30.4.09

GENTE COMO DEVE SER


Ramalho Eanes assumiu a paternidade da ideia da promoção de Jaime Neves a major-general. Porquê? Porque, segundo Eanes, «Neves teve uma acção patriótica e decisiva na defesa da democracia.» Aprecio homens honrados, austeros e discretos. Homens como Eanes e, na sua desajeitada e directa maneira de ser, Jaime Neves que, para usar uma expressão de Medeiros Ferreira, fazem parte do "código genético" da democracia. É bom lembrarmo-nos que eles, se bem que poucos, ainda existem.

GENTE COMO DEVE SER


Ramalho Eanes assumiu a paternidade da ideia da promoção de Jaime Neves a major-general. Porquê? Porque, segundo Eanes, «Neves teve uma acção patriótica e decisiva na defesa da democracia.» Aprecio homens honrados, austeros e discretos. Homens como Eanes e, na sua desajeitada e directa maneira de ser, Jaime Neves que, para usar uma expressão de Medeiros Ferreira, fazem parte do "código genético" da democracia. É bom lembrarmo-nos que eles, se bem que poucos, ainda existem.

TODOS BONS RAPAZES


O regime, através dos seus partidos, combinou, em segredo e rapidamente, aumentar em quase sessenta vezes o valor das contribuições em cash para os respectivos cofres. A desculpa - vejam lá a ironia da coisa - é a "festa do Avante" e o PC. Salvo dois deputados (Seguro que votou contra e Matilde Sousa Franco que se absteve) todos os restantes votaram favoravelmente. Isto com um argumentário risível apresentado à comunicação social. Ainda nem há uma semana, lá, Cavaco pediu moderação e austeridade nas despesas partidárias durante o ano eleitoral em curso. Os deputados, entre os quais se encontram moralistas permanentemente indignados como Louçã, responderam a preceito. Praticamente os mesmos que se dizem preocupados com a corrupção. Com certeza. São todos bons rapazes.

Adenda: Um dos jargões da língua de pau do regime que mais me irritam é a "transparência". O pequenino Martins, que preside ao bando atiladinho do partido maioritário no Parlamento, usa e abusa dele. A necessidade de falar muito em "transparência" é esclarecedora de per si. Martins é uma pérola da pior retórica parlamentar, medíocre e improvável. Nisso ele é muito transparente.

TODOS BONS RAPAZES


O regime, através dos seus partidos, combinou, em segredo e rapidamente, aumentar em quase sessenta vezes o valor das contribuições em cash para os respectivos cofres. A desculpa - vejam lá a ironia da coisa - é a "festa do Avante" e o PC. Salvo dois deputados (Seguro que votou contra e Matilde Sousa Franco que se absteve) todos os restantes votaram favoravelmente. Isto com um argumentário risível apresentado à comunicação social. Ainda nem há uma semana, lá, Cavaco pediu moderação e austeridade nas despesas partidárias durante o ano eleitoral em curso. Os deputados, entre os quais se encontram moralistas permanentemente indignados como Louçã, responderam a preceito. Praticamente os mesmos que se dizem preocupados com a corrupção. Com certeza. São todos bons rapazes.

Adenda: Um dos jargões da língua de pau do regime que mais me irritam é a "transparência". O pequenino Martins, que preside ao bando atiladinho do partido maioritário no Parlamento, usa e abusa dele. A necessidade de falar muito em "transparência" é esclarecedora de per si. Martins é uma pérola da pior retórica parlamentar, medíocre e improvável. Nisso ele é muito transparente.

É SÓ FAZER AS CONTAS

Se a "margem de erro" da sondagem da empresa do camarada do dr. Costa é de três por cento e se Costa obtém 31 contra 25 de Santana Lopes, é só fazer as contas como diria o outro.

É SÓ FAZER AS CONTAS

Se a "margem de erro" da sondagem da empresa do camarada do dr. Costa é de três por cento e se Costa obtém 31 contra 25 de Santana Lopes, é só fazer as contas como diria o outro.

H1 N1


Se calhar, estamos a assistir ao verdadeiro triunfo dos porcos e ainda não nos demos conta disso.

H1 N1


Se calhar, estamos a assistir ao verdadeiro triunfo dos porcos e ainda não nos demos conta disso.

DO SALAZARISMO


No "25 de Abril" deste ano falou-se muito de Salazar e de Santa Comba Dão. Uns dias depois, comemorou-se o 120º aniversário do seu nascimento. Muitas vezes "passo" por "salazarista". Sorrio. Salazar, quando lhe perguntaram se era monárquico ou republicano, respondia que uma coisa não o foi e a outra nunca o disse. Resta saber qual. É assim, também, o meu alegado "salazarismo". Não o fui. Nunca o disse.

