Num notável exercício de auto-crítica e de retratação que se aprende lendo o Grande Timoneiro e a sua "história", o prof. Crato, em menos de uma semana, "decidiu" que, afinal, o inglês devia ser obrigatório desde o primeiro ciclo de escolaridade. A coisa foi revelada ontem, numa reunião do "conselho nacional de educação" que é presidido pelo prof. David Justino, "por acaso" assessor do Presidente da República e ex-ministro da pasta. Justino "bebeu" noutra cartilha esquerdista que, pelos vistos, o providenciou com uma maior densidade política do que a do prof. Crato. E Crato solicitou ao "conselho" que o "aconselhasse" no sentido indicado. Ou seja, o ministro foi obrigado pelas evidências - estas incluíram algum PSD - e pelo bom senso, ao nível do primeiro ciclo, a rever a matéria. Antes que a matéria o reveja.
1 comentário:
O prof. Justino foi o único Ministro da Educação que lamentei ver partir. Apenas uma das graves responsabilidades desse outro maoísta de antanho, Durão Barroso. O conselheiro substituiria com enormes vantagens o ministro. A este último, já ninguém com dois dedos de testa pode ouvir.. Tanta incongruência, tanta impreparação, mais não faz do que manter o edifício socrático praticamente intocado.Vive-se de números (meu Deus, como desconfio dos matemáticos, seres mais interessados em abstracções do que no extraordinário fenómeno humano...).Das escolas públicas, foge quem pode: alunos para bons colégos, professores para a reforma ou a emigração. Sofre-se, nas escolas, mais do que é imaginável e os Directores de Agrupamento cada vez mais se assemelham a caciques autárquicos com as respectivas cortes. De um deles, pelo menos, sei que não sabe uma palavra de Inglês. um ignorante, na minha apreciação, a liderar várias escolas alfacinhas.E, de Crato, disseram-me que produz pérolas como "as escolas estão SOBRE a jurisdição das Câmaras". Será possível? Será verdade? Anyway, quem me tira deste filme (de terror).
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