A apresentação do "guião" para a alegada "reforma do Estado" avivou no senhor vice PM o que nele há de jornalista "senior". Na fase de diálogo, tratou os epígonos presentes com a amabilidade paternalista de quem contempla uma pequena plateia de estagiários. Fora uma pergunta pertinente da jornalista da TVI - que valeu ao velho jornalista uma resposta "branca" típica de quem não pretendia mais do que "vender" justamente uma "marca branca" para iniciados - , a coisa, baseada também em "artigos de opinião" (sic) e em algum trabalhinho de sapa de gente como Álvaro Santos Pereira, não se recomenda especialmente sobretudo pelo tempo que levou a ser "gerada" (o senhor vice PM deve andar ocupado com a "coordenação económica" e política do dr. Lima). O velho jornalista sabe que apenas tinha de desenvencilhar-se daquilo e deu à luz pouco mais de cem páginas em "corpo 16" a dois espaços. Espremida, a "reforma" serve para ilustrar um livro de leitura lado a lado com uma versão soft do chamado "milagre" da Rainha Santa Isabel. Sem as rosas e sem o pão.
1 comentário:
A caricata encenação de ontem lembrou-me do "Reinventar a Administração Pública" de Al Gore (Quetzal Editores) e das publicações do insuspeito Secretariado para a Modernização Administrativa onde me orgulho de ter trabalhado, que produziu mais e melhor, com Isabel Corte Real. A começar pelo "Melhor Administração, Mais Cidadania" que foi (seguramente) mais participado que um alternativo Programa de Governo de 100 páginas, esticadas até à exaustão à custa da paginação. E que era uma reflexão séria sobre o Estado-Administração, as suas funções, a regulação, a contratualização, a externalização, etc.
Corajosamente, espero ler amanhã, assim como quem celebra um ex-feriado fúnebre com texto de velório.
Mas depois de me darem ontem "bilhetes para o céu, levado à cena num teatro" (Natália Correia) pergunto-me se o PSD já não tem nas suas hostes quem perceba do assunto (isto é saiba - no sentido de, ciência, de conhecimento).
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