
Os telejornais da hora do almoço abriram com o contrato que Ronaldo acabara de assinar com o Real Madrid. Na sequência dele, o rapaz da Madeira passa a ser o jogador que maior ordenado aufere no mundo da bola. Porque é que isto interessa? Por vários motivos o menor dos quais a nacionalidade do rapaz que apenas serve para ser usada em manobras de propaganda lá fora, a mais recente das quais anunciada para a China a expensas do Turismo de Portugal. Ronaldo, apesar da tenra idade, é o "nosso tio da América". Teso que nem um carapau, humilhado nos seus rendimentos de trabalho, tratado amoralmente como lixo depois de aposentado, sem perspectivas de emprego, estude muito, pouco ou nada, o português aprecia rever-se nestes negócios. Toma simbolicamente como seus os quase 20 milhões/ano que o rapaz vai ganhar, prefere-o ao "intelectual" Mourinho que é demasiado sofisticado para ser entendido aqui, gostava de ter as namoradas que ele tem, as casas que ele tem, as viagens que ele faz, as cuecas que ele promove. Ronaldo é, assim, uma "honra nacional" num momento em que a honra nacional não se recomenda nem nas Selvagens. Mas que o português deslumbrado por estas façanhas não se engane. O mérito é apenas do rapaz. Calhou-lhe ter nascido neste sítio. Mas, para sua perpétua felicidade, viu-se livre disto rapidamente. Só por aí, estará sempre de parabéns.
2 comentários:
Boa tarde,
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Atenciosamente,
Catarina Osório
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Não concordo inteiramente consigo. Apesar de não antipatizar com o Cristiano Ronaldo, prefiro mil vezes o Mourinho. Tem mais classe e personalidade. Talvez eu seja uma portuguesa que não se gosta de rever em negócios com os quais nada ganha.
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