19.7.13

A "incerteza"

Como referi, não acompanhei a intervenção nocturna do dr. Passos Coelho. Mas hoje de manhã ouvi um excerto dela na rádio pública. Nesse excerto o PM aludia à "incerteza" que umas eleições diferidas para daqui a um ano representa. Este calendário, note-se, é um dos "pilares" do "acordo" proposto pelo PR e que, pelos vistos, ainda não parou de ser ruminado. Se juntarmos esta convicção do primeiro-ministro à outra que consiste em levar imediatamente ao PR a remodelação do Governo, sobretudo na parte em que premeia o actual MNE com a vice-chefia do executivo, mal o "acordo" esteja ou não terminado, então resta concluir que, uma vez mais, o PM acertou. Para não haver "incerteza" com cerca de um ano de vista, é melhor acabar já com ela através de eleições legislativas coincidentes com as autárquicas. Não sou eu que o digo. É a "incerteza".

1 comentário:

João Vargas Moniz disse...

Meu caro, a reforma do Estado é a reforma da estrutura do poder político.Seja realista, com esta malta (Coelho, Portas, Seguro, Cavaco e Cia) não se chega a parte nenhuma. A democracia esgotou-se. Onde fica Braga em 2013?