«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.»
Adélia Prado
24.7.12
Do marechalato intelectual
A Sra. Dra. Ferreira Alves, sem que Hermano Saraiva pudesse suspeitar (ele nem sequer devia saber de quem se tratava pelo que, por essa banda, morreu em paz), preenche adequadamente os requisitos do marechalato intelectual a que ele se referiu.
Duma forma muito inteligente, utilizando um cinismo de primeira água e uma hipocrisia criativa vamos lá de segunda, mas mesmo assim eficaz, este António Araújo - publicista de valor em que por meu mal nunca ouvira falar - arrasa completamente, encenando um "dizer bem" temeroso a e cito "pedante" CFA , que nos tempos já antigos se tornou famosa, iniciando a sua actuação de pequena jogadora das artes & letras da "panelinha", com um extenso artigo avacalhando Miguel Torga, que aqui entre e nós e obviamente valia e vale mais numa perna que a dita senhora no corpo todo, incluindo o chapéu (que se calhar não usa). Esta senhora foi a mesmíssima que naquele tempo aparecia muito lampeira a passar correctivos à malta desse tempo, com a acusação de que eram incultos (pelos vistos é uma recorrência da madama) ao passo que ela até já tinha lido Joseph Heller. (E falava assim quando os verdadeiramente cultos já tinham lido Heller uma dúzia de anos antes...). Em suma, sabe atirar-se à classe política, que é inculta e burra decerto, mas acompanha-os, faz giro com eles, pertence ao seu círculo. Ou seja, é a enfant terrible que cauciona essa gentalha. Mas não se põe fora da carroça do feno, para usarmos esta expresão clássica. O que ainda a torna mais lamentável do que aqueles. Porque ela, a CFA bilderberguiana, nem tem como eles a desculpa de ser estúpida ou inculta. Pode dizer-se: os livrecos dela valem a aragem matutina num planaltozinho. Mas escreve, no entanto, sem erros de ortografia, ao contrário de muito mandão perneta da sintaxe. Esta senhora desaparecerá quando desaparecer Portugal como um sítio. Quando isto fôr um país a sério. Até lá, deixemo-la em paz. Mas sem que a nossa comiseração vá ao ponto de lhe vermos os programas televisivos em que se arrola - que a bondade também tem limites!
Eu, devo muito do que sou a CFA. Por estranho que pareça nalguns blogues começou a sair a suspeita de que eu era ela. Considerei isso um duplo insulto, a mim e a ela e tratei de colocar tudo em pratos limpos. E por isso de vez em quando cito-a. Foi o caso deste artigo (o dela) a que dei o devido relevo no meu blog. Longa vida a CFA.
4 comentários:
Sem mais, 5 estrelas!!
Tão destrutivo como A ignorância quimicamente pura, é a intelectualite escolasticamente pura.
Erros graves são de assinalar de imediato, mas só isso, que o meio é piqueno " e tudo se sabe....
Duma forma muito inteligente, utilizando um cinismo de primeira água e uma hipocrisia criativa vamos lá de segunda, mas mesmo assim eficaz, este António Araújo - publicista de valor em que por meu mal nunca ouvira falar - arrasa completamente, encenando um "dizer bem" temeroso a e cito "pedante" CFA , que nos tempos já antigos se tornou famosa, iniciando a sua actuação de pequena jogadora das artes & letras da "panelinha", com um extenso artigo avacalhando Miguel Torga, que aqui entre e nós e obviamente valia e vale mais numa perna que a dita senhora no corpo todo, incluindo o chapéu (que se calhar não usa). Esta senhora foi a mesmíssima que naquele tempo aparecia muito lampeira a passar correctivos à malta desse tempo, com a acusação de que eram incultos (pelos vistos é uma recorrência da madama) ao passo que ela até já tinha lido Joseph Heller. (E falava assim quando os verdadeiramente cultos já tinham lido Heller uma dúzia de anos antes...). Em suma, sabe atirar-se à classe política, que é inculta e burra decerto, mas acompanha-os, faz giro com eles, pertence ao seu círculo. Ou seja, é a enfant terrible que cauciona essa gentalha. Mas não se põe fora da carroça do feno, para usarmos esta expresão clássica. O que ainda a torna mais lamentável do que aqueles. Porque ela, a CFA bilderberguiana, nem tem como eles a desculpa de ser estúpida ou inculta. Pode dizer-se: os livrecos dela valem a aragem matutina num planaltozinho. Mas escreve, no entanto, sem erros de ortografia, ao contrário de muito mandão perneta da sintaxe. Esta senhora desaparecerá quando desaparecer Portugal como um sítio. Quando isto fôr um país a sério. Até lá, deixemo-la em paz. Mas sem que a nossa comiseração vá ao ponto de lhe vermos os programas televisivos em que se arrola - que a bondade também tem limites!
Vicente Páscoa
Eu, devo muito do que sou a CFA.
Por estranho que pareça nalguns blogues começou a sair a suspeita de que eu era ela.
Considerei isso um duplo insulto, a mim e a ela e tratei de colocar tudo em pratos limpos.
E por isso de vez em quando cito-a.
Foi o caso deste artigo (o dela) a que dei o devido relevo no meu blog.
Longa vida a CFA.
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