14.9.13

A "entidade genuinamente independente", a BBC e a RTP

Acerca disto, estas interessantes observações de Nuno Azinheira no Diário de Notícias sobre a "exemplar" BBC dos dias de hoje. «É que o busílis, no que à RTP diz respeito, não está na tutela: está na dimensão. Na dimensão da empresa, na dimensão do caderno de encargos, no peso exercido pela estrutura quer sobre o erário público quer sobre o universo da televisão portuguesa. De resto, não vamos mais longe: hoje mesmo, a revista conservadora The Spectator exige, em editorial, a privatização da BBC. Em parte por azar, em parte por forçar a tónica errada, Poiares Maduro dá-nos conta da intenção de replicar em Portugal o modelo de propriedade e administração da estação pública britânica na mesma semana em que, em Inglaterra, se debate um tema quente: o pagamento de indemnizações sumptuosas a ex-administradores da empresa, num valor total acima dos 60 milhões de libras - e, de repente, o recurso a uma série de expedientes de facturação especial (incluindo, por exemplo, processos em tribunal contra os profissionais de comunicação com licenças em atraso) para compor o orçamento. A BBC, independentemente da The Spectator, é grande de mais. E burocrática de mais. E corporativista. E fundamentalmente sem desafios, porque tem o financiamento garantido. E porque os seus profissionais têm o emprego garantido também (ou então as indemnizações sumptuosas). E porque, no fundo, há um défice de monitorização da parte da sociedade civil. E porque, em todo o caso, ainda não se sabe bem o que o serviço público seja. Portanto, o primeiro passe de Poiares Maduro, é bom. Mas falta - insisto - saber o essencial: que dimensão terá a RTP? Quanto custará? O que deverá fazer? Que publicidade roubará aos seus legítimos destinatários? Nada disto se percebeu ainda.»

1 comentário:

antonio cristovao disse...

a BBC dá um lucro tremendo ao país. Talvez não seja contabilizáveis mas a divulgação da língua , interesse pelo país e conhecimento de todo o mundo que aporta a Inglaterra é provavelmente enorme. aqui como noutros aspectos a politica nacional é de "eles" resolvam ; claro que ficamos com a tristeza de governação a espera que troik/merkl,painatal ou seja quem for resolva.