Mostrar mensagens com a etiqueta nada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nada. Mostrar todas as mensagens

8.12.11

GENTE FELIZ SEM LÁGRIMAS


Na capa de uma revista cor de rosa (ou deveria, antes, dizer cor de melaço?), um dos títulos informa que Manuela Moura Guedes gastou 1600 euros numas botas. Apesar da "notícia" não ter a menor relevância cósmica, é sempre reconfortante constatar que ainda se pode ser feliz com coisas pequeninas como um par de botas.

6.12.11

O HOMEM, NATURALMENTE


«Só lutamos bem por causas que nós próprios modelamos e com as quais nos queimamos ao identificarmo-nos com elas.» Pois é. O mesmo Michaux também nos ensina que «sempre que a gente esquece o que são os homens, caímos na facilidade de lhes querer bem.» Ou, na versão "dura" de Marguerite Duras, o erro no plano de Deus é apenas um. O homem, naturalmente.

2.12.11

A DOUTA IGNORÂNCIA*

Como que a título de ilustração disto, isto. O leitor Alves Pimenta explica. «O peralvilho (...), não contente com as provas de falta de senso em que diariamente abunda no parlamento e nas televisões, teve hoje a ousadia de se meter com o governador do Banco de Portugal, ao pé de quem não passa de um pigmeu. Recebeu a resposta que merecia a sua demonstração de ignorância e má-fé. No entanto, como vergonha é coisa que desconhece, ainda exigiu do governador que lhe pedisse desculpa - o que serviu ao Telejornal da RTP de remate para a notícia. Só visto.» Ainda bem que não vi.

*com a devida vénia.

23.11.11

SEI LÁ

A Joaninha Amaral Dias tem tanto de bonita como de politicamente frívola. Ornamenta muito bem tanto uma mesa quanto um manifesto ou um "novo paradigma".

4.9.11

ADIVINHA QUEM VEM JANTAR


Um retrato de alguém que recebia Sócrates, à altura premier, para jantar. Percebe-se melhor agora de que é que falavam à mesa.

30.8.11

«PRO BONO»

Expressão latina que quer dizer - desde que as pessoas saibam ler e escrever como habilitação mínima - «actividade [que] seja exercida com carácter e competências profissionais, não sendo, no entanto, remunerada. Portanto, trata-se de uma actividade exercida por profissionais competentes, que a praticam de forma voluntária e sem ser pagos pelo serviço prestado. Esta actividade normalmente é exercida em acréscimo à actividade normal, remunerada.» Vem na Wikipédia que é acessível a qualquer cidadão com um módico de literacia informática.

29.8.11

DÚVIDAS E CERTEZAS


Ao ler muitas das coisas que por aí se escrevem, sobretudo na "blogosfera", e tidas por "factos", ocorre-me inevitavelmente aquela velha frase de um velho humorista brasileiro que me ensinaram noutra encarnação. Mais vale estar calado e passar por parvo do que abrir a boca e acabar com as dúvidas.

28.8.11

É DO FADO

Carlos do Carmo - cujo talento enquanto fadista vem desde os ominosos tempos do regime que precedeu o 25 de Abril - é, à sua maneira, um "filósofo". Aliás, o "boneco" de Herman José ("Largo do Carmo") faz inteira justiça a esse lado místico-político do fadista. Porém, tudo visto e ponderado, Carmo ainda não se habituou à democracia passados todos estes anos. Veio para o fado e ficou. É apenas por aí que se deve deixar ficar, Carlos. Porque no fado é um príncipe. No resto, nem chega a ser um panfleto.

19.8.11

AS TÉNIAS

Não recebo lições de moralismo barato de videirinhos que, entre outras coisas, se dispõem a ir a tribunal depor contra colegas de profissão.

11.8.11

«FAÇAM FAVOR DE CONFERIR»

Aqui.

9.8.11

DAS FÉRIAS



Num estilo "Oh rocks don't fall on me", Obama apareceu ontem a jurar que os seus EUA são "triplo AAA" e deve ter seguido mais consolado com a sua inocuidade para a casinha de praia. Os líderes europeus realizaram uma cimeira no fim de Julho e assentaram numas coisas em registo "trinta e um de boca" a realizar na saison Outono-Inverno (como se hoje em dia houvesse saisons). Merkel, consta, seguiu para o Tirol, e Sarkozy deve andar a exibir a protuberância da senhora Bruni a revistas cor de rosa, já e exclusivamente a pensar nas eleições de 2012. Barroso ainda tentou exibir um papel qualquer mas foi rapidamente mandado calar pelo tipo de Berlim que ainda não tinha ido de férias. Na Inglaterra, o sr. Cameron, de férias na Itália, regressou à Ilha perante a exuberante manifestação "multiculturalista" local. Perguntava o Sá de Miranda na sua doce inocência e em tempos em que não havia férias: «que farei quando tudo arde?»

