28.7.12

A contra-festa

Depois de umas semanas enevoado pela doxa, Medeiros Ferreira regressa ao seu melhor com esta reflexão sobre a Europa, verdadeiramente o único "tema" que deve ser levado para cima da toalha de praia ou para o enlevo das montanhas enquanto os nossos atletas em Londres são eliminados em tempos recorde (ainda Cavaco e o secretário de Estado do Desporto e Juventude não regressaram da festa e já o número de luso-afastados cresceu inopinadamente em várias modalidades, à excepção de um que se qualificou para tiro a 10m). «O que agora se anuncia é a própria desacreditação dos rankings de triplo A da banca alemã e do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) que têm servido de garantia aos empréstimos internacionais para alguns países da zona euro a taxas de juro mais baixas. O incêndio está pois a chegar às melhores searas que se julgavam protegidas. »

1 comentário:

Ilídio Neves disse...

Convencionou-se por simplificação (e toda a simplificação é uma distorção da realidade que, essa sim, incomoda) que há uma «crise do euro» quando, de facto, estamos perante uma crise de alguns países do euro, que nem sequer constituem a maioria da Eurolândia. Essa crise tem uma caracteística comum em todos os países atingidos: é devida a má governação, que implicou uma grosseira violação das poucas regras em que se apoiou a construção da moeda única. Essa característica é também evidenciada por uma generalizada incapacidade de autocrítica por parte dos países que «abusaram» do euro. Por isso, é natural, mas não é digno, que tais países aspirem, sem sacrifícios ou com sacrifícios mínimos, à ajuda generosa («solidária») dos «tios« ricos.