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9.1.12

SERVIÇO PÚBLICO


Passou ontem, pela primeira vez, no National Geographic e vai continuar. «Hitler a cor, com a sua cor real, documentado com exactidão através de imagens originais, é algo que nos é muito mais próximo. Vemos que está próximo historicamente, que não é alguém de um passado remoto. Isto pareceu-me especialmente importante para os jovens, o preto e branco distancia

Adenda (via mail, do crítico televisivo Eduardo Cintra Torres): «A notícia do Público tem uma falsidade, julgo que motivada por pressa por ignorância. Diz que o documentário tem imagens raríssimas a cores quando, como a própria notícia afirma adiante, as tais fotografias são a preto e branco mas foram colorizadas pelos documentaristas. Isto é, foram falsificadas quanto à sua verdade histórica. Daí que sejam "raríssimas": não é costume aldrabar-se fotos históricas. Se pusessem o Bambi por trás do Htiler a série ainda tinha mais audiência jovem.»

6.1.12

PÉ DE ORELHA


Segunda-feira, Sarkozy e Merkel retomam as conversinhas a dois que tanto sucesso trouxeram à Europa em 2011. Entre Abril e Maio, os franceses escolhem o presidente, ou seja, a possibilidade de Merkel mudar de interlocutor. Todavia, e apesar da remoção abrupta de Strauss-Kahn (cem vezes melhor que o incumbente ou do que qualquer seu putativo sucessor), Sarkozy não deve ser subestimado. A Europa pode esperar.

5.1.12

UM FOCO


«Seria bom que em 2012 se conseguisse transformar a política num instrumento um pouco mais lúcido, eficaz, respeitado, e sobretudo mais focalizado no interesse comum. Porque é justamente isto que tem faltado: um foco que indique o essencial e o equacione com intuição, com conhecimento e com pedagogia.»

M. M. Carrilho, DN

18.12.11

INCERTEZA


É o título deste artigo do António Barreto. A pensar em 2012. E assim sucessivamente.

10.12.11

CIMEIRAS "DECISIVAS"


«Por um lado, a "Europa" desde o princípio nunca se distinguiu pelo seu particular amor à democracia e, tirando a Inglaterra, nunca os seus membros se incomodaram excessivamente com esse detestável pormenor que atrasava e embaraçava o seu luminoso caminho para a utopia. E, por outro lado, na altura de um novo alargamento, a Alemanha, a França e os seus comparsas compreendem perfeitamente que os tempos são pouco propícios a qualquer espécie de igualdade. Uma concessão aqui, uma concessão ali e uma dose homeopática de disciplina chegam por enquanto para aguentar o barco. E, se não chegarem, sobra sempre o salvífico recurso a uma Cimeira: decisiva, claro.»

Vasco Pulido Valente, Público

9.12.11

É O QUE HÁ


No início da década de 90, por causa do tratado de Maastricht, recordo-me de ter fornecido uma sessão de "formação interna" na Inspecção Geral de Finanças (onde trabalhava na altura) precisamente sobre as "novidades" do tratado que mudava a União. Tinha-me proposto estudar a coisa e expliquei-me o melhor que pude. Foi há cerca de vinte anos, com powerpoint e tudo. O "acordo intergovernamental" que saiu de madrugada das actuais cabeças que mandam na Europa (não de todas, especialmente a inglesa que não deverá aquecer a sua cadeira por muito mais tempo) é um ersatz, revisto, corrigido e pouco aumentado, de Maastricht. O FEEF continua a não passar de uma toponímia sem grande conteúdo. E, como de costume, o novo "horizonte" é Junho de 2012, aparentemente sem revisão do tratado de Lisboa, com uns de um lado e outros do outro o que certamente contribuirá para "fortalecer" o euro. Entretanto a Croácia passou a integrar esta balbúrdia que era algo que também estava a fazer muita falta à Europa. Depois não se queixem. É o que há.

8.12.11

ESTIMULANTE E PREOCUPANTE

Este artigo de M.M. Carrilho no Diário de Notícias. «Basta ter presente, para se avaliar o grau de autismo que hoje atinge a nomenclatura europeia, o simples facto de nenhuma das decisões das duas últimas cimeiras (de 21 de Julho e de 26 de Outubro) ter sido objecto da mais elementar concretização. E o famoso FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), criado para fazer face à crise, continua a ser em grande parte uma hermética fantasia, apesar dos anúncios que lhe atribuem milhares de milhões, tendo-se chegado a garantir habilitá-lo, em Outubro, com um bilião de euros. A situação é tal que, na reunião da semana passada, os ministros das finanças da Zona Euro acabaram por decidir recorrer, se for preciso, ao FMI, a que o dinheiro seria emprestado pelo... BCE!.. Os responsáveis europeus têm passado ao lado do essencial, Ignorando, por um lado, que se trata de uma crise sistémica e civilizacional decorrente da globalização e do fim do paradigma do ilimitado: de recursos, de consumo, de crédito, etc. E, por outro lado, que a crise europeia só se avolumou até ao ponto que hoje conhecemos devido ao seu modelo de governação, com níveis de indecisão, de incapacidade e de impotência nunca vistos, que acabaram por fragilizar ainda mais os débeis alicerces do euro.» Who cares?

