27.9.13

"Uma estupidez sem nome"


 


A meio de uma peça do Expresso sobre a "situação", um "colaborador próximo" do senhor vice PM classifica de "estupidez sem nome" a simples menção da hipótese de um segundo resgate. Porquê? O "colaborador próximo" explica. «É uma estupidez sem nome falar em segundo resgate, porque cria a percepção internacional de que já estamos à espera disto.» Mais. O "colaborador próximo de Portas" defende, pelo contrário, o "discurso de mobilização e motivação" (o das escadas) que o seu chefe anda a fazer aqui e ali. Ora aquilo que o "colaborador próximo" de Portas apelida de "estupidez sem nome" foi perpetrada, nem mais nem menos, pelo senhor PM, o dr. Passos Coelho. Assim, de repente, não é bonito, para dizer o menos, chamar "estúpido" ao presidente do PSD e primeiro-ministro da mesma coligação e do mesmo Governo onde o chefe do "colaborador próximo" é o número dois. Mas é neste "estado" semântico - de "credibilidade", "solidez", "consistência" e "coesão interna"- que a coligação (e indirectamente o Governo) chega a votos, um pouco por todo o lado, no domingo. Prometedor, não é?

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