13.9.13

Como é que se faz?






O prof. Maduro mandou divulgar as suas "ideias" sobre a RTP no jornal Público. De acordo com o texto, a "entidade genuinamente independente" que vai gerir a empresa a breve trecho será nomeada pelo Governo. Depois, a "entidade" escolherá os gestores por concurso ao qual deverão candidatar-se "pessoas com um perfil de reconhecido valor social e intelectual em áreas como a comunicação, gestão, economia, e preferencialmente sem ligações partidárias". Acrescenta-se que "a escolha dos administradores será sempre feita a partir de um processo de candidatura, individual ou em equipa, num concurso público sujeito a regras de escrutínio" semelhante ao que já existe para os cargos dirigentes do Estado e equiparados. A "entidade" trabalhará pro bono ("elementos não serão remunerados e poderão ser substituídos por um novo governo") e a RTP, como um todo, ficará aparentemente como estava e sempre esteve, desde os canais "tradicionais" de rádio e televisão até ao que no texto é denominado de "janelas regionais". Nenhuma palavra, porém, sobre serviço público de rádio e de televisão ou contéudos a não ser o que já se sabia ligando a televisão ou ouvindo a rádio. Uma vez mais a empresa sobreleva tudo porque é o que politicamente interessa. E como assim é, a jornalista deixa uma dúvida pertinente (imagino que já não faça parte do "roteiro para o futuro da RTP", um plágio filológico, pelo menos, dos "roteiros" presidenciais como que a sugerir ao Doutor Cavaco que perpetre um sobre serviço público e conteúdos o que talvez não fosse uma má ideia): "Com o fim da indemnização compensatória já este ano, o financiamento para 2014 continua a ser curto. Alberto da Ponte, que tem até ao fim do próximo ano para implementar o Plano de Desenvolvimento e Redimensionamento que implica grandes cortes na despesa, já disse que precisa de pelo menos 200 milhões de euros para 2014, e a Contribuição para o Audiovisual e as receitas próprias em que se inclui a publicidade chegam apenas aos 180 milhões. O ministro já se mostrou disposto a estudar uma solução com a administração, pelo menos para os canais internacionais. A chave poderá estar precisamente nos ministérios que venham a ficar envolvidos nesta parceria.» Por que é que não perguntam ao dr. Portas, o ministro de Tudo do "novo ciclo" e feroz adepto da RTP "deixa-estar-como-está-para-ver-como-é-que fica", como é que se faz?

1 comentário:

João Vargas Moniz disse...

É profundamente sensibilizante que os novos gestores sejam escolhidos num processo de concurso semelhante ao que existe para os dirigentes da Administração Pública.
Considerando a produção do Prof. Bilhim, a coisa vai ser um sucesso.