
De vez em quando, nomeadamente em momentos de crise, surgem candidatos a "D. Sebastião". Os mais conspícuos, agora, são o dr. Costa, o eng. Sócrates e o dr. Rio. Apesar de neófito, depois de passagens por corporações e em televisões à conta da bola, o eng. Moreira, do Porto, decerto não desdenharia "aparecer" num dia de nevoeiro. Até porque não pára de aparecer. Costa e Sócrates, apesar de pertencerem à mesma "família" política, mas por serem do mesmo "ramo" dela, tendem a anular-se mutuamente. A vantagem pertence a Costa já que Sócrates não aguentou esperar. E nem ele, nem sobretudo o país, fizeram ainda o "luto". Quanto a Rio, com o PSD politicamente desvitalizado e cada vez menos social-democratizado, tenderá a fazer de Santana Lopes, em sofisticado, andando por aí, sozinho ou por interpostas pessoas. Todos têm em comum anos e anos disto. Na terceira posse como presidente da CML, Costa falou como se tivesse acabado de chegar de Alcácer Quibir. Sócrates, a pretexto de um livro, concedeu mais entrevistas numa semana do que em seis anos de mando absoluto. E Rio, porque saiu e porque despreza religiosamente o trôpego "passismo", paira. Talvez nos fizesse mais falta um Prior do Crato.
2 comentários:
Pois é, o sebastianismo resulta num povo que gostando pouco de pensar, arriscar prefere seguir um líder que resolva por ele. Como diria Salazar que o conhecia e manipulou magistralmente, "se soubesses quanto custa mandar preferias obedecer " ...
Quanto ao Prior do Crato, se calhar até já temos, mas poucos terão percebido.
Prior do Crato ? Sabe-se como acabou.Filipe II de Espanha.
Peça de teatro do Sena,é o que subsiste.
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