7.12.11

O COMENDADOR E A EUROPA


Na abertura da temporada de ópera do alla Scala, o encenador escolheu colocar o Comendador - regressado da morte para resgatar a honra das vítimas de Don Giovanni e levá-lo consigo - no camarote presidencial, frente ao palco, entre o Presidente da República italiana e o chefe do governo, Mario Monti. Em vésperas de um conselho europeu que todos tomam por decisivo, a "imagem" não podia ser mais adequada. A Europa tem de escolher a razão ou as trevas. Caso contrário, mais dia menos dia, a Estátua regressa e leva-nos a todos.

5.12.11

OS CAMINHOS TORTUOSOS DA SENHORA

Há quem suponha que esta semana é "crucial" para a Europa e para o euro. E se der a travadinha à sra. Merkel e, lá para quarta-feira, ela decidir aparecer para "esvaziar" o conselho europeu dos dias 8 e 9? Assim como assim, não tem feito outra coisa das últimas vezes.

2.12.11

REFUNDAR


Sarkozy e Merkel anunciam mais uma cimeira dual para domingo ou segunda-feira. O primeiro até pretende "refundar" a Europa e reclama outro tratado (faleceu o tão saudado de Lisboa, assinado junto aos pastéis de Belém). Isto traduzido para francês apenas quer dizer que Sarkozy quer ser reeleito em 2012. De resto, e desde 21 de Julho, a Europa tem andado em tratamento ambulatório e sempre suspensa dos encontros, dos telefonemas, das sms e das teleconferências entre aqueles dois inconfundíveis pernósticos. Consequentemente, para "refundar" a Europa é preciso começar por "refundar" ambos.

26.11.11

LAXISMOS, EGOÍSMOS

Enquanto por cá a "massa crítica" socialista anda pelas ruas da amargura (até a aparentemente mais lúcida o que não quer dizer que outras sejam melhores), vale a pena ler o antigo conselheiro de Mitterrand, Jacques Attali sobre a Europa. «C'est à nouveau au tour de l'Allemagne de tenir dans sa main l'arme du suicide collectif du continent le plus avancé du monde.Si elle refuse d'accepter la voie étroite qui passe par le rachat par la BCE desobligations arrivées à maturité, suivi de l'émission d'une dette souveraine européenne, remboursée par deux points de TVA européenne, et d'une réforme des traités permettant de mieux contrôler les laxismes des uns et les égoïsmes des autres, la catastrophe aura lieu.»

15.11.11

COMO SE TIVÉSSEMOS TODO O TEMPO DO MUNDO


«Embora tenha asseverado que a UEM necessita de uma dimensão política, Merkel fala como se tivéssemos todo o tempo do mundo, quando a situação do mercado financeiro se esfarela a cada dia, a cada hora. Ontem, a dívida italiana de referência manteve-se perto dos 7%, (mesmo com Mario Monti indigitado para PM), e a dívida espanhola rompeu para cima dos 6%, entrando na zona vermelha. Em França, aguarda-se apenas o dia em que o lapso da Standard & Poor's se torne realidade, e o país perca a classificação AAA. O mercado financeiro é global. Nele se transmitem, sem barreiras, as esperanças, mas sobretudo os pânicos. No ponto em que estamos só uma resposta global e unida da Europa, que passe pela intervenção ilimitada do BCE, ou variantes como as propostas por Soros ou Münchau, poderão acalmar a crise, dando tempo para os Eurobonds e a reforma dos Tratados no sentido do federalismo económico e político. Mas sem a concordância alemã, estas decisões nunca poderão ser tomadas. Só Berlim poderá impedir uma reacção em cadeia que fira duramente o sistema financeiro internacional, e as perspectivas de um futuro decente para todos os europeus, e muitos outros milhões no resto do mundo.»

Viriato Soromenho-Marques, DN

12.11.11

UM MAU PRECEDENTE


Na Grécia e na Itália os respectivos chefes de governo (goste-se muito, pouco ou nada deles) foram substituídos por pessoas escolhidas pelas "circunstâncias ocorrentes", como diria Salazar, e não pelo voto. É um mau precedente que não costuma dar grandes resultados.