DO SALAZARISMO


No "25 de Abril" deste ano falou-se muito de Salazar e de Santa Comba Dão. Uns dias depois, comemorou-se o 120º aniversário do seu nascimento. Muitas vezes "passo" por "salazarista". Sorrio. Salazar, quando lhe perguntaram se era monárquico ou republicano, respondia que uma coisa não o foi e a outra nunca o disse. Resta saber qual. É assim, também, o meu alegado "salazarismo". Não o fui. Nunca o disse.

ERA ASSIM A VIDA DELE


ERA ASSIM A VIDA DELE


29.4.09

O "PARTIDO DA EUROPA"


Nuns cartazes que andam espalhados pelas ruas, o PS auto-proclama-se "o partido da Europa". Aparece Sócrates ligado a um tratado de Lisboa que não existe, aparece Guterres agarrado a uma moeda de euro como se a tivesse criado e, finalmente, aparece o dr. Soares, curvado, a assinar a adesão à dita Europa. Todavia, "o partido da Europa" esqueceu-se que este último evento ocorreu a 12 de Junho de 1985 (no dia seguinte Soares demitiu-se do cargo de 1º ministro por causa da emergência de Cavaco na política portuguesa, o mesmo Cavaco que acabou expeditamente com o "bloco central" que algumas mentes mais criativas julgam que ele deseja agora) e não a 12 de Junho de 1986 como consta do cartaz. E é isto, mais Vital Moreira, o "partido da Europa".

O "PARTIDO DA EUROPA"


Nuns cartazes que andam espalhados pelas ruas, o PS auto-proclama-se "o partido da Europa". Aparece Sócrates ligado a um tratado de Lisboa que não existe, aparece Guterres agarrado a uma moeda de euro como se a tivesse criado e, finalmente, aparece o dr. Soares, curvado, a assinar a adesão à dita Europa. Todavia, "o partido da Europa" esqueceu-se que este último evento ocorreu a 12 de Junho de 1985 (no dia seguinte Soares demitiu-se do cargo de 1º ministro por causa da emergência de Cavaco na política portuguesa, o mesmo Cavaco que acabou expeditamente com o "bloco central" que algumas mentes mais criativas julgam que ele deseja agora) e não a 12 de Junho de 1986 como consta do cartaz. E é isto, mais Vital Moreira, o "partido da Europa".

AUTENTICIDADE

Também gostei.

AUTENTICIDADE

Também gostei.

PRONTIDÃO SANITÁRIA

Ana Jorge saiu do muito justo anonimato em que tem vegetado desde que é ministra da Saúde para garantir ao país que estamos preparados para um eventual surto de "gripe suína". Está-se mesmo a ver que estamos, não está?

PRONTIDÃO SANITÁRIA

Ana Jorge saiu do muito justo anonimato em que tem vegetado desde que é ministra da Saúde para garantir ao país que estamos preparados para um eventual surto de "gripe suína". Está-se mesmo a ver que estamos, não está?

ONDE ESTAMOS


O extraordinário líder esteve no IPO do Porto a descerrar placas. Se repararmos nos discursos, são os mesmos usados nas escolas, nas barragens, na pseudo-energia solar, nas auto-estradas, no parlamento, nas "fronteiras", nas "europeias", na televisão, no "magalhães", etc., etc. Há uma espécie de "ficha única" que o primeiro-ministro usa indistintamente cuja escrita já não se dá ao trabalho de "reinventar" consoante o público-alvo. O esgotamento da coisa revela-se - também - no grau zero do discurso. É aí que estamos.

ONDE ESTAMOS


O extraordinário líder esteve no IPO do Porto a descerrar placas. Se repararmos nos discursos, são os mesmos usados nas escolas, nas barragens, na pseudo-energia solar, nas auto-estradas, no parlamento, nas "fronteiras", nas "europeias", na televisão, no "magalhães", etc., etc. Há uma espécie de "ficha única" que o primeiro-ministro usa indistintamente cuja escrita já não se dá ao trabalho de "reinventar" consoante o público-alvo. O esgotamento da coisa revela-se - também - no grau zero do discurso. É aí que estamos.

O LIVRO E A ESFREGONA DO REGIME


A propósito da Feira do Livro de Lisboa que abre hoje, escreve Eduardo Pitta que «as crianças têm os espaços do costume e computadores Magalhães à disposição.» Apesar da pinderiquice em que se tornou a dita Feira, era escusada a propaganda ao Magalhães metido no meio dos livros como improvável sinal de "progresso" e de "modernidade". Pelo andar da carruagem, ainda vamos ver o Eduardo, o escritor e o "socrático", a defender esfregonas.
Foto: kaos

O LIVRO E A ESFREGONA DO REGIME


A propósito da Feira do Livro de Lisboa que abre hoje, escreve Eduardo Pitta que «as crianças têm os espaços do costume e computadores Magalhães à disposição.» Apesar da pinderiquice em que se tornou a dita Feira, era escusada a propaganda ao Magalhães metido no meio dos livros como improvável sinal de "progresso" e de "modernidade". Pelo andar da carruagem, ainda vamos ver o Eduardo, o escritor e o "socrático", a defender esfregonas.
Foto: kaos

