14.9.13

Os pastelões


 


Precisamente daqui a quinze dias - inúteis - têm lugar as eleições autárquicas. As últimas com um módico de punch foram as de Dezembro de 2001. De norte a sul, o país, mais do que escolher este ou aquele contra o outro, decidiu varrer indirectamente o imenso pastelão em que se tinha tornado a governação de António Guterres. A coisa foi tão surpreendente que o então líder do PSD, D. Barroso, que já se tinha despedido da noite eleitoral, voltou depois de Guterres ter anunciado que se ia embora, exibindo a gravitas de futuro, ainda que breve, PM. Nada disto veremos na noite de 29 de Setembro a menos que haja para aí uma qualquer "maioria silenciosa" que não debita para as sondagens e que se reserva para o voto. E não será por falta, não de um, mas de vários pastelões. Sucede que a mediocridade do "ambiente" político geral fatalmente contamina este processo. Para além disso, as pessoas estão assustadas. As prestações dos principais dirigentes partidários são confrangedoras e as dos candidatos autárquicos "mediáticos" não são melhores. Nas principais capitais de distrito, não se vislumbra uma luz. Nos concelhos limítrofes, salvo raras excepções, é a mesma coisa. Em Lisboa, onde voto, Costa será amplamente reeleito e, espero, Seara adequadamente vexado. O presidente da Câmara, em vez de ter reunido a sua comissão de honra no quentinho chique do Pátio da Galé, devia tê-la conduzido através do lixo e do pó das obrinhas de circunstância dos passeios de Lisboa. E Seara devia fazer um voto patriótico de silêncio durante estes quinze dias para dar descanso à sua proverbial nulidade. Entre estes dois "colossos", com as cabeças noutras coisas, apetece ficar em casa, votar em branco ou votar num candidato que sobretudo não dispute nem a nossa paciência nem a nossa inteligência.

2 comentários:

fado alexandrino disse...

Em mim.
Que irei resolver o problema do Parque Mayer, da Feira Popular, da Praça de Espanha, despedir metade dos funcionários da CML, estipular que nenhum processo pode demorar mais de quinze dias em nenhum departamento , (a propósito vou eliminar metade deles), disciplinar de uma vez para sempre o estacionamento em segunda linha, aumentar o numero de corredor "bus", portajar a entrada no centro a veículos privados, penalizar muito severamente os prédios devolutos, terminar com os "eventos culturais" inúteis", por finalmente ao fim de dez anos uma piscina em cada bairro.
Fico por aqui, se não ainda me escolhem para primeiro-mimnistro.
Votar em mim è aposta certa.
Vote com as duas mãos (*)

(*) Um piscar de olhos aos canhotos.

Isabel de Deus disse...

Não irei votar, nas autáquicas. Veremos se volto a votar em eleições subsequentes.. Cada vez mais, o exílio interno, na impossibilidade do externo, é a estratégia de sobrevivência possível.Há um desprezo face ao que vão fazendo do meu país e das suas gentes,que nauseia e ameaça sufocar quem não construa o seu"Vale de Lobos" pessoal.