
Entretanto também morreu Helena Cidade Moura. Ficamos a dever-lhe, entre outras coisas, a fixação de texto e a edição dos livros de Eça nos Livros do Brasil, sempre acompanhados de posfácios ou de notas cultas e pertinentes onde não havia ressumo de preconceito nem "ideias feitas" (Cidade Moura era uma mulher das esquerdas e alinhada contra o regime do "Estado Novo" e nem por isso deixava de citar, por exemplo, Marcello Caetano sobre Eça). Depois do "25 de Abril" esteve ligada aos "planos de alfabetização" da pátria alimentados pelo MFA. Foi pena não ter começado precisamente por alguns membros do referido MFA. Em suma, e em tempos em que a cultura parece quase só uma miragem desenhada em folhas de cálculo, o desaparecimento de Helena Cidade Moura deixa-nos evidentemente mais desvalidos.
Sem comentários:
Enviar um comentário