
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
30.11.09
TENHAM PACIÊNCIA

TENHAM PACIÊNCIA

DAQUI ATÉ À ETERNIDADE
DAQUI ATÉ À ETERNIDADE
CRÓNICA DO TEMPO QUE PASSA OU COMO JÁ NÃO HÁ HERÓIS

Do Médio Oriente e Afins
CRÓNICA DO TEMPO QUE PASSA OU COMO JÁ NÃO HÁ HERÓIS

Do Médio Oriente e Afins
POR QUE É QUE ELES SÃO INCOMPORTÁVEIS
Henrique Neto, Jornal de Leiria via Blasfémias
POR QUE É QUE ELES SÃO INCOMPORTÁVEIS
Henrique Neto, Jornal de Leiria via Blasfémias
INCOMPORTÁVEIS

INCOMPORTÁVEIS

29.11.09
UMA LEITURA DE DOMINGO*
Vasco Pulido Valente, Público
*Esta é apenas uma. Porém, um blogger faz sempre as suas, aos domingos, e encima-as com "um livro". Escolheu, desta vez, a História de Portugal coordenada por Rui Ramos. Não para a ler. Mas para a pesar. É o que há de "massa crítica" espalhada por aí.
UMA LEITURA DE DOMINGO*
Vasco Pulido Valente, Público
*Esta é apenas uma. Porém, um blogger faz sempre as suas, aos domingos, e encima-as com "um livro". Escolheu, desta vez, a História de Portugal coordenada por Rui Ramos. Não para a ler. Mas para a pesar. É o que há de "massa crítica" espalhada por aí.
BOM PROVEITO
BOM PROVEITO
NAS COSTAS DE UM FELINO
Faz de conta que o homem que pesca está sentado no dorso de um felino que desafia o mar. E que a segurança não lhe advém da cadeira mas sim da escarpa em forma de felino. É justamente o felino que existe em cada um de nós - naqueles que não fazem questão de exibir a sua extraordinária "pessoa humana" - que permite continuar. Ontem tomei banho naquele mesmo mar. E hoje estou um ano mais velho do que estava no instante em que mergulhava. A partir de determinada idade, os aniversários só podem ser celebrados nas costas de um felino. NAS COSTAS DE UM FELINO
Faz de conta que o homem que pesca está sentado no dorso de um felino que desafia o mar. E que a segurança não lhe advém da cadeira mas sim da escarpa em forma de felino. É justamente o felino que existe em cada um de nós - naqueles que não fazem questão de exibir a sua extraordinária "pessoa humana" - que permite continuar. Ontem tomei banho naquele mesmo mar. E hoje estou um ano mais velho do que estava no instante em que mergulhava. A partir de determinada idade, os aniversários só podem ser celebrados nas costas de um felino. 28.11.09
UMA CLAQUE ESVOAÇANTE
UMA CLAQUE ESVOAÇANTE
DOS PEIXES
DOS PEIXES
COMENTADORES DO BACALHAU
COMENTADORES DO BACALHAU
UM PORTUGAL DE PEQUENINOS
Vasco Pulido Valente, Público
«A quantidade de opinião no cabo não tem paralelo com qualquer período anterior da TV ou da imprensa. Há programas de comentadores generalistas, sobre economia, política, desporto, sobre tudo e nada, comentadores de notícias, de notícias sobre notícias, de decisões judiciais, de notícias sobre decisões judiciais, comentadores de comentadores, uf! As talking heads transbordaram para os generalistas: os directores da SIC, por exemplo, já comentam nos seus próprios noticiários, juntando-se aos comentadores históricos e aos recorrentes. Haver tanta opinião é excelente, se for plural, mas o excesso poderá cansar os espectadores. Noto, também, que alguns programas com jornalistas tendem, infelizmente, ou a seguir a "onda" de opinião vigente ou a voz da central de S. Bento. Tentando fugir à opinião óbvia, Mário Crespo reúne agora semanalmente três especialistas, três vozes desafinadas com o "sistema" dos bem-comportados: Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato (Plano Inclinado, SICN, 2ª). O "sistema" no poder logo disse mal do programa: muito repetitivo - como se diversos outros programas não fossem repetições de repetições de repetições das opiniões próprias, dos colegas, camaradas, patrões, banqueiros e do poder. A repetição é inevitável a quem se expõe com regularidade no espaço público. Mas as repetições de quem está fora do sistema da "opinião habitual" não são piores do que as outras, pelo contrário, são mais raras e mais originais. O Plano Inclinado tem essa originalidade. Nesta altura, há no cabo programas de debate que ajudam a compreender melhor a realidade nacional e internacional, como Quadratura do Círculo, Plano Inclinado, Sociedade das Nações, na SICN, e, na TVI24, A Torto e a Direito e Roda Livre. Neste, Vasco Pulido Valente foi infelizmente substituído por um comentador, Pedro Adão Silva, completamente preso a posições partidárias. (...)