PARABÉNS


A "luta" que opõe a velha anarquista Lurdes Rodrigues à corporação professoral liderada pelo cansativo Mário Nogueira tem episódios ridículos. No meio da tempestade, o conceito de escola, de disciplina, de autoridade, de ensino como transmissão de saber perde-se por entre gemas de ovos e histerias. Lurdes Rodrigues falhou porque geriu a coisa como uma dona de mercearia dos tempos da 1ª República. Começou bem mas não teve fôlego intelectual e político para aquilo a que se propôs e que nem ela mesma sabe muito bem o que é. A Inspecção Geral da Educação não foi concebida para "avaliar" coisas destas nem para guarda-costas de um qualquer ministro transitório e particularmente antipático. Está tudo errado na educação em Portugal. Esta legislatura, por culpa de todos - alunos, pais, professores, tutela - salda-se numa imensa trapalhada. Lurdes Rodrigues estava longe de imaginar que, anos volvidos sobre as derivas frívolas de juventude, acabaria a presidir a uma anarquia a sério e em tempo real. Parabéns.

PARABÉNS


A "luta" que opõe a velha anarquista Lurdes Rodrigues à corporação professoral liderada pelo cansativo Mário Nogueira tem episódios ridículos. No meio da tempestade, o conceito de escola, de disciplina, de autoridade, de ensino como transmissão de saber perde-se por entre gemas de ovos e histerias. Lurdes Rodrigues falhou porque geriu a coisa como uma dona de mercearia dos tempos da 1ª República. Começou bem mas não teve fôlego intelectual e político para aquilo a que se propôs e que nem ela mesma sabe muito bem o que é. A Inspecção Geral da Educação não foi concebida para "avaliar" coisas destas nem para guarda-costas de um qualquer ministro transitório e particularmente antipático. Está tudo errado na educação em Portugal. Esta legislatura, por culpa de todos - alunos, pais, professores, tutela - salda-se numa imensa trapalhada. Lurdes Rodrigues estava longe de imaginar que, anos volvidos sobre as derivas frívolas de juventude, acabaria a presidir a uma anarquia a sério e em tempo real. Parabéns.

INCIDENTES


«Qual será para mim o espectáculo do mundo?»

Roland Barthes (17 de Setembro de 1979), eu (29 de Abril de 2009)

INCIDENTES


«Qual será para mim o espectáculo do mundo?»

Roland Barthes (17 de Setembro de 1979), eu (29 de Abril de 2009)

28.4.09

DO "JORNALISMO"


«O jornalismo institucionalizou-se. Os jornalistas arranjam empregos com os políticos, comem à mesa dos banqueiros, frequentam as mesmas lojas, realizam-se com ascensões sociais estranhas à profissão. Muitos jornalistas começaram a fazer parte daquela entidade a que o povo chama "eles". Ao mesmo tempo, os factos foram substituídos por uma sofisticada retórica de "objectividade" e "equilíbrio" - totalitária - e por um processo de intenções ao menor desvio. As notícias já não são julgadas por serem verdadeiras ou falsas, mas por serem "a favor" ou "contra". A realidade foi disciplinada como a classe: não investigarás, dirás o que eu te digo; quando, por azar, não tiver sido eu a dizer-te, escreverás "alegadamente". Não contem comigo para essa merda. Eu faço notícias e olho as pessoas do meu bairro nos olhos.»

Carlos Enes (jornalista da TVI), Fragmentos do Apocalipse

DO "JORNALISMO"


«O jornalismo institucionalizou-se. Os jornalistas arranjam empregos com os políticos, comem à mesa dos banqueiros, frequentam as mesmas lojas, realizam-se com ascensões sociais estranhas à profissão. Muitos jornalistas começaram a fazer parte daquela entidade a que o povo chama "eles". Ao mesmo tempo, os factos foram substituídos por uma sofisticada retórica de "objectividade" e "equilíbrio" - totalitária - e por um processo de intenções ao menor desvio. As notícias já não são julgadas por serem verdadeiras ou falsas, mas por serem "a favor" ou "contra". A realidade foi disciplinada como a classe: não investigarás, dirás o que eu te digo; quando, por azar, não tiver sido eu a dizer-te, escreverás "alegadamente". Não contem comigo para essa merda. Eu faço notícias e olho as pessoas do meu bairro nos olhos.»

Carlos Enes (jornalista da TVI), Fragmentos do Apocalipse

UM PROBLEMA DE TRAFULHICE

«Depois de terem sido usados figurantes contratados para fingir de alunos, agora, (medida de contenção orçamental?), recrutam-se alunos gratuitamente para uma iniciativa partidária. Se a primeira foi politicamente inábil, a segunda é mesmo só um problema de trafulhice.»

