
Como escreveu ontem o Eduardo Cintra Torres, «substituindo Relvas, Poiares Maduro coincide com todos os partidos parlamentares numa visão estatista da RTP: o Estado deve possuir a RTP como instrumento e bandeira; servir o Estado é mais importante do que servir aos cidadãos conteúdos de interesse público.» Por consequência, decerto que os citados - ministro Maduro e todos os partidos parlamentares sob o alto patrocínio do Senhor PR que também comunga do princípio "instrumento e bandeira" - encontrarão uma maneira airosa de arranjar os 200 millhões para que o "instrumento e bandeira" se mantenha indemne como de há mais de meio século para cá.
2 comentários:
Ai, é tão giro ter uma televisão !
O que o crítico do "Correio da Manhã" não consegue perceber, é que tudo o que "nivelado por cima" desapareceu da TV pública e estatal (sim, sou a favor da estatização e duma colectivização global), desapareceu logo que apareceram os canais privados. A questão é - porque é que a TV pública não resistiu a esse nivelamento por baixo? A essa berlusconização. Desaparceu o teatro, a ópera, o cinema (Hitchckok Straub, Godard.....). O pobre crítico do "Correio da Manhã" está-se nas tintas. E eu estou-me nas tintas para o crítico do "Correio da Manhã", como me estou nas tintas para o seu jornal.
Enviar um comentário