A tvi24, no serão de ontem, para além da catilinária habitual de Constança Cunha e Sá - copiada diariamente de qualquer anónimo do "facebook" -, presenteou-nos com o bispo Torgal Ferreira. Como católico, não reconheço ao referido bispo a menor gravitas católica, apostólica e romana e jamais poria os pés em qualquer acto litúrgico celebrado por semelhante criatura. Aliás, não sei que mais mal ainda se pode fazer às Forças Armadas (depois do fim do serviço militar obrigatório) do que colocar uma pessoa daqueles como seu bispo. Torgal Ferreira, à semelhança do que dias antes tinha feito outro género de apóstolo, noutro canal, ao apodar um ministro de "bandido", alargou por assim dizer o espectro e adjectivou de "corrupto" todo o governo. Bento XVI, quando em 2007 recebeu os bispos portugueses no Vaticano, não deve ter dado pela presença deste homem. Porque Ratzinger não se costuma misturar com casos nitidamente patológicos como os do "democrata" Januário que imagina a igreja sediada no Vaticano como um grande armazém de moda que muda a montra consoante as estações. No dia em que a igreja fosse a primeira a ceder à "inevitabilidade" do relativismo que Januário incensa, deixava de ser igreja. Mas isto reclama um congresso extraordinário na cabeça de Januário. Talvez o vejamos naquele das esquerdas do 5 de Outubro como já o vimos de mão dada, no patético manifesto contra a privatização da RTP, com a aurea mediocritas ideológica do regime. Não se esqueçam de o convidar.
Adenda (in Combustões, do Miguel Castelo-Branco): «Este Januário - que nada é a São Januário de Benevento, mártir da Igreja - vem de uma linha mais chã, aparentado do frade Melícias e do Martins de Setúbal. Aquela grosseria desabafo-de-taxista, a linguagem soez de cocheiro ou de moço de estrebaria, o facciosismo partidário de que dá provas - nunca o ouvi indignar-se com matérias atinentes ao seu múnus sacerdotal - oferece sobejas provas da nova santa aliança entre o altar e as curibecas.»
6 comentários:
Ouve-se e não se acredita! Andará a confessar "meninos " como Otelo ou o anafado Vasco? Nota-se nele a enorme distância a que está da paz interior indispensável a um suposto homem de Deus. Há nele um feroz ódio de classe que provavelmente lhe advirá do berço. Talvez se veja uma segunda edição do Bispo do Porto que enfrentou Salazar. Esquece que está a insultar um Governo democraticamente eleito e que ele, como indivíduo, está a anos-luz do imitado.
Meu Deus, livrai-me de labregos, de gente secular ou religiosa que se esqueceu de "beber o chá" e se considera num pedestal onde tudo é permitido. Perdoai a minha snobbery de lisboeta invadida e desgovernada ao longo de décadas por hordas de deslumbrados com a civilização e consigo mesmos. Amen.
Mais um responsável pelo afastamento de muita gente das igrejas e das cerimónias religiosas.
Irresponsável nas palavras e inábil na postura.
Se eu fosse Igreja, mas não sou, reconheço uma questão teologal (como diria Zubiri) no homem e no homem filósofo, mas não sou Igreja, não sou praticante.
Se eu fosse Igreja, não deixaria passar este post, que remete para o delito de opinião, o que é inadmissível quer para um religioso, quer para a Igreja. O João Gonçalves não está a falar do frei Boff, que já não é Igreja. Está a falar de um bispo, um ser humano que integra uma família (a Igreja), com opiniões assertivas. Contra quem, pelo contrário, a Igreja não se levanta. Naturalmente. Isto é calúnia pura, à Igreja e a um seu servidor. E a interdição de falar e de ter opinião é grave e deveria ter consequências.
Quanto ao budista-fascista não assumido, ou seja, para mim presumível budo-fascista (tem que se ter cuidado com as palavras sobretudo com alguém que muito fala em tribunais e já sugeriu ao governo que processasse o bispo Torgal), quanto á personagem que escreveu isto ( e este blogue uma vez mais mancha-se):
«Este Januário (...) vem de uma linha mais chã, aparentado do frade Melícias e do Martins de Setúbal. Aquela grosseria desabafo-de-taxista, a linguagem soez de cocheiro ou de moço de estrebaria, o facciosismo partidário de que dá provas - nunca o ouvi indignar-se com matérias atinentes ao seu múnus sacerdotal - oferece sobejas provas da nova santa aliança entre o altar e as curibecas.»
Quanto ao autor desta prosa já não digo que teria de se ver com a Igreja que (creio) diz praticar (ou é budista? que sei eu?? Em que mosteiro aprendeu esta linguagem??). Este teria de se ver com o próprio Tirgal, digo eu: se eu fosse Torgal Ferreira.
Um bem-haja pois para Januário Torgal Ferreira! S. Paulo apreciá-lo-ia! Pense nisso, uma vez que o outro sujeito "combustível" duvido que pense.
Ateus, Agnósticos, Inimigos e Pseudo-Católicos da Igreja Romana e seus valores salivam e dão vivas pelas redes sociais com o que esta figura anda AGORA a dizer. Acho que isso diz tudo. Nesses registos não o reconheço como bispo da minha igreja. Ponto.
Faltou-lhe apenas referência a uma amizade do referido infeliz que se diz crente, outro também que só se lembra da justiça divina quando em apertos que é um pinto da costa, conhecido no meio virtual pelo georgio di bufa, que em nada o abona. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és,... Todos modos, num estado laico, não há lugares a bispos, nem nas forças armadas nem em lugar nenhum. A herança do cerejeira, é tamanha,... continua a haver demasiada igreja no estado.
Há que conservar este Januário, o bispo católico mais protestante que temos...
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