Gabriel Silva, Blasfémias

UM PROBLEMA DE TRAFULHICE

«Depois de terem sido usados figurantes contratados para fingir de alunos, agora, (medida de contenção orçamental?), recrutam-se alunos gratuitamente para uma iniciativa partidária. Se a primeira foi politicamente inábil, a segunda é mesmo só um problema de trafulhice.»

Gabriel Silva, Blasfémias

"O TRATADO MAGALHÃES"


«O Partido Socialista tem três novos cartazes para as europeias. Soares e a adesão à CEE. Guterres e a adesão à moeda única. Sócrates e o tratado de Lisboa. Este último cartaz é exemplar. Por todas as razões o tratado de Lisboa é um símbolo do estilo de governação de José Sócrates: teve pompa e circunstância, horas de televisão, custou milhões e, um ano depois, ainda não aconteceu. Nem sabemos se algum dia vai acontecer.»

Rodrigo Moita de Deus, 31 da Armada

"O TRATADO MAGALHÃES"


«O Partido Socialista tem três novos cartazes para as europeias. Soares e a adesão à CEE. Guterres e a adesão à moeda única. Sócrates e o tratado de Lisboa. Este último cartaz é exemplar. Por todas as razões o tratado de Lisboa é um símbolo do estilo de governação de José Sócrates: teve pompa e circunstância, horas de televisão, custou milhões e, um ano depois, ainda não aconteceu. Nem sabemos se algum dia vai acontecer.»

Rodrigo Moita de Deus, 31 da Armada

GENIAL LOUCURA



Verdi: Macbeth. Shirley Verrett como Lady Macbeth. La Scala, Milão. Claudio Abbado. 1976. Uma loucura que vale a pena.

GENIAL LOUCURA



Verdi: Macbeth. Shirley Verrett como Lady Macbeth. La Scala, Milão. Claudio Abbado. 1976. Uma loucura que vale a pena.

MR. SMITH,


I presume...

MR. SMITH,


I presume...

A QUEIMA

Não há dinheiro nas universidades e sobra pouco para a investigação. Todavia, arranjam-se uns milhares de euros para essa nobre actividade chamada de "queima das fitas". A coisa traduz-se apenas em procissões intermináveis de bêbados e de bêbadas, precocemente decadentes e vazios, que passam por estudantes universitários e de quem - imagine-se - optimistas como o dr. Soares ou demagogos como Sócrates esperam muito. Esta juventude que finge a alegria em copos de cerveja ainda por cima é subsidiada para exibir a sua frivolidade em público. É por estas e por outras que não vamos a lado algum.

A QUEIMA

Não há dinheiro nas universidades e sobra pouco para a investigação. Todavia, arranjam-se uns milhares de euros para essa nobre actividade chamada de "queima das fitas". A coisa traduz-se apenas em procissões intermináveis de bêbados e de bêbadas, precocemente decadentes e vazios, que passam por estudantes universitários e de quem - imagine-se - optimistas como o dr. Soares ou demagogos como Sócrates esperam muito. Esta juventude que finge a alegria em copos de cerveja ainda por cima é subsidiada para exibir a sua frivolidade em público. É por estas e por outras que não vamos a lado algum.

COISAS DE PORCOS


Como era de esperar, aquilo que interessava da entrevista de Ferreira Leite - a explicação de que estamos a fomentar um país irremediavelmente pobre e que o endividamento externo de que não se fala nas tendas da propaganda torná-lo-á ainda irremediavelmente mais pobre do que já é comprometendo, como uma pandemia nacional, o futuro por gerações e gerações - ficou fora das manchetes. O que o lixo tóxico chamado "notícia" quer que conste é, singularmente, que a senhora se "deixou enredar" por causa do "bloco central", que ocorreu um "tropeção na linguagem" e por aí fora. Os serventuários de Santos Silva seguiram aprumadamente as ordens dadas pelo chefe que forneceu logo o mote. Tudo serve para nos distrair do essencial. Coisas de porcos. A peste já cá está.

COISAS DE PORCOS


Como era de esperar, aquilo que interessava da entrevista de Ferreira Leite - a explicação de que estamos a fomentar um país irremediavelmente pobre e que o endividamento externo de que não se fala nas tendas da propaganda torná-lo-á ainda irremediavelmente mais pobre do que já é comprometendo, como uma pandemia nacional, o futuro por gerações e gerações - ficou fora das manchetes. O que o lixo tóxico chamado "notícia" quer que conste é, singularmente, que a senhora se "deixou enredar" por causa do "bloco central", que ocorreu um "tropeção na linguagem" e por aí fora. Os serventuários de Santos Silva seguiram aprumadamente as ordens dadas pelo chefe que forneceu logo o mote. Tudo serve para nos distrair do essencial. Coisas de porcos. A peste já cá está.

27.4.09

É PRECISO METER EXPLICADOR?


