4.7.13

Questões de decência et al


Quando se juntam a chantagem e a pusilanimidade - ambas extraordinárias manifestações de "carácter" - o resultado costuma ser desastroso. Não aprendemos nada com a história mas, para isso, são exigidos níveis mínimos de literacia e, sobretudo, de decência que manifestamente inexistem.

3 comentários:

EduardoR disse...

Prezado João,

Consegue fazer chegar ao PPC a frasezinha do Jorge de Sena que encabeça neste momento o seu blog? É disto que se devia tratar nas negociações, que deviam ter começado e terminado no próprio dia. Tenho como certo que é possível chegar a um acordo com o partido minoritário da coligação, afastando liminarmente o ser de espinha bífida que por lá se colou há anos demais... até para o CDS-PP seria bom. É fundamental para o país, sem alternativa credível (o Seguro é anedótico...) que PPC o consiga.

Depois dos factos verficados, dar qualqer papel de relevo a esse ser será motivo de chacota interna e internacional, e será o fim definitivo de um governo que cede a chantagens pessoais. E o país?...

observador labrego disse...

Se a memória não me falha, no comício de Almada foram atirados cravos vermelhos.

Creio que no PREC de direita serão atirados cardos ...... fiscais.

npcmarques disse...

Temos assistido a algo aviltante: coprofagia política praticada publicamente. Se isto não é sinal de fim de regime não sei o que será.

Sobre os acontecimentos actuais nem vale a pena perder tempo: tenho para mim que, à semelhança dos autores que, durante a carreira, escrevem sempre o mesmo livro ou realizam sempre o mesmo filme, os nossos agentes políticos habitam um universo unidimensional que não os permite ser outra coisa se não o que são. Se dúvidas tivesse, todo este episódio só comprova que o Portugal destes cidadãos é muito próprio, e nada tem a ver com o país do resto da população que tem que ganhar a vida e depende de um módico de reputação para o conseguir.

Mas problema realmente importante são, para mim, os pontos que o JG aborda noutro post:
1 - ausência de definição prática de causa pública nacional;
2 - ausência de elites úteis à supra citada causa.

Estes pontos relacionam-se, claro. O que realmente lamento é que, por grosso e a menos dos zelotas (jurássicos) comunistas e bloquistas, arredados destas discussões por razões teóricas, o estado actual das coisas parece assemelhar-se por demais a um caso avançado de acídia, vedando qualquer reflexão ou discussão válida sobre o assunto. O ponto a que chegámos... sem palavras....

Que cada um faça o melhor que sabe e for capaz.