29.9.13

Os votos


 


Desde Julho último - se não contarmos com o congresso do PSD do ano passado no qual o eng. Moreira da Silva ascendeu inexplicavelmente a "nº2" - que se andava a falar em um "novo ciclo". Numa tarde quente desse mês de Julho, o "novo ciclo" foi consagrado oficialmente no Hotel Tivoli em Lisboa. O Presidente da República empossou-o, ao "novo ciclo", uns dias depois. Pelo meio houve uma demissão a sério e uma demissão a brincar que o país está a pagar em prestações suaves. O PSD começou este domingo a pagar a sua. Ironicamente a extraordinária "coesão interna" e a "consistência" deste "novo ciclo" até nas autárquicas se manifestou. No Porto, por exemplo, o presidente do PSD apoiava o candidato que ficou em segundo ou terceiro lugar enquanto o presidente do CDS estava com o candidato vencedor. Em Lisboa, ambos perderam com estrondo por interposta má escolha. Em Sintra, o único sítio em que os dois dirigentes apareceram juntos, a coligação quedou-se por um humilhante terceiro lugar protagonizado por um vice-presidente do PSD. A hegemonia do PSD na Madeira também foi abalada com uma brutal perda de câmaras como a do Funchal. O CDS ganhou cinco câmaras, directamente, o que decerto é mais um reflexo daquela "coesão interna" e "consistência" coligatórias. Finalmente a própria coligação, enquanto tal, conseguiu a proeza de ser ultrapassada em presidências pela CDU.Tudo visto e ponderado, começou "outro" ciclo pelo menos para o PSD. Quem não perceber isto, meta explicador.

2 comentários:

Isabel de Deus disse...

Facílimo de perceber: há muito que "ESTA COISA" não é o PSD. Se PPC não entende isto, então nem um explicador lhe vale e talvez tenha de sair (metaforicamente,claro) assim à moda do Miguel de Vasconcelos...

manel caçoilo disse...

O dr.Menezes , finalmente, decidiu abrir consultório em Gaia. Espera-se que o índice de mortalidade no concelho não aumente significativamente.