Só por causa desta frase, a Dra. Ferreira Leite merece o meu apoio: «Há uma lição que o primeiro-ministro não tirou [no "dossiê flamingo", em Março de 2002]: nas vésperas de eleições não se tomam decisões polémicas (...) Em vésperas de eleições tomam-se decisões rápidas, sem grandes estudos, sem grandes fundamentos e daí nascem suspeitas. E o primeiro-ministro, que se sente vítima dessa acusação, está a querer cair rigorosamente no mesmo erro quando, a meia dúzia de meses das eleições, quer tomar decisões poderosíssimas em relação ao país, nomeadamente o TGV e o aeroporto.» É preciso meter explicador?

Nota: "Correu" que a presidente do PSD estaria disponível para um "bloco central", segundo a notícia do Público. É assim que se "fabrica" aquela famosa "má relação" de Ferreira Leite com a "comunicação". Alguém "comunica" sempre qualquer coisa antes de a presidente do PSD a "comunicar" de viva voz.

É PRECISO METER EXPLICADOR?


Só por causa desta frase, a Dra. Ferreira Leite merece o meu apoio: «Há uma lição que o primeiro-ministro não tirou [no "dossiê flamingo", em Março de 2002]: nas vésperas de eleições não se tomam decisões polémicas (...) Em vésperas de eleições tomam-se decisões rápidas, sem grandes estudos, sem grandes fundamentos e daí nascem suspeitas. E o primeiro-ministro, que se sente vítima dessa acusação, está a querer cair rigorosamente no mesmo erro quando, a meia dúzia de meses das eleições, quer tomar decisões poderosíssimas em relação ao país, nomeadamente o TGV e o aeroporto.» É preciso meter explicador?

Nota: "Correu" que a presidente do PSD estaria disponível para um "bloco central", segundo a notícia do Público. É assim que se "fabrica" aquela famosa "má relação" de Ferreira Leite com a "comunicação". Alguém "comunica" sempre qualquer coisa antes de a presidente do PSD a "comunicar" de viva voz.

VOU ALI LAVAR OS DENTES


A D. Fátima dedica-se esta noite ao "bloco central". Soares, (só existe este ex-presidente?), Leonor Beleza, um conselheiro de Estado e um reitor universitário. Não faltam idiotas de capa e batina na primeira fila. Como diria a Fátima, a outra, vou ali lavar os dentes.

VOU ALI LAVAR OS DENTES


A D. Fátima dedica-se esta noite ao "bloco central". Soares, (só existe este ex-presidente?), Leonor Beleza, um conselheiro de Estado e um reitor universitário. Não faltam idiotas de capa e batina na primeira fila. Como diria a Fátima, a outra, vou ali lavar os dentes.

DO ENSAIO POLÍTICO

Não sou dado a elogios fáceis. Todavia, considero o Henrique Raposo um dos mais talentosos ensaístas políticos da sua geração, aquela que veio depois da queda do famoso "fascismo" cujo contrário - o "anti-fascismo" - tantas péssimas cabeças e tanto escriba oportunista e nulo produziu. Ele é um liberal e, seguramente, em algumas coisas o meu céptico liberalismo coincidirá com o dele. Noutras, decididamente não, dada a minha propensão dita mais "maurassiana" (não fui eu que inventei isto, pois não Constança Cunha e Sá?). Lerei certamente com prazer o livro da foto, já nas bancas. Espero que ele mo ofereça no Descubra as Diferenças onde estaremos juntos esta semana.

DO ENSAIO POLÍTICO

Não sou dado a elogios fáceis. Todavia, considero o Henrique Raposo um dos mais talentosos ensaístas políticos da sua geração, aquela que veio depois da queda do famoso "fascismo" cujo contrário - o "anti-fascismo" - tantas péssimas cabeças e tanto escriba oportunista e nulo produziu. Ele é um liberal e, seguramente, em algumas coisas o meu céptico liberalismo coincidirá com o dele. Noutras, decididamente não, dada a minha propensão dita mais "maurassiana" (não fui eu que inventei isto, pois não Constança Cunha e Sá?). Lerei certamente com prazer o livro da foto, já nas bancas. Espero que ele mo ofereça no Descubra as Diferenças onde estaremos juntos esta semana.

PIGS IN SPACE


Não bastava a porcaria feita no sistema financeiro mundial. Agora, com os pobres "pigs in space", uma hipotética pandemia de gripe suína - que raio de nome - pode provocar uma quebra de cerca de três biliões de dólares no PIB mundial. O mundo está perigosíssimo. é mais fácil o humano contaminar o porco do que o contrário. Só se safam mesmo as febras grelhadas e o belo entrecosto.

PIGS IN SPACE


Não bastava a porcaria feita no sistema financeiro mundial. Agora, com os pobres "pigs in space", uma hipotética pandemia de gripe suína - que raio de nome - pode provocar uma quebra de cerca de três biliões de dólares no PIB mundial. O mundo está perigosíssimo. é mais fácil o humano contaminar o porco do que o contrário. Só se safam mesmo as febras grelhadas e o belo entrecosto.

