1.11.13

Um "papel" escrito "em latim do Baixo-Império"


 


Sobre o "guião" do senhor vice PM, escreve Medeiros Ferreira que «não se percebe de que tipo de iniciativa política-legislativa se trata. Não é uma resolução, não desce à AR, não tem natureza legislativa. É um longo artigo de opinião cujo fim é o objectivo milenar de «modernizar o Estado». Uma coisa é certa ninguém volta a assediar Paulo Portas com a «reforma do Estado». É o único português que exibe uma bula nesse domínio. Escrita em latim do Baixo-Império.» No fundo, "um papel", como lhe chama Ferreira Leite: "o facto de ter desparecido esse peso e essa pressão que existia na opinião pública pelo facto de não surgir nada ao fim de tantos anúncios deve dar algum alívio ao Governo por ter apresentado um papel" em que "90% do guião, ou daquele documento que foi apresentado, é uma análise do que se passou até à data e 10% é sobre o futuro que se verá quando deve ser". Se, nas palavras de Vasco Pulido Valente, a dra. Cristas "com certeza que nem percebeu o que se passava nas catacumbas do seu ministério", para que é que Paulo Portas anda por aí, "com o seu ar mais solene, a pregar a reforma do Estado"?


 


Foto: Expresso

1 comentário:

murphy disse...

Há mais de 20 anos que ouvimos falar da importância da Reforma do Estado… Afinal, porque ninguém a faz?!

Como na investigação de qualquer enigma, a solução para a sua compreensão pode estar na clássica questão: “Quem beneficia e quem perde com isso?...”
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/10/reforma-do-estado-quem-ganha-e-quem.html