«Desde que o PS voltou a ficar em primeiro nas legislativas, o director de Informação da RTP, José Alberto Carvalho, anda mais atrevidote. Participou inopinadamente num Prós e Contras destinado a tramar o director do Expresso e o então director do PÚBLICO. Deu entrevistas falando com um autoritarismo antes escondido, semelhante ao do Governo. Numa conferência pública, co-organizada pela RTP, desceu ao mais baixo nível do insulto e de negação do debate na esfera pública democrática, chamando ao autor de uma crítica "doente" mental. Na semana passada, Carvalho inventou umas regras para os jornalistas da RTP1 seguirem em actividades da sua esfera privada, em blogues e em redes sociais, como o FaceBook ou o Twitter. As "recomendações" de Carvalho ofendem os mais básicos princípios da liberdade de expressão e das liberdades individuais em geral. Diz que os jornalistas da RTP "nunca" devem escrever on-line o que não pudessem dizer numa notícia. Quer dizer, fora das horas de serviço e em actividades individuais não poderiam opinar sobre o mundo, a vida, as pessoas. Diz também que os jornalistas devem escorraçar amigos no Facebook se isso desequilibrar o que ele, Carvalho, julga ser a "imparcialidade" nas relações humanas: um jornalista da RTP não poderia, por exemplo, apresentar no Facebook "demasiados" amigos do BE, do CDS ou doutra organização das "áreas" que Carvalho condena. As nove metediças "recomendações", divulgadas no 24 Horas (26.11), parecem-me um festival de controleirismo militante à la ex-directora regional de Educação do Norte, bem típico da era socretista. Seriam apenas ridículas se não constituíssem um enxovalho, mais um, para os jornalistas da RTP, com as sugestões de autocensura e de vigilância politicamente - socretistamente - correcta.Os jornalistas da RTP1 ouvidos pelo 24 Horas tentaram esquivar-se, ou disseram o óbvio - que o comportamento das pessoas em rede deve reger-se pelo bom senso, o que tornaria as "recomendações" inúteis -, ou concordaram, revelando tristemente já funcionarem dentro do esquema que o actual Governo sempre desejou: que se portem bem. Se não, levam. Perdem regalias ou o emprego.»
Eduardo Cintra Torres, idem
UM PORTUGAL DE PEQUENINOS
Vasco Pulido Valente, Público
«A quantidade de opinião no cabo não tem paralelo com qualquer período anterior da TV ou da imprensa. Há programas de comentadores generalistas, sobre economia, política, desporto, sobre tudo e nada, comentadores de notícias, de notícias sobre notícias, de decisões judiciais, de notícias sobre decisões judiciais, comentadores de comentadores, uf! As talking heads transbordaram para os generalistas: os directores da SIC, por exemplo, já comentam nos seus próprios noticiários, juntando-se aos comentadores históricos e aos recorrentes. Haver tanta opinião é excelente, se for plural, mas o excesso poderá cansar os espectadores. Noto, também, que alguns programas com jornalistas tendem, infelizmente, ou a seguir a "onda" de opinião vigente ou a voz da central de S. Bento. Tentando fugir à opinião óbvia, Mário Crespo reúne agora semanalmente três especialistas, três vozes desafinadas com o "sistema" dos bem-comportados: Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato (Plano Inclinado, SICN, 2ª). O "sistema" no poder logo disse mal do programa: muito repetitivo - como se diversos outros programas não fossem repetições de repetições de repetições das opiniões próprias, dos colegas, camaradas, patrões, banqueiros e do poder. A repetição é inevitável a quem se expõe com regularidade no espaço público. Mas as repetições de quem está fora do sistema da "opinião habitual" não são piores do que as outras, pelo contrário, são mais raras e mais originais. O Plano Inclinado tem essa originalidade. Nesta altura, há no cabo programas de debate que ajudam a compreender melhor a realidade nacional e internacional, como Quadratura do Círculo, Plano Inclinado, Sociedade das Nações, na SICN, e, na TVI24, A Torto e a Direito e Roda Livre. Neste, Vasco Pulido Valente foi infelizmente substituído por um comentador, Pedro Adão Silva, completamente preso a posições partidárias. (...)