CATCH ME IF YOU CAN

O "SIADAP" é, como a sigla "moderna" indica, um "sistema" de avaliação dos funcionários públicos inventado por este governo. É praticamente preciso curso e mestrado especializados para perceber o dito "sistema" constituído por papeletas e mais papeletas ao bom estilo da pior burocracia soviética. Como todos os "sistemas" estupidamente "complexos" - e este é "complexo" por más razões -, quando aplicado cegamente e de acordo com as "instruções" conduz a absurdos como este. A "modernidade" apregoada pelo governo corre muitas vezes o risco de dar a volta sobre si mesma e de conduzir à necedade pura e simples. Catch me if you can.

CATCH ME IF YOU CAN

O "SIADAP" é, como a sigla "moderna" indica, um "sistema" de avaliação dos funcionários públicos inventado por este governo. É praticamente preciso curso e mestrado especializados para perceber o dito "sistema" constituído por papeletas e mais papeletas ao bom estilo da pior burocracia soviética. Como todos os "sistemas" estupidamente "complexos" - e este é "complexo" por más razões -, quando aplicado cegamente e de acordo com as "instruções" conduz a absurdos como este. A "modernidade" apregoada pelo governo corre muitas vezes o risco de dar a volta sobre si mesma e de conduzir à necedade pura e simples. Catch me if you can.

NÃO É PRECISO DIZER MAIS NADA



Nicholas Ray, Johnny Guitar : Joan Crawford, Sterling Hayden. 1954.

NÃO É PRECISO DIZER MAIS NADA



Nicholas Ray, Johnny Guitar : Joan Crawford, Sterling Hayden. 1954.

26.4.09

QUE PENA


Uma esquerda que se dispõe a defender o admirável líder como se ele tivesse um átomo da densidade política de anteriores secretários-gerais do PS só porque ele é o chefe (de uma banda afinada e unidimensional que passa por ser de esquerda e um coitadinho miseravelmente atacado por criaturas sem escrúpulos), é uma esquerda que se demitiu de pensar. E desistiu porque vê no nosso pequeno Kim o seu "general de todas as estrelas". Que pena.

QUE PENA


Uma esquerda que se dispõe a defender o admirável líder como se ele tivesse um átomo da densidade política de anteriores secretários-gerais do PS só porque ele é o chefe (de uma banda afinada e unidimensional que passa por ser de esquerda e um coitadinho miseravelmente atacado por criaturas sem escrúpulos), é uma esquerda que se demitiu de pensar. E desistiu porque vê no nosso pequeno Kim o seu "general de todas as estrelas". Que pena.

A PESTE SUÍNA

A PESTE SUÍNA

UM BELO EXEMPLO

O admirável líder foi ao Algarve "inaugurar" um hotel de quatro estrelas. Que me lembre, só em Cuba, na península de Varadero onde passei diversas vezes por vários hotéis, é que encontrei placas em todos eles a indicar a data em que o estabelecimento tinha sido inaugurado pelo chefe local, o inevitável Fidel. Um belo exemplo.

UM BELO EXEMPLO

O admirável líder foi ao Algarve "inaugurar" um hotel de quatro estrelas. Que me lembre, só em Cuba, na península de Varadero onde passei diversas vezes por vários hotéis, é que encontrei placas em todos eles a indicar a data em que o estabelecimento tinha sido inaugurado pelo chefe local, o inevitável Fidel. Um belo exemplo.

GRANDEZA



Beethoven. "Coriolan", Overture Op.62. Bayerische Staatsorchester. Carlos Kleiber. 1996

GRANDEZA



Beethoven. "Coriolan", Overture Op.62. Bayerische Staatsorchester. Carlos Kleiber. 1996

O "AUTARCA MODELO"

O velho "autarca-modelo" Isaltino fez de conta que não sabe quem é Marques Mendes que recusou - e bem - uma medalha da Câmara de Oeiras. Fundamentalmente Mendes recusou receber a medalha das mãos de Isaltino, do mesmo Isaltino que ele impediu - e bem- que concorresse pelo PSD nas derradeiras autárquicas. Segundo o ex-"modelo", Mendes "não existe". Pelo contrário, Isaltino infelizmente existe para nos recordar todos os dias como estes trinta e cinco anos conseguiram, entre outras coisas, produzir tanto lixo humano e político.

O "AUTARCA MODELO"

O velho "autarca-modelo" Isaltino fez de conta que não sabe quem é Marques Mendes que recusou - e bem - uma medalha da Câmara de Oeiras. Fundamentalmente Mendes recusou receber a medalha das mãos de Isaltino, do mesmo Isaltino que ele impediu - e bem- que concorresse pelo PSD nas derradeiras autárquicas. Segundo o ex-"modelo", Mendes "não existe". Pelo contrário, Isaltino infelizmente existe para nos recordar todos os dias como estes trinta e cinco anos conseguiram, entre outras coisas, produzir tanto lixo humano e político.

