«A solução deve passar por um "mix" de despesa, receita e calendário. Agindo prioritariamente sobre a diminuição da despesa (e não apenas reprimindo-a temporariamente) de uma forma corajosa perante os lóbis habituais: empresas rendeiras, parcerias público privadas, redução de autarquias e, sobretudo, redução do volume do Estado e "estados paralelos" (com custos que poderiam não entrar no défice através de um fundo com receitas das privatizações). Mas também apanhando a "boleia" espanhola para ganhar pelo menos um ano no processo de consolidação orçamental e negociando uma diminuição dos juros do empréstimo externo (p. ex. 0,5 % a menos pode representar 400 milhões de poupança). Um difícil problema para o país, para o governo e para o PS que deixou Portugal à beira do incumprimento e que não se pode eximir das suas responsabilidades.»
Bagão Félix, Jornal de Negócios
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