11.11.11

OS NOVOS NIBELUNGOS


«A União Europeia parece hoje uma ópera de Wagner, de onde foram retirados todos os deuses, todas as ninfas, todos os heróis, todos os gigantes, e apenas restaram os anões. Dia 9, quando a Itália atravessou o Rubicão dos 7% da dívida a dez anos, ficou patente o fracasso absoluto da estratégia que foi imposta, com disciplina e método, pelo Governo alemão, com a cumplicidade do Eliseu: a) esvaziar as instituições europeias, em especial os Presidentes da Comissão e do Eurogrupo; b) levar a cabo medidas de quarentena para evitar o "contágio" do vírus da dívida soberana, começado na Grécia; c) violentar todas as regras da lógica formal, da ciência económica, e do bom senso, ao acreditar que é pela austeridade recessiva que a Europa poderá reequilibrar-se; d) recusar qualquer reforma estrutural dos Tratados, como se o problema sistémico da Zona Euro não tivesse origem no carácter monstruoso da UEM, como obra imperfeita e inacabada. Se a Itália cair, a crise europeia entrará num buraco negro. Numa fase de turbulência total, como ocorre num metal que entra em colapso sob uma pressão térmica insuportável. Ontem, o BCE fez saber que ia ajudar a Itália, e de imediato os juros da dívida de Roma recuaram. Depois veio Klaas Knot, o Presidente do Banco Central holandês, dizer que, afinal, o BCE pouco pode fazer, lançando sombra sobre a única esperança que nos resta... Reina a cacofonia. Em Berlim já se fala de mutualização da dívida europeia, perante uma chanceler inamovível. Sarkozy sonha com uma Europa quase só franco-alemã. Ao evocarmos, hoje, os dez milhões de jovens europeus sacrificados na Grande Guerra, talvez seja preciso recordar ao Presidente francês que entre a França e a Alemanha há o Reno. Um rio onde jaz o anel de sangue, de uma violenta história. Prestes a regressar, pelo desvario dos anões nibelungos que nos desgovernam.»

Viriato Soromenho-Marques

7.11.11

A "TEMPESTADE PERFEITA"



Itália, França. Em breve a "tempestade perfeita" com o epicentro bem no centro da Europa.

Clip: Charles Gounod, Faust - "Le veau d'or". Orchestre de l'Opéra de Paris. George Prêtre. Ruggero Raimondi, 1989, abertura da Ópera da Bastilha.

6.11.11

WOTAN E A EUROPA



O sr. Papandreou, o derradeiro herói da "esquerda moderna" e dos ingénuos, custa a perceber que deve sair. Faz lembrar outro também ex-herói da "esquerda moderna" doméstica que teve de encarar a luz das urnas para perceber. A pusilanimidade revelada por Papandreou em apenas meia dúzia de dias seria o suficiente para não aparecer em público tão cedo. Se a Europa está no estado em que está, a esta parafernália de pusilânimes o deve e quanto mais depressa eleições ou outra coisa qualquer os varrer de cena, melhor. O "romântico" Berlusconi começa a ceder na sua diletante demagogia. Merkel e Sarkozy, infelizmente, ainda ficam mais uns tempos para desgraça de uma "casa europeia" que exibe como mordomos Barroso e Rompuy, ou seja, pouco mais que nada. A "Europa" é hoje um animal moribundo e acossado graças a esta trupe de ineptos que só agora, tarde, acordou para a política. Os G20 não são melhor. O mundo - que já não é nem "ocidental" nem "de leste" porque a argamassa dos seus principais dirigentes é de fabrico "único" - tal como o conhecíamos, previsível e em módico equilíbrio, despareceu para dar lugar a maus apresentadores de televisão arvorados em estadistas. E por cá? Bem, por cá é como escreve Pulido Valente no Público. Por cá, «o Bloco e o sumo da esquerda bem pensante também contam com um milagre de fora. Uns recomendam, prometem ou profetizam a famigerada "saída" do euro, sem perceber que essa "saída" destruiria rapidamente a classe média e poria a pão e água a maioria dos portugueses. Outros lamentam que a Alemanha e o BCE não se ponham por aí a imprimir dinheiro e provoquem uma inflação descomunal capaz de absorver a dívida, qualquer que ela fosse, e de caminho devastar a Europa. E outros, que se distinguem pela sua particular ingenuidade e espessura, persistem em pensar no tio do Brasil, isto é, em eurobonds generosamente concedidos, por razão nenhuma, à indigência universal. Como os sarilhos da direita, a absoluta nulidade da esquerda é um sinal de morte.» Wotan, o Viajante, anda por aí.

4.11.11

METER NOJO

O socialista grego Papandreou é, afinal, apenas mais um farsante. Numa entrevista à CBS sugeriu que estava "a reinar" quando lhe ocorreu o referendo que tantos delíquios provocou nos mais crédulos. Bem andou a D. Dilma quando, de visita à irrelevante cimeira dos G20, disse com a maior das naturalidades que não tencionava investir um real no FEEF, o fictício "fundo europeu" - que pouco passou do papel e da retórica exibidos no já remoto conselho europeu de 21 de Julho -, uma vez que nem os próprios europeus acreditavam nele. É a vexames destes que a Europa está sujeita enquanto decorrerem os números circenses a que se tem assistido de Atenas a Bruxelas, passando por Cannes, Berlim e Paris. Tudo isto mete nojo.

3.11.11

PAPANDREOU E A ÁGUIA


As brigadas domésticas do "referendo grego" devem estar desapontadas com o seu frágil Ganimedes. Papandreou, em apenas escassas horas, sugeriu tudo e o seu contrário às suas instituições e ao seu povo. Se a águia o sobrevoar como fez ao original que o leve até um Olimpo que o não merece.