16.9.13

Está tudo dito

Depois das infelicidades de Julho, o Presidente da República reapareceu e falou. Toda a gente deu relevo à reprise da "cultura do compromisso" e ao apelo ao "bom senso" da troika porque supostamente estamos "a crescer". Poucos repararam - porque o PR disse que a coisa primeiro tem de passar pelo parlamento que, nesta matéria, ouviu hoje declarações inadmissíveis de deputados que pretenderam defender o indefensável - que, a propósito dos cortes ditos de convergência nas pensões em vigor, o Chefe de Estado usou o termo imposto extraordinário. Está tudo dito. E bem dito.

2 comentários:

João Vargas Moniz disse...

A Sua Excelência o Presidente da República cabe igualmente bem o artigo com que Pachego Pereira agraciou no passado sábado S. Exª. um respeitável membro do Governo.
Trata-se de Excelências agraciadas. O que, a partir de hoje, passa a ter carácter retroactivo e irrevogável.
Et pour cause!

PSC disse...

E porque é que Sua Excelência não começa por dar o exemplo e dispensa 50 % dos funcionários do Palácio de Belém para ajudar á poupança das despesas do Estado? E obriga os outros (PM, etc.etc.etc.etc.) a fazer o mesmo. Dar o exemplo!
Agora, chorar-se por ficar sem 10% da sua pensão de reformado?! Tenha Vergonha e se não está satisfeito com o lugar que ocupa vá para casa criar galinhas e tratar dos netos. Os exemplos têm que vir de cima e nada de choradinhos de quem contribuiu e MUITO para a actual situação de calamidade em que estamos metidos.