LINO, O CÓMICO DO BETÃO


Mário Lino é um bon vivant. Por acaso também é ministro do betão o que o vai ocupar bastante daqui até às eleições. Domingo sim, domingo não lá vai meter-se dentro de uma tenda da propaganda e anunciar mais uns metros de estradas. Parece que ficou ofendido por Paulo Rangel ter dito no Parlamento que estas tendinhas e outros ágapes destinados a anunciar "investimento público" sobre "investimento público" como remédio santo para a crise, compromete a liberdade (pelo menos a financeira) das gerações futuras. Recordou o seu glorioso passado anti-fascista e contrapôs a sua "modernidade" - aparentemente traduzida em quilos e metros de betão - ao discurso (sic) "cinzento e salazarento" de Rangel. Lino tem o seu quê de risível mas ninguém lhe paga para fazer stand up comedy.

LINO, O CÓMICO DO BETÃO


Mário Lino é um bon vivant. Por acaso também é ministro do betão o que o vai ocupar bastante daqui até às eleições. Domingo sim, domingo não lá vai meter-se dentro de uma tenda da propaganda e anunciar mais uns metros de estradas. Parece que ficou ofendido por Paulo Rangel ter dito no Parlamento que estas tendinhas e outros ágapes destinados a anunciar "investimento público" sobre "investimento público" como remédio santo para a crise, compromete a liberdade (pelo menos a financeira) das gerações futuras. Recordou o seu glorioso passado anti-fascista e contrapôs a sua "modernidade" - aparentemente traduzida em quilos e metros de betão - ao discurso (sic) "cinzento e salazarento" de Rangel. Lino tem o seu quê de risível mas ninguém lhe paga para fazer stand up comedy.

CAMINHAR COM JESUS


"Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não O reconheceram. Perguntou-lhes, então: "De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?" Um deles chamado Cleófas, respondeu-lhe: "És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?" Perguntou-lhes Ele: "Que foi?" Disseram: "A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e em palavras, diante de Deus e de todo o povo. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse Ele que havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o Seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a Ele mesmo não viram." Jesus lhes disse. "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que o Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na Sua glória?" E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que Dele se achava dito em todas as Escrituras. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e Ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-No a parar: "Fica connosco, já é tarde e já declina o dia." Entrou então com eles. Acontecendo que, estando sentado conjuntamente à mesa, Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram... mas Ele desapareceu. Diziam então um para o outro: "Não se nos abrasava o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os onze e os que com eles estavam. Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão." (Lc 24, 13-35)


Esta passagem do Evangelho, para além da beleza literária, é fundamental para perceber o papel de Jesus no caminho que percorremos. Só Ele, depois de crucificado pelo nosso egoísmo, pela nossa vaidade, pela nossa dúvida e pelo nosso vazio não nos abandonou - "quem me vê, vê o Pai" - e só Ele nos pode salvar da solidão. O escândalo da cruz é o espelho dramático da nossa vergonha. Os discípulos de Emaús entenderam isso ao crepúsculo, quando o dia declinava. Como eles, tendemos a só nos aperceber da Sua presença - fiel, teimosa, a do verdadeiro amor - quando cai a tarde nas nossas vidas. Jesus, justamente por causa desse amor infinito que nós nos recusamos a ver e a sentir, diz-nos para não separarmos a razão da fé e a fé da razão: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas." Não nos atrasemos, pois, em reconhecer o Ressuscitado. Ele está no meio de nós.

CAMINHAR COM JESUS


"Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não O reconheceram. Perguntou-lhes, então: "De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?" Um deles chamado Cleófas, respondeu-lhe: "És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?" Perguntou-lhes Ele: "Que foi?" Disseram: "A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e em palavras, diante de Deus e de todo o povo. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse Ele que havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o Seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a Ele mesmo não viram." Jesus lhes disse. "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que o Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na Sua glória?" E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que Dele se achava dito em todas as Escrituras. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e Ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-No a parar: "Fica connosco, já é tarde e já declina o dia." Entrou então com eles. Acontecendo que, estando sentado conjuntamente à mesa, Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram... mas Ele desapareceu. Diziam então um para o outro: "Não se nos abrasava o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os onze e os que com eles estavam. Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão." (Lc 24, 13-35)


Esta passagem do Evangelho, para além da beleza literária, é fundamental para perceber o papel de Jesus no caminho que percorremos. Só Ele, depois de crucificado pelo nosso egoísmo, pela nossa vaidade, pela nossa dúvida e pelo nosso vazio não nos abandonou - "quem me vê, vê o Pai" - e só Ele nos pode salvar da solidão. O escândalo da cruz é o espelho dramático da nossa vergonha. Os discípulos de Emaús entenderam isso ao crepúsculo, quando o dia declinava. Como eles, tendemos a só nos aperceber da Sua presença - fiel, teimosa, a do verdadeiro amor - quando cai a tarde nas nossas vidas. Jesus, justamente por causa desse amor infinito que nós nos recusamos a ver e a sentir, diz-nos para não separarmos a razão da fé e a fé da razão: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas." Não nos atrasemos, pois, em reconhecer o Ressuscitado. Ele está no meio de nós.