«Desde que o PS voltou a ficar em primeiro nas legislativas, o director de Informação da RTP, José Alberto Carvalho, anda mais atrevidote. Participou inopinadamente num Prós e Contras destinado a tramar o director do Expresso e o então director do PÚBLICO. Deu entrevistas falando com um autoritarismo antes escondido, semelhante ao do Governo. Numa conferência pública, co-organizada pela RTP, desceu ao mais baixo nível do insulto e de negação do debate na esfera pública democrática, chamando ao autor de uma crítica "doente" mental. Na semana passada, Carvalho inventou umas regras para os jornalistas da RTP1 seguirem em actividades da sua esfera privada, em blogues e em redes sociais, como o FaceBook ou o Twitter. As "recomendações" de Carvalho ofendem os mais básicos princípios da liberdade de expressão e das liberdades individuais em geral. Diz que os jornalistas da RTP "nunca" devem escrever on-line o que não pudessem dizer numa notícia. Quer dizer, fora das horas de serviço e em actividades individuais não poderiam opinar sobre o mundo, a vida, as pessoas. Diz também que os jornalistas devem escorraçar amigos no Facebook se isso desequilibrar o que ele, Carvalho, julga ser a "imparcialidade" nas relações humanas: um jornalista da RTP não poderia, por exemplo, apresentar no Facebook "demasiados" amigos do BE, do CDS ou doutra organização das "áreas" que Carvalho condena. As nove metediças "recomendações", divulgadas no 24 Horas (26.11), parecem-me um festival de controleirismo militante à la ex-directora regional de Educação do Norte, bem típico da era socretista. Seriam apenas ridículas se não constituíssem um enxovalho, mais um, para os jornalistas da RTP, com as sugestões de autocensura e de vigilância politicamente - socretistamente - correcta.Os jornalistas da RTP1 ouvidos pelo 24 Horas tentaram esquivar-se, ou disseram o óbvio - que o comportamento das pessoas em rede deve reger-se pelo bom senso, o que tornaria as "recomendações" inúteis -, ou concordaram, revelando tristemente já funcionarem dentro do esquema que o actual Governo sempre desejou: que se portem bem. Se não, levam. Perdem regalias ou o emprego.»
Eduardo Cintra Torres, idem
É ASSIM QUE QUEREMOS VIVER?
É ASSIM QUE QUEREMOS VIVER?
27.11.09
MELO ANTUNES
MELO ANTUNES
A CÂMARA
A CÂMARA
HUMPTY CORPORATIVO DUMPTY
HUMPTY CORPORATIVO DUMPTY
A DIFERENÇA
A DIFERENÇA
NOTÍCIAS DO DUBAI
Chama-se Dubai e, a avaliar pela foto, substitui com facilidade caixotes de Prozac. Todavia, como a vida é injusta, muitos Prozacs aparentemente virão a ser consumidos à sua custa. O globo ainda está no rescaldo da crise epicentrada em Nova Iorque e já aquele paraíso nos promete outra. Aqui, para a periferia da Europa, era o pior que lhe podia acontecer depois do PS, de Fátima Campos Ferreira ou de Passos Coelho. Como estamos endividados para lá do pescoço e como a nossa credibilidade externa é o que se vê, o dinheiro está-nos cada vez mais caro. Ora mais um sobressalto financeiro ero o que menos nos estava agora a fazer falta. Resta-nos contemplar com nostalgia palonça a pirosa instalação hoteleira da foto e esperar, metaforicamente, que ela não caia.NOTÍCIAS DO DUBAI
Chama-se Dubai e, a avaliar pela foto, substitui com facilidade caixotes de Prozac. Todavia, como a vida é injusta, muitos Prozacs aparentemente virão a ser consumidos à sua custa. O globo ainda está no rescaldo da crise epicentrada em Nova Iorque e já aquele paraíso nos promete outra. Aqui, para a periferia da Europa, era o pior que lhe podia acontecer depois do PS, de Fátima Campos Ferreira ou de Passos Coelho. Como estamos endividados para lá do pescoço e como a nossa credibilidade externa é o que se vê, o dinheiro está-nos cada vez mais caro. Ora mais um sobressalto financeiro ero o que menos nos estava agora a fazer falta. Resta-nos contemplar com nostalgia palonça a pirosa instalação hoteleira da foto e esperar, metaforicamente, que ela não caia.26.11.09
CATORZE VEZES DOZE
CATORZE VEZES DOZE
UMA HOMENAGEM
UMA HOMENAGEM
ALGUÉM QUE LHE EXPLIQUE
ALGUÉM QUE LHE EXPLIQUE
PORTUGAL, UMA BIOGRAFIA POLÍTICA - 2
PORTUGAL, UMA BIOGRAFIA POLÍTICA - 2
COISA DIMINUÍDA
COISA DIMINUÍDA
25.11.09
TIPICAMENTE

