23.7.12

Mais Torquato, meu amigo

Esquece as horas de dor, o sofrimento
tornado rotina,
esse relógio a marcar o lento
correr dos dias, lâmina fina
que tudo por dentro
dilacera e mina.

Esquece o último tempo, a aflitiva

sensação do fim breve
e retoma na alma em carne viva
a doçura do Verão, cântico leve
que tanto se escreve
como se esquiva.

2 comentários:

Torquato da Luz disse...

Um forte abraço, caro João! Isto vai... Lentamente, mas vai.

Anónimo disse...

Não posso deixar de lhe dar duplos parabéns não só pela transcrição da insubstituível entrevista que lhe foi concedida pelo Prof. Hermano Saraiva mas também pelo pequenino e lindo poema de Torquato da Luz de cuja poesia sou admiradora, como sabe.
Maria