7.9.13

Obviamente


 


O dr. Lima iniciou a vertente "diplomática" do seu múnus ministerial por Angola e Moçambique. Nunca tive a menor dúvida, pelo menos em relação à primeira, que assim seria depois de uma anterior presença em Luanda, mais discreta e "civil", ao lado do seu amigo, e então MNE, dr. Portas. E congratulo-me por alguém seguramente bem mais apetrechado na matéria do que eu ter reparado na coisa. Escreve Manuel Ennes Ferreira, professor no ISEG, no suplemento de economia do  Expresso, a propósito de uma entrevista que o dr. Lima concedeu ao Jornal de Angola: «Pires de Lima afirma que "nós temos várias empresas portuguesas com projectos de investimentos importantes aqui em Angola e que querem desenvolver os sectores agroalimentar e das bebidas (nota minha:uau!). O facto de muitas delas já terem constituído parcerias com empresas angolanas, de acordo com as regras do Estado angolano, já é um mecanismo determinante para a concretização dos negócios". Contudo, nem todos os empresários e empresas têm a mesma sorte. Veja-se o próprio ministro que até à altura em que foi nomeado era o presidente da Unicer, empresa esta que desesperadamente há anos tenta concretizar o sonho de abrir uma unidade industrial cervejeira e que já desespera por isso. Aliás, é ver as declarações do próprio e ao longo dos últimos anos sobre o arrastar deste dossier. Ora bem. Com a criação do tal observatório dos ministérios da Economia dos dois países mais a perspectiva da realização da primeira cimeira a nível dos executivos para fins de Outubro, só resta aguardar por um desenlace positivo do caso da Unicer. Neste caso seria obviamente coincidência o ex-presidente da empresa portuguesa ter passado a ser ministro da Economia.» Obviamente.

2 comentários:

Carlos Vargas disse...

É só puxar o autoclismo, de facto. Definitivamente, o ministro Álvaro Santos Pereira não sabia fazê-lo.

Anónimo disse...

Para todos os que ontem falavam da «descolonização exemplar» e que hoje nos enchem os ouvidos de mentiras com negócios miríficos nas ex-colónias mando-lhes o link que fará o favor de abrir. Ele também é para si , que tanto chora o Relvas e o Álvaro, ambos tão medíocres como os que lhes sucederam e continuarão a suceder. Seria sério da sua parte que pensasse seriamente na fábula da rã que que se quis transformar em boi ou, se não percebe a metáfora, no coiote que ambicionava uivar com os lobos e acabou devorado por eles. Sei que a sua «moderação» não vai consentir este comentário, mas, paciência, ao menos use o link para escrever qualquer coisa de útil. Ei-lo, é todo seu:

http://www.lefigaro.fr/flash-eco/2013/09/05/97002-20130905FILWWW00530-exclusif-grosse-commande-du-mozambique-pour-le-chantier-naval-de-cmn.php