25.4.09

DEUS LHES PERDOE



Passei boa parte do "25" a ver e a ouvir Herbert von Karajan. Como é que uma figura que, fisicamente, nem sequer era muito alto conseguiu agigantar-se tanto. Desconfio dos musicalmente surdos bem como dos adeptos de um "sentido único" na música. Karajan é tão sublime com Verdi quanto com Beethoven, Dvorak, Brahms, Wagner, Strauss ou Holst. Há quem não aprecie. Deus lhes perdoe.

Clip: Antonin Dvorak, 9ª Sinfonia, dita "do Novo Mundo", 4º andamento. Wiener Philharmoniker. Herbert von Karajan,

DEUS LHES PERDOE



Passei boa parte do "25" a ver e a ouvir Herbert von Karajan. Como é que uma figura que, fisicamente, nem sequer era muito alto conseguiu agigantar-se tanto. Desconfio dos musicalmente surdos bem como dos adeptos de um "sentido único" na música. Karajan é tão sublime com Verdi quanto com Beethoven, Dvorak, Brahms, Wagner, Strauss ou Holst. Há quem não aprecie. Deus lhes perdoe.

Clip: Antonin Dvorak, 9ª Sinfonia, dita "do Novo Mundo", 4º andamento. Wiener Philharmoniker. Herbert von Karajan,

PRÉMIO "ANIMAL FEROZ" 25 DE ABRIL DE 2009

Depois do "directo", através do site "Sócrates 2009", onde respondeu a uns quantos perguntadores previamente escolhidos e que ele tratou por "tu" como se estivesse a falar com a D. Edite Estrela ou o sr. Lello, sucede este imprevisto: «José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas . E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes. Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente. “Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta. O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”. Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos.»

PRÉMIO "ANIMAL FEROZ" 25 DE ABRIL DE 2009

Depois do "directo", através do site "Sócrates 2009", onde respondeu a uns quantos perguntadores previamente escolhidos e que ele tratou por "tu" como se estivesse a falar com a D. Edite Estrela ou o sr. Lello, sucede este imprevisto: «José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas . E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes. Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente. “Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta. O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”. Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos.»

EXACTAMENTE


«Não sei se Sócrates é corrupto e espero bem que não seja. E sobretudo espero que deixe de ser primeiro-ministro não por ser arguido mas sim por os portugueses se fartarem dele e da sua concepção oligárquica do poder e da legislação.»

Helena Matos, Blasfémias

EXACTAMENTE


«Não sei se Sócrates é corrupto e espero bem que não seja. E sobretudo espero que deixe de ser primeiro-ministro não por ser arguido mas sim por os portugueses se fartarem dele e da sua concepção oligárquica do poder e da legislação.»

Helena Matos, Blasfémias

A EUROPA EM NÓS


«Continuo a defender o referendo constitucional europeu, simultâneo em todos os países da UE, que instituísse o povo europeu como entidade política. E digo-o porque penso que a Europa chegou aos limites da sua construção pragmática, que consistiu em identificar-se com o seu mercado e em pôr entre parêntesis a sua natureza política e cultural. No fundo, apostou-se que uma Europa sem substância era o que melhor combinava com a globalização. Mas todos os sinais apontam, sobretudo desde o "não" de 2005, para o esgotamento desta orientação. A Europa continua, politicamente falando, por fundar.»

Manuel Maria Carrilho, Diário de Notícias

A EUROPA EM NÓS


«Continuo a defender o referendo constitucional europeu, simultâneo em todos os países da UE, que instituísse o povo europeu como entidade política. E digo-o porque penso que a Europa chegou aos limites da sua construção pragmática, que consistiu em identificar-se com o seu mercado e em pôr entre parêntesis a sua natureza política e cultural. No fundo, apostou-se que uma Europa sem substância era o que melhor combinava com a globalização. Mas todos os sinais apontam, sobretudo desde o "não" de 2005, para o esgotamento desta orientação. A Europa continua, politicamente falando, por fundar.»

Manuel Maria Carrilho, Diário de Notícias

MUITO PROVAVELMENTE


Afinal, Pedro Santana Lopes optou por "lançar" a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lisboa através da "net". Chama-se TVLisboa (ou TVL - Canal com Sentido). Ia escrever qualquer coisa mas, no meio dos gatafunhos debitados no Expresso por Miguel Sousa Tavares, encontrei a frase adequada: «Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa.» Obrigado, Miguel.

MUITO PROVAVELMENTE


Afinal, Pedro Santana Lopes optou por "lançar" a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lisboa através da "net". Chama-se TVLisboa (ou TVL - Canal com Sentido). Ia escrever qualquer coisa mas, no meio dos gatafunhos debitados no Expresso por Miguel Sousa Tavares, encontrei a frase adequada: «Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa.» Obrigado, Miguel.