1.7.13

O silêncio


 


Neste fim de semana, quse sem se dar por isso, "trocámos" de cardeal-patriarca. Saiu Policarpo e entrou Manuel Clemente já devidamente abençoado para o efeito por Francisco, em Roma. Não pertenço ao vastíssimo rol dos admiradores incondicionais de D. Manuel Clemente embora aprecie o seu múnus intelectual. Como católico, tendo a dispensar "intermediários" na minha relação com a fé. Poucas vezes me revi no anterior patriarca sobretudo quando ele falava. A resignação de Bento XVI e o "estilo" de Francisco não são claramente momentos jubilatórios. A sucessão de Policarpo ocorre neste lastro dito de "mudança" na Igreja católica. Mas todos os mais directamente envolvidos sabem que a Igreja não subsiste há mais de dois milénios por seguir "modas". Ou por ser mais ou menos "mediática", beijoqueira ou de "proximidade". A Igreja são todos e cada um dos que se revêem no escândalo da Cruz no silêncio do seu coração. Do novo cardeal patriarca - e do Papa - espera-se apenas que seja o porta-voz desse silêncio que vem, desde sempre, da noite do mundo.

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