30.9.13

Os cavalos também se abatem

Aí por volta das quatro da manhã, a traquitana que estava a contar os votos parou. Foram mobilizados os velhinhos telefones e as "forças da autoridade" (a pé, de carro e talvez "no dorso do animal") para ajudar na transmissão da contagem. Na altura estavam por atribuir quase trinta câmaras municipais. Parece que entretanto recomeçou. Um "especialista" explicou que, apesar da empregadoria partidária que representavam, é nestas alturas que se "nota" a falta dos extintos governos civis. Não estou de acordo. O que o episódio revela é que, em matéria de "progresso" e de "modernização", ainda há muito para fazer se é que alguma vez se fará. A remoção de freguesias e a a sua "reorganização" também ajudaram a tramar a traquitana. Talvez fosse melhor dirigir a chamada "requalificação" para coisas como esta - pode ser que o "guião" da "reforma" do dr. Portas o preveja - do que para "abater" pessoas. Até porque, desde ontem, ficou claro, passe a imagem, que os cavalos também se abatem.

1 comentário:

cuátro da manhã? disse...

Muito me conta.
Quando desatarem a fabricar notas zimbawanas avise-nos,a ver se enchemos os bolsos.