8.9.13

A "esperteza saloia"

Sócrates, com a generosidade e a delicadeza que o tornaram famoso, declarou Pedro Lomba "inepto para a função". Presumo que se estava a referir às especiais competências do secretário de Estado adjunto em matéria de comunicação política do Governo. Lomba deu a cara pelos aclamados briefings - porque era preciso delimitar um "a. R" e um "d. R." sendo o "R" de Relvas - que tanta glória trouxeram ao Executivo. Pois Lomba entendeu que lhe convinha "explicar-se" e foi entrevistado pelo Público. Li na diagonal. Dantes não havia "consistência" e a emergência de Lomba, e não só, na galáxia governativa destinou-se, no essencial, em fornecer essa "consistência". Para além disso, o secretário de Estado declara a sua ignorância bíblica em matéria de administração pública portuguesa. O verbo que usou foi "surpreendido". Pelo contrário, eu não fiquei surpreendido com as palavras de Lomba. Para ele, como para outros membros do Governo e da oposição, a realidade é uma coisa remota em relação à qual deve ser mantida prudente distância. O "mundo" vive-se, estuda-se e muda-se pelo poder mágico das palavras mesmo quando entre estas e o dito mundo não existe a mais leve relação. Esta deficiência "ideológica" é comum a formas de vida inteligente das esquerdas e das direitas. O primeiro-ministro, aliás, encontrou uma boa fórmula para a resumir em versão doméstica: a "esperteza saloia". O regime está atravessado por ela. Que faça a todos muito bom proveito.

8 comentários:

João Vargas Moniz disse...

Este Lomba era umas linhas na última página do Público.
Nada que o destacasse, nada que o recomendasse, nada que o lembrasse.
Teria morrido no lixo da sarjeta não fora a chamada ao executivo onde promete ser mais um dos cromos da colecção "Os que inexplicavelmente chegaram ao Governo", a par daquela outra, mais cara, chamada "Os que melhor fora que nunca tivessem chegado ao Governo".
Enfim, Lomba não vale mais do que a sombra de si, ou seja, neblina, sem nível de núvem. Mais um zero!
Com a virtude bizarra de ter deixado perceber que não percebe - nem nunca percebeu - a realidade em que se move. Para o Lomba, a Administração Pública passou a ser "uma coisa em forma de assim" depois de antes ter sido um horror, a calamidade nacional.
Esta "tese" tê-lo-á qualificado par "governante...
A evolução "cultural" não deixa de ser esclarecedora e muito se poderia dizer sobre ela; mas faltam-me adjectivos - não censuráveis - para qualificar o velho e o novo Lomba.
Ficam duas coisas: primeiro, a vergonha (alheia), depois, o regresso à realidade que o Lomba não conhece nem percebe.
Amanhã!


A tua mãe disse...

Você mete nojo. É aquele tipo de pessoas hipócritas e mesquinhas que se devia enxergar a respeito das asneiras que andou a fazer. Tenha juízo e vá debitar esses seus ódios noutra actividade mais produtiva. Faça amor. Deve estar a precisar

fado alexandrino disse...

Até que enfim que voltaram os posts do antigamente. Já estava farto de paninhos quentes.

Passaroco do Mondego disse...

João Vargas Moniz , tanto ódio destilado, só pode ser inveja.
Alguém como P. L. submeter-se à provação de pertencer a este governo, e ter os distintos "percalços de transparÊncia" que teve naquele lugar que perversamente lhe calhou, só mostra a pessoa extraordinária, grandíssima, e intelectualmente honesta que é. Coisa que falta, e que, - só podia ser assim neste país-, já nem é reconhecida.

Carlos Vargas disse...

Ó mãezinha, e se mostrasses a fuça em vez de te esconderes atrás do biombo ? Que gentinha mais cobardolas !

João Vargas Moniz disse...

Estranho comentário que suscitou tanta baixeza.
Agora um tal passaroco - talvez mais uma ave de arribação - lembrou-se de atirar umas palavras que - juntas - são como uma caixa de puzzle: não fazem qualquer sentido.
Não usando terrenos alheios para disputas absurdas que, aliás, não estou disposto a travar, só lamento que seja da bela Coimbra que sai tamanho dislate.
Enfim, a blogosfera faz destes milagres e entre um nome e uma máscara fica uma liminar recusa.
Bom dia!

Alopes disse...

Não há dúvida que este "vargas"é um pateta iluminado!

Passaroco do Mondego disse...

Antes de arribação do que de embirração.
Convenhamos que, com ou sem "máscara", não destilei ódios nem tratei de assuntos da lavandaria.
Se com as minhas palavras, procurando apenas acentuar a minha consideração pela personalidade, ainda maior neste contexto, lhe trouxe apenas "dislates", onde procurou "sentido" como alguém certamente alheado da realidade procuraria num "puzzle", então "o mesmo" se poderia dizer de quem, verdadeiramente sem sentido construtivo, debita algo como
« Enfim, Lomba não vale mais do que a sombra de si, ou seja, neblina, sem nível de núvem. Mais um zero!»
ou «Este Lomba era umas linhas na última página do Público.», ou «Nada que o destacasse, nada que o recomendasse, nada que o lembrasse.», ou ainda "Teria morrido no lixo da sarjeta não fora a chamada ao executivo onde promete ser mais um dos cromos da colecção »
Quanto à "bela Coimbra", quem assim a retratou foi sempre quem mais mal lhe fez.
Saudações por enquanto infelizmente heterónimas.