
Estava a ver o sr. Kerry na televisão - o sr. Kerry é o MNE de Obama - e pensei instantaneamente na diferença entre ele a a sra. Clinton. O homem é fraquíssimo. Obama meteu-se numa alhada e este secretário de Estado não o ajuda um milímetro a sair dela. Não basta fazer de mau. É preciso saber como é que se faz de mau e em que circunstâncias. Obama não sabe nem uma coisa nem a outra. Mas isto é um mal geral. Por cá o dr. Seguro decidiu fazer de mau quando percebeu que as "autárquicas", afinal, não serão um "mar de rosas". E vai daí anunciou que vota contra um orçamento que nem sequer o Governo conhece. Se daqui até ao dia 29 o "registo" do dr. Seguro for este, o dr. Passos, que preside a um partido com fortes raízes "localistas", pode não sair-se tão mal quanto o que porventura se pensava que pudesse sair. Por exemplo, uma previsível vitória de Menezes no Porto, contra o PS e contra o CDS, será explorada até ao tutano. Seguro, como Obama, precisa urgentemente de uma "sra. Clinton".
2 comentários:
Creio que são os EUA que precisam urgentemente de se livrar de...Obama - e da clique de imbecis atoleimados que tomou por real os "castings" pós 80 de Hollywood.
Resta saber se ainda irão a tempo.
O velho axioma do Prof. do Vimieiro nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje - não a cores, mas no clássico branco e preto.
Coisas básicas que tanto o Czar, que Moscovo sempre alberga, como o Imperador que habita Pequim nunca perderam de vista...
O Obama é outro Jimmy Carter, desta vez com "bronze". O Bush era ignorante e corrupto, mas quando dizia que "atirava", atirava mesmo e os outros contavam com isso. O Obama não mete medo a ninguém por isso ninguém o respeita.
Mas isso não invalida que os EUA meterem-se na Síria é uma asneira, porque para pior mais vale lá ficar o Assad. Há crimes de guerra dos dois lados e assim, a haver intervenção teria de punir tanto o regime como os rebeldes, o que implicaria aquilo de que os americanos fogem como o Diabo da cruz, ou seja, tropas no terreno. Opção ainda pior do que bombardeamentos aéreos, daí que as ameaças de Obama não sejam levadas a sério por ninguém.
Quando tinha de ser firme com o Irão, Obama foi fraco e agora quer meter medo aos persas atacando a Síria, o que só iria beneficiar o islamismo sunita fundamentalista. O Irão não foi contido a tempo, porque não dava jeito à agenda de um político permanentemente em campanha, que sempre condicionou a política externa dos EUA às conveniências eleitorais pessoais e partidárias, como o demonstra o caso Benghazi. Pena foi que a imprensa não tenha feito o seu trabalho, pois se calhar hoje o presidente era outro. Se antes não dava jeito ter uma guerra, quando tiver de haver uma guerra já será bem pior para quem vier a seguir ao "poster".
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