À medida que, vagarosamente, leio a biografia de Richard Nixon mais me convenço que, entre os anos 60 do século passado e agora, a "história" empobreceu. Nem Nixon, por exemplo, era o monstro que a partir dele foi construído por esse terrível cruzamento entre um cavalo e um elefante que dá pelo nome de lugar-comum (Nabokov dixit), nem Kennedy foi jamais o imaculado "homem novo" que o mesmo lugar-comum forjou. Mas hoje, do derradeiro império à derradeira periferia, é tudo demasiado fraquinho, quase sem história.
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