Clip: Richard Wagner, Götterdämmerung - Trauermarsch. Klaus Tennstedt. London Philharmonic Orchestra

8.8.11

SANTARRÕES E VACAS SAGRADAS


Aqui há uns anos - anos do Semanário de Cunha Rego - encontrei o então PR Ramalho Eanes numa exposição. Eu vinha de um lançamento de um livro (ou coisa parecida) de homenagem a um "grande vulto" do jornalismo português entretanto desaparecido. Quando mencionei a coisa e o homenageado ao Presidente este sorriu e disse: «Não é um santo. É um santarrão.» Em muitos sectores e "meios" da vida pública portuguesa criou-se uma espécie de reserva de "santarrões" (ou de vacas sagradas na versão mais colorida) que tem sido engrossada nos últimos anos por variadíssimos motivos. Talvez fosse tempo de, também, "cortar" na reserva dos "santarrões" e das "vacas sagradas". Tal como de indispensáveis, também os jazigos estão a abarrotar de deles.

4.8.11

IRRISÃO INVOLUNTÁRIA

«Se isto não é a silly season, eu sou o Eduardo Pitta.»

Ana Cristina Leonardo, MEDITAÇÃO NA PASTELARIA

1.8.11

AGOSTO

A foto foi furtada à Lourdes Féria. Abril costumava ser o mês "mais cruel" (Eliot). Todavia sempre desconfiei de Agosto, o da correria de entrada e saída das praias e dos montes, o da velha cidade deserta. Tudo isso acabou porque as próprias estações acabaram. Apenas sobrevivem em Vivaldi e nas redacções da antiga 3ª classe. Ou, com calor, na peça de Tracy Letts, August: Osage County.

16.6.11

DOS ANÕES*

«... tendo em mente a "evidente" viragem à direita do eleitorado, que reuniu um número de votos significativamente superior ao de toda a esquerda somada.» Há por aí uns anões que ainda não entenderam isto. Mas é fácil arranjar-lhes explicador.

*inspirado num título do único romance do dramaturgo Harold Pinter, comprado num quiosque por €1,95

15.6.11

PISCOS

Depois de um Lello, só um Pisco. Como é que ainda não fomos à falência completa (na instintual estamos bem confortáveis) com seres pequeninos , ou melhor, nulos como estes?

10.5.11

AQUI NÃO

O comentário anónimo mais "inteligente" e eloquente que conseguiram produzir neste post merece um post: «Vê lá se um dia destes não te fodem os cornos no Martinho.» E vinha eu a ler, no metro, uma entrevista de Martha Nussbaum a propósito do seu livro Not for Profit (citado no excelente trabalho de Alexandra Prado Coelho sobre as elites e o declínio do estudo das "humanidades", publicado no suplemento Pública de domingo) que "explica" coisas como estas que valem nada. Tal como os seus cobardes escreventes (uma, pelo menos, foi bem explícita num mail identificado e que guardei religiosamente para "memória futura" até pela proveniência do endereço electrónico). «A cultivated and developed sympathy is a particularly dangerous enemy of obtuseness. (...) Democracies have great rational and imaginative powers. They also are prone to some serious flaws in reasoning, to parochialism, haste, sloppiness, selfishness, narrowness of the spirit.(...) It is easier to treat people as objects to be manipulated if you have never learned any other way to see them.» Podem tratar quem quiserem como objectos e manipular à vontade. Só que aqui não há lugar para cretinos "complexos" ou "só" cretinos simples.

17.4.11

O PAÍS DAS MARAVILHAS


O senhor Carreiras, presidente da câmara de Cascais, fala de Nobre como um "homem excepcional". Depois eu é que sou mau. Acontece que não sou. O arquivo deste blogue - por ocasião das presidenciais de Janeiro último - regista o que disse sobre Nobre. Não mudei de opinião. Fosse ele candidato a deputado por outro partido e a repulsa política era idêntica. Todavia (e cito o próprio), Nobre, porque jamais será eleito presidente da AR pelos pares, também não será deputado. É apenas um mau candidato, esdrúxulo, que não acrescenta um voto ao PSD e por aí ficará. Ponto final. O PSD tem de preocupar-se com a remoção de Sócrates e não com o erro agora selado com a aprovação das listas. Sigamos em frente.

28.3.11

"EVERYBODY LIES"


Depois de House e de Donas de Casa Desesperadas, a D. Fátima emerge em todo o seu esplendor no ecrã (diz:"tatã, tatã..." que, no seu jargão, quer dizer porventura "etc", "etc"). E, na D. Fátima, surge-me o Padre Tolentino de Mendonça, também tido por poeta, ou Lídia Jorge, igualmente tida por escritora. E Eduardo Paz Ferreira, um dos grandes advogados fiscalistas do "meio" e do regime. E João Salgueiro, grande figura deste e do outro regime. E o filósofo da "inscrição", o Gil, José (nunca confundir com Fernando Gil). E professores universitários que ficam sempre bem em momentos de interrogação sobre a "identidade nacional", mesmo quando sujeitos à habitual clarividência da D. Fátima (diz ela: "a D. Merkel joga dos dois lados...", que "somos desenrascados" como se dissesse "apetece-me estrelar um ovo"). A D. Fátima quer saber como é que se pode "mobilizar a nação" na 2ª parte da coisa. "E agora?", Fatinha? Agora, só com um Lexotan.