20.7.12

Da vida enquanto catástrofe


 


Um dia destes, um leitor chamou-me a atenção para o aniversário, hoje, da mulher de Céline, Lucette Destouches. Completa cem anos e ainda vive em Meudon. «Bien sûr je devrais être mort depuis longtemps, depuis 14. J'ai triché avec la mort. Lucette toute mignonne est venue me chercher. Je l'ai compris la première fois qu'elle est montée me voir rue Lepic. Lucette est venue pour m'emmener, cela c'est sûr, je l'ai vu tout de suite». Na dedicatória na Voyage, disse: «A Lucette, déjà si secrète au seuil de la vie.» Numa entrevista afirmou que Céline, no trabalho como na vida, via tudo como uma catástrofe. Nenhum dos dois se enganou.

2 comentários:

NAC disse...

Obrigado.

xico disse...

Li somente um livro de Celine: Castelos Perigosos. Para além do fascínio de um grande escritor, ficou-me a imagem da mulher, uma não personagem neste livro. Céline é exímio em torná-la presente na mente do leitor sem a tornar verdadeiramente numa personagem. Um homem e uma mulher trágicos e controversos. Um grande escritor.