TIPICAMENTE

O INFINDÁVEL BAÚ
O INFINDÁVEL BAÚ
APRENDAM

APRENDAM

BEM FEITO
BEM FEITO
PERCEBEM?
PERCEBEM?
25 DE NOVEMBRO

25 DE NOVEMBRO

24.11.09
O CURSO INCESSANTE DO PIOR
O CURSO INCESSANTE DO PIOR
SE HÁ QUEM DIGA ISTO MELHOR DO QUE EU
SE HÁ QUEM DIGA ISTO MELHOR DO QUE EU
OPOSIÇÃO DE LUPANAR

OPOSIÇÃO DE LUPANAR

A DIREITA NÃO É O CRUZAMENTO DE UM ELEFANTE COM UM CAVALO*
A DIREITA NÃO É O CRUZAMENTO DE UM ELEFANTE COM UM CAVALO*
SE HÁ QUEM DIGA ISTO MELHOR DO QUE EU*
SE HÁ QUEM DIGA ISTO MELHOR DO QUE EU*
UMA ESSÊNCIA
UMA ESSÊNCIA
23.11.09
O SINAL
O SINAL
PRONTO, PRONTO

PRONTO, PRONTO

FRANGOS DEPENADOS
FRANGOS DEPENADOS
SE HÁ QUEM DIGA ISTO MELHOR DO QUE EU*

Filipe Nunes Vicente, Mar Salgado
*Um "ciclo" inspirado numa famosa ideia de Richard Rorty num livro que fez este ano trinta anos, Philosophy and the Mirror of Nature e na minha preguiça epistemológica em acompanhar "isto"
SE HÁ QUEM DIGA ISTO MELHOR DO QUE EU*

Filipe Nunes Vicente, Mar Salgado
*Um "ciclo" inspirado numa famosa ideia de Richard Rorty num livro que fez este ano trinta anos, Philosophy and the Mirror of Nature e na minha preguiça epistemológica em acompanhar "isto"
22.11.09
EMBUSTE
EMBUSTE
RASURA
RASURA
ASSIS, UM PROCURADOR ESPECIAL DA REPÚBLICA
ASSIS, UM PROCURADOR ESPECIAL DA REPÚBLICA
21.11.09
BEM HAJAM
BEM HAJAM
PEQUENA CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA - JORGE FERREIRA








