Fala-se abundantemente de "maturidades" por causa da dívida. Mas podíamos agora falar de maturidade, no singular, a propósito de outra coisa, do estado da arte. Se alguma coisa foi evidenciada nos últimos dias foi a falta dela, no plano político. Não faço ideia como é que se pode estabelecer uma "forma" ou "fórmula" de entendimento com gente que revela falta de maturidade política e uma manifesta incapacidade, apesar de anos e anos a virar pratos e a tombar panelas, para estar à altura das circunstâncias. Não há ersatz, porém, que resolva esta incongruência por mais rendez-vous amenos e acrisoladas declarações de "estabilidade" que venham a ter lugar. Quem ainda não percebeu isto, que é elementar, meta rapidamente um explicador. Por consequência, até o PR intui um segundo resgate e ele, ao contrário da doxa, não costuma dar meros palpites em matéria financeira e económica. O momento é grave e importa colocar-lhe termo rápido. E não um mero penso, também rápido, como se não fosse nada.
1 comentário:
Ele não costuma "dar meros palpites", mas devia ter escutado as insistentes "palpitