare. A direcção musical pertence a Antonio Pirolli, a encenação é de Nicolas Joel e a cenografia de Ezio Frigerio. Os cenários e figurinos são do "Théâtre du Capitole de Toulouse". Cantam, entre outros: Mario Malagnini, Otello; Dimitra Theodossiou, Desdemona; Carlo Guelfi, Jago; Carlos Guilherme, Cassio; Carlo Cigni, Ludovico. Toca a Orquestra Sinfónica Portuguesa com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Otello regressa ao São Carlos depois de, em 1989, Placido Domingo lhe ter dado voz, naquela que foi a única presença do tenor no nosso teatro lírico. É a primeira de um conjunto de óperas que Paolo Pinamonti escolheu para uma temporada que, se não existirem os habituais trambolhões por causa dos "dinheiros", se anuncia auspiciosa. Destaco Otello por, além disso, ser uma das minhas óperas preferidas. Como sugestão discográfica, considero imperdível a versão "ao vivo" - primeiramente ouvida, em "vinil", na casa do saudoso José Ribeiro da Fonte - captada no Teatro alla Scala de Milão, em 1976, dirigida por Carlos Kleiber, com Placido Domingo (a estreia no papel titular), Mirella Freni e Piero Cappuccilli, todos no auge das suas carreiras. Também recomendo as versões onde aparecem os tenores americanos Jon Vickers e James Mckracken, seguramente dois dos maiores "Otellos" do século passado. Ou ainda o Otello de Herbert von Karajan, com Mario del Monaco e Renata Tebaldi (existe uma outra gravação de Karajan, magnificamente dirigida e musicalmente fabulosa, com a Freni e com Vickers, porém "estragada" por um inexplicável Jago de Peter Glossop). Escrevo de cor. Coisas da idade.MUDANÇA DA HORA
"Pronto. Vai anoitecer mais cedo, outra vez. Já não basta vir aí o inverno, ainda temos de lhe adoptar a puta da hora. Aos tipos que gostam do inverno, e aos que acham bem que fique escuro mais cedo, havia a noite de lhes começar às onze da manhã. Todos os dias."
MUDANÇA DA HORA
"Pronto. Vai anoitecer mais cedo, outra vez. Já não basta vir aí o inverno, ainda temos de lhe adoptar a puta da hora. Aos tipos que gostam do inverno, e aos que acham bem que fique escuro mais cedo, havia a noite de lhes começar às onze da manhã. Todos os dias."
A "ARTILHARIA PESADA"
A "ARTILHARIA PESADA"
O DICHOTE POPULISTA
O DICHOTE POPULISTA
O MEMBRO
O MEMBRO
29.10.05
O GUERREIRO NO SEU LABIRINTO
O GUERREIRO NO SEU LABIRINTO
UM LIVRO
"Spinoza admonished us that it is necessary to love God without ever expecting Him to love us in return."Harold Bloom, Where Shall Wisdom Be Found?, Riverhead Books, New York, 2005
UM LIVRO
"Spinoza admonished us that it is necessary to love God without ever expecting Him to love us in return."Harold Bloom, Where Shall Wisdom Be Found?, Riverhead Books, New York, 2005
O VELHO "NOVO HOMEM PORTUGUÊS"
O VELHO "NOVO HOMEM PORTUGUÊS"
SETECENTOS E UM
SETECENTOS E UM
REACÇÕES
REACÇÕES
28.10.05
BATER NO CEGUINHO
BATER NO CEGUINHO
A GRANDE ILUSÃO
A GRANDE ILUSÃO
27.10.05
VALE A PENA
VALE A PENA
UM MOMENTO
UM MOMENTO
MÍSIA E ARDANT

Mísia apresenta a sua mais recente produção discográfica - Drama Box - no palco da Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II. "Primero hay que saber sufrir, después amar, después partir y al fin andar sin pensamiento..." Lisboa, Paris ou Buenos Aires e autores como Vasco Graça Moura, Natália Correia ou Astor Piazolla. Esta noite, com a participação especial de Fanny Ardant que lerá o poema de Vasco Graça Moura Fogo Preso.Quando se ateia em nós um fogo preso,
O corpo a corpo em que ele vai girando
Faz o meu corpo arder no teu aceso
E nos calcina e assim nos vai matando
Essa luz repentina até perder alento,
E então é quando
A sombra se ilumina,
E é tudo esquecimento, tão violento e brando.
Sacode a luz o nosso ser surpreso
E devastados nós vamos a seu mando,
Nessa prisão o mundo perde o peso
E em fogo preso à noite as chamas vão pairando
E vão-se libertando
Fogo e contentamento,
A revoar num bando
De beijos tão sem tento
Que não sabemos quando
São fogo, ou água, ou vento
A revoar num bando
De beijos tão sem tento,
Que perdem o comando
Do próprio esquecimento
MÍSIA E ARDANT

Mísia apresenta a sua mais recente produção discográfica - Drama Box - no palco da Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II. "Primero hay que saber sufrir, después amar, después partir y al fin andar sin pensamiento..." Lisboa, Paris ou Buenos Aires e autores como Vasco Graça Moura, Natália Correia ou Astor Piazolla. Esta noite, com a participação especial de Fanny Ardant que lerá o poema de Vasco Graça Moura Fogo Preso.Quando se ateia em nós um fogo preso,
O corpo a corpo em que ele vai girando
Faz o meu corpo arder no teu aceso
E nos calcina e assim nos vai matando
Essa luz repentina até perder alento,
E então é quando
A sombra se ilumina,
E é tudo esquecimento, tão violento e brando.
Sacode a luz o nosso ser surpreso
E devastados nós vamos a seu mando,
Nessa prisão o mundo perde o peso
E em fogo preso à noite as chamas vão pairando
E vão-se libertando
Fogo e contentamento,
A revoar num bando
De beijos tão sem tento
Que não sabemos quando
São fogo, ou água, ou vento
A revoar num bando
De beijos tão sem tento,
Que perdem o comando
Do próprio esquecimento
LER
LER
A "BOUTADE"...
A "BOUTADE"...
PORQUE NÃO?
PORQUE NÃO?
O "PATHOS" DO PASSADO
Adenda: No final da inauguração da sede de campanha do dr. Soares, a mandatária Amaral Dias, num arrebatamento feito de nostalgia "anti-fascista" e de "bloquismo" primitivo, avisou que "daqui partimos da resistência para a luta". Em que mundo e em que tempo viverá a ilustre mandatária?
O "PATHOS" DO PASSADO
Adenda: No final da inauguração da sede de campanha do dr. Soares, a mandatária Amaral Dias, num arrebatamento feito de nostalgia "anti-fascista" e de "bloquismo" primitivo, avisou que "daqui partimos da resistência para a luta". Em que mundo e em que tempo viverá a ilustre mandatária?
CAVACO REVISITADO
O Kapa "recuperou" a entrevista realizada por Vasco Pulido Valente a Cavaco Silva, em Setembro de 1991, nas vésperas da segunda maioria absoluta, para a revista Kapa. Entre outras coisas, lá vem o que, pelos vistos, o agora candidato continua a pensar sobre os famigerados "poderes presidenciais" e que tanto preocupa os "guardiões do templo". Para reler, na íntegra.K: Não o incomoda a condescendência da burguesia portuguesa consigo?
Sei o que a burguesia portuguesa pensa de mim. Não venho da «cultura de cocktail», como toda a gente sabe. Depois da Figueira da Foz, percebi que tinha entrado, de uma forma inesperada e radical, num novo universo e que, se não me adaptasse depressa e não surpreendesse, era crucificado.
K: Gosta da burguesia portuguesa?
Respeito as diferenças; respeito o direito à diferença.
K: Gosta ou não gosta?
Depende das pessoas. De algumas gosto.
K: E os ares de superioridade dos «intelectuais>,? Não o afectam?
Alguns julgam-se uma vanguarda esclarecida. O pior, para eles, é que se enganaram.
K: Em quê?
Fizeram, por exemplo, previsões catastróficas sobre o que ia suceder ao País e a mim, pessoalmente.
K: E as insinuações sobre a sua cultura?
Sou especialista de determinados assuntos, não sou de outros: e não pretendo fingir que sou aquilo que não sou.
K: E não se irrita?
Não. Acho algumas dessas pessoas bastante azedas e um bocado frustradas. Mas não me irrito. Continuo a minha vida com toda a normalidade.
K:Onde está a Direita e onde está a Esquerda em Portugal?
Foram desaparecendo... foram desaparecendo. Hoje é difícil identificar claramente uma Esquerda e uma Direita em Portugal. As transformações do mundo arrasaram as barreiras ideológicas. E em Portugal, desculpe que lhe diga, também contribuí um pouco para isso. O eleitorado tornou-se fluido e move-se com uma facilidade inconcebível há meia dúzia de anos. Quem imaginava que milhares de eleitores comunistas pudessem vir a votar em mim, ao mesmo tempo que milhares de eleitores do CDS?
Sempre que o Presidente da República, seja ele quem for, membro do partido do poder ou chefe do partido da oposição, interferir nas competências do governo cria inevitavelmente instabilidade no País. O Presidente deve ficar confinado às suas funções. Cabe ao governo conduzir a política geral do País. O Presidente não dispõe dos instrumentos necessários para o fazer e, se o fizer, fá-Io-à por força pela negativa...
CAVACO REVISITADO
O Kapa "recuperou" a entrevista realizada por Vasco Pulido Valente a Cavaco Silva, em Setembro de 1991, nas vésperas da segunda maioria absoluta, para a revista Kapa. Entre outras coisas, lá vem o que, pelos vistos, o agora candidato continua a pensar sobre os famigerados "poderes presidenciais" e que tanto preocupa os "guardiões do templo". Para reler, na íntegra.K: Não o incomoda a condescendência da burguesia portuguesa consigo?
Sei o que a burguesia portuguesa pensa de mim. Não venho da «cultura de cocktail», como toda a gente sabe. Depois da Figueira da Foz, percebi que tinha entrado, de uma forma inesperada e radical, num novo universo e que, se não me adaptasse depressa e não surpreendesse, era crucificado.
K: Gosta da burguesia portuguesa?
Respeito as diferenças; respeito o direito à diferença.
K: Gosta ou não gosta?
Depende das pessoas. De algumas gosto.
K: E os ares de superioridade dos «intelectuais>,? Não o afectam?
Alguns julgam-se uma vanguarda esclarecida. O pior, para eles, é que se enganaram.
K: Em quê?
Fizeram, por exemplo, previsões catastróficas sobre o que ia suceder ao País e a mim, pessoalmente.
K: E as insinuações sobre a sua cultura?
Sou especialista de determinados assuntos, não sou de outros: e não pretendo fingir que sou aquilo que não sou.
K: E não se irrita?
Não. Acho algumas dessas pessoas bastante azedas e um bocado frustradas. Mas não me irrito. Continuo a minha vida com toda a normalidade.
K:Onde está a Direita e onde está a Esquerda em Portugal?
Foram desaparecendo... foram desaparecendo. Hoje é difícil identificar claramente uma Esquerda e uma Direita em Portugal. As transformações do mundo arrasaram as barreiras ideológicas. E em Portugal, desculpe que lhe diga, também contribuí um pouco para isso. O eleitorado tornou-se fluido e move-se com uma facilidade inconcebível há meia dúzia de anos. Quem imaginava que milhares de eleitores comunistas pudessem vir a votar em mim, ao mesmo tempo que milhares de eleitores do CDS?
Sempre que o Presidente da República, seja ele quem for, membro do partido do poder ou chefe do partido da oposição, interferir nas competências do governo cria inevitavelmente instabilidade no País. O Presidente deve ficar confinado às suas funções. Cabe ao governo conduzir a política geral do País. O Presidente não dispõe dos instrumentos necessários para o fazer e, se o fizer, fá-Io-à por força pela negativa...
26.10.05
OS TORTUOSOS CAMINHOS...
OS TORTUOSOS CAMINHOS...
GOSTOS
GOSTOS
"O QUADRADO"
"O QUADRADO"
"OS PORTUGUESES CONHECEM-NO"
"OS PORTUGUESES CONHECEM-NO"
PATÉTICO
PATÉTICO
25.10.05
A RAZÃO...
Razões para votar Cavaco
O fim do unanimismo à volta da figura do Presidente da República.
A RAZÃO...
Razões para votar Cavaco
O fim do unanimismo à volta da figura do Presidente da República.
O "MANIFESTO"
O "MANIFESTO"
O "AMADOR" E O "PROFISSIONAL"
Adenda (das onze da noite): O dr. Medeiros Ferreira encara a recandidatura do dr. Soares como um brinquedo novo há muito prometido. Cada gesto, mesmo que previsível, é "novo". Por isso, gostou de ver os mandatários, o dr. Vieira de Almeida, e a colega de blogue, Joana Amaral Dias, "serenos nas suas convicções". O primeiro estava tão sereno que nunca chegou a abrir a boca, nem para as televisões. A segunda, ouvi-a murmurar umas vacuidades sobre um dr. Soares que, ao contrário de MF, ela acabou de conhecer. "Convicções"? Mas diz mais MF. "Ainda não será desta que o regime democrático ficará à mercê dos indiferentes e dos seus inimigos", afiança. Mas, meu caro amigo, com tantos candidatos presidenciais -só o PS tem dois - e ainda com a eventual emergência de um "Pintasilgo de direita", "encavalitado" no seu estimulante candidato, acha mesmo que existe "indiferença"?
O "AMADOR" E O "PROFISSIONAL"
Adenda (das onze da noite): O dr. Medeiros Ferreira encara a recandidatura do dr. Soares como um brinquedo novo há muito prometido. Cada gesto, mesmo que previsível, é "novo". Por isso, gostou de ver os mandatários, o dr. Vieira de Almeida, e a colega de blogue, Joana Amaral Dias, "serenos nas suas convicções". O primeiro estava tão sereno que nunca chegou a abrir a boca, nem para as televisões. A segunda, ouvi-a murmurar umas vacuidades sobre um dr. Soares que, ao contrário de MF, ela acabou de conhecer. "Convicções"? Mas diz mais MF. "Ainda não será desta que o regime democrático ficará à mercê dos indiferentes e dos seus inimigos", afiança. Mas, meu caro amigo, com tantos candidatos presidenciais -só o PS tem dois - e ainda com a eventual emergência de um "Pintasilgo de direita", "encavalitado" no seu estimulante candidato, acha mesmo que existe "indiferença"?
QUEM MANDA -2
QUEM MANDA -2
QUEM MANDA
Adenda: Complementar com este post do Jorge Ferreira.
QUEM MANDA
Adenda: Complementar com este post do Jorge Ferreira.
24.10.05
DIZER "NÃO"
DIZER "NÃO"
LER OS OUTROS
LER OS OUTROS
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Luís Grave Rodrigues, do Random Precision, "desafia-me" a responder à "parte" da crítica política que faz a Cavaco Silva, num post onde a mistura com referências desagradáveis. Não possuo nenhum mandato para falar "em nome" do candidato que apoio, mas julgo que é importante que se faça um debate sério em torno das presidenciais e não chicana gratuita. Aliás, dois artigos do Público de domingo - de António Barreto e de Mário Mesquita - constituem bons contributos para esse debate. No seu texto, LGR coloca várias perguntas que, como ele bem sabe, só a leitura do "manifesto eleitoral" de Cavaco Silva poderá responder e outras, ainda, que só o decurso da campanha esclarecerá. Porém, há assuntos que LGR levanta e cuja "resposta" já julga adivinhar por causa das convicções pessoais e religiosas de CS. Pode ser que, nalguns casos, tenha alguma surpresa e noutros, naturalmente, obtenha confirmação. Uma pessoa credível não costuma ceder no essencial e é bom que assim seja senão éramos todos "iguais". No entanto, parece-me inequívoco - e só por má-fé compulsiva ou por ignorância desculpável é que se pode defender o contrário - que CS tem obviamente perfil "para representar Portugal nas mais altas instâncias internacionais". Já o fez, no âmbito da direcção da política externa que pertence ao governo, quando exerceu o cargo de 1º ministro e acho que ninguém se queixou. Pergunte ao socialista Felipe Gonzalez, por exemplo, o que é que ele opinava sobre CS quando ambos eram os chefes de governo da Península Ibérica. Achará porventura LGR que CS não está à altura da representação externa do Estado Português - que é uma das funções do PR - apenas porque não encara o cargo como um híbrido monárquico-jacobino destinado a exibir universalmente lugares-comuns ou vaidades pessoais? Ou, pior, porque aí o argumento seria puramente reaccionário, por pensar que CS não é suficientemente "civilizado" para o efeito? 2. Quanto à minha posição, simultaneamente de suporte a CS e de crítica à recandidatura de M. Soares, a quem, por duas vezes, apoiei, reproduzo parte de um post escrito em Setembro que sumariza, por agora, o essencial. O "regime", se não se regenerar, afunda-se, mais tarde ou mais cedo, nas suas trapalhadas e na sua venalidade. Restaurar, com sensatez, a sua autoridade, sem pôr em causa a "natureza das coisas", é a tarefa mais nobre do próximo PR. Não é preciso ser "presidencialista" para achar que não é com magistraturas "monárquico-republicanas", requentadas com discursatas redondas e vazias, que "isto" lá vai. Cavaco não virá para a "desforra", como se insinua maliciosamente, e o país sabe-o. Sócrates tem um mandato claro que o obriga a ser mais clarividente do que tem sido. Ninguém mais do que Cavaco Silva aprecia a "estabilidade" para que se possa fazer alguma coisa. Mário Soares apenas quer a "estabilidade" - a dele - para não mudar nada e para embaraçar Sócrates quando este não respeitar o "cânone". Cavaco deverá transmitir solitariamente aos portugueses quais as razões políticas que o fazem ser, agora e de longe, o concidadão que, na chefia do Estado, melhores condições possui para prestigiar a democracia e honrar, com decência e um módico de equilíbrio, as instituições. Para isso não precisa de uma "corte". Basta-lhe estar só, com Portugal.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Luís Grave Rodrigues, do Random Precision, "desafia-me" a responder à "parte" da crítica política que faz a Cavaco Silva, num post onde a mistura com referências desagradáveis. Não possuo nenhum mandato para falar "em nome" do candidato que apoio, mas julgo que é importante que se faça um debate sério em torno das presidenciais e não chicana gratuita. Aliás, dois artigos do Público de domingo - de António Barreto e de Mário Mesquita - constituem bons contributos para esse debate. No seu texto, LGR coloca várias perguntas que, como ele bem sabe, só a leitura do "manifesto eleitoral" de Cavaco Silva poderá responder e outras, ainda, que só o decurso da campanha esclarecerá. Porém, há assuntos que LGR levanta e cuja "resposta" já julga adivinhar por causa das convicções pessoais e religiosas de CS. Pode ser que, nalguns casos, tenha alguma surpresa e noutros, naturalmente, obtenha confirmação. Uma pessoa credível não costuma ceder no essencial e é bom que assim seja senão éramos todos "iguais". No entanto, parece-me inequívoco - e só por má-fé compulsiva ou por ignorância desculpável é que se pode defender o contrário - que CS tem obviamente perfil "para representar Portugal nas mais altas instâncias internacionais". Já o fez, no âmbito da direcção da política externa que pertence ao governo, quando exerceu o cargo de 1º ministro e acho que ninguém se queixou. Pergunte ao socialista Felipe Gonzalez, por exemplo, o que é que ele opinava sobre CS quando ambos eram os chefes de governo da Península Ibérica. Achará porventura LGR que CS não está à altura da representação externa do Estado Português - que é uma das funções do PR - apenas porque não encara o cargo como um híbrido monárquico-jacobino destinado a exibir universalmente lugares-comuns ou vaidades pessoais? Ou, pior, porque aí o argumento seria puramente reaccionário, por pensar que CS não é suficientemente "civilizado" para o efeito? 2. Quanto à minha posição, simultaneamente de suporte a CS e de crítica à recandidatura de M. Soares, a quem, por duas vezes, apoiei, reproduzo parte de um post escrito em Setembro que sumariza, por agora, o essencial. O "regime", se não se regenerar, afunda-se, mais tarde ou mais cedo, nas suas trapalhadas e na sua venalidade. Restaurar, com sensatez, a sua autoridade, sem pôr em causa a "natureza das coisas", é a tarefa mais nobre do próximo PR. Não é preciso ser "presidencialista" para achar que não é com magistraturas "monárquico-republicanas", requentadas com discursatas redondas e vazias, que "isto" lá vai. Cavaco não virá para a "desforra", como se insinua maliciosamente, e o país sabe-o. Sócrates tem um mandato claro que o obriga a ser mais clarividente do que tem sido. Ninguém mais do que Cavaco Silva aprecia a "estabilidade" para que se possa fazer alguma coisa. Mário Soares apenas quer a "estabilidade" - a dele - para não mudar nada e para embaraçar Sócrates quando este não respeitar o "cânone". Cavaco deverá transmitir solitariamente aos portugueses quais as razões políticas que o fazem ser, agora e de longe, o concidadão que, na chefia do Estado, melhores condições possui para prestigiar a democracia e honrar, com decência e um módico de equilíbrio, as instituições. Para isso não precisa de uma "corte". Basta-lhe estar só, com Portugal.
23.10.05
"BLASÉ"
Adenda: Outro exemplo do aqui digo, vem do blogue de Luís Grave Rodrigues, o Random Precision, que eu costumo seguir com alguma atenção. Depois de uma (legítima) crítica "política" ao candidato Cavaco Silva, o autor termina o post com esta desnecessária "pérola" alarve, referindo-se àquele nestes termos: "manequim de Boliqueime, babado de bolo-rei pelos cantos da boca...". Tudo indica que os "índices" de civilidade da blogosfera, mesmo da que, em princípio, se poderia considerar intelectualmente séria, irão descer abruptamente nos próximos tempos, raiando mesmo a sarjeta. E o pior ainda está para vir.
"BLASÉ"
Adenda: Outro exemplo do aqui digo, vem do blogue de Luís Grave Rodrigues, o Random Precision, que eu costumo seguir com alguma atenção. Depois de uma (legítima) crítica "política" ao candidato Cavaco Silva, o autor termina o post com esta desnecessária "pérola" alarve, referindo-se àquele nestes termos: "manequim de Boliqueime, babado de bolo-rei pelos cantos da boca...". Tudo indica que os "índices" de civilidade da blogosfera, mesmo da que, em princípio, se poderia considerar intelectualmente séria, irão descer abruptamente nos próximos tempos, raiando mesmo a sarjeta. E o pior ainda está para vir.
FERNANDA BOTELHO
No Da Literatura, João Paulo Sousa lembra Fernanda Botelho, "vista" num documentário televisivo. Trata-se de uma escritora - deveria dizer escritor? - cuja discrição não nos deve fazer esquecer a sua obra, parece que por aí reeditada com umas "capas" de gosto duvidoso. Durante anos, Fernanda Botelho morou perto de mim e retenho a imagem dessa mulher elegante, passeando com um pequeno cesto de vime no braço, que usava para as compras, e cuja "obra não é extensa, mas intensa, livre na forma e nos temas".FERNANDA BOTELHO
No Da Literatura, João Paulo Sousa lembra Fernanda Botelho, "vista" num documentário televisivo. Trata-se de uma escritora - deveria dizer escritor? - cuja discrição não nos deve fazer esquecer a sua obra, parece que por aí reeditada com umas "capas" de gosto duvidoso. Durante anos, Fernanda Botelho morou perto de mim e retenho a imagem dessa mulher elegante, passeando com um pequeno cesto de vime no braço, que usava para as compras, e cuja "obra não é extensa, mas intensa, livre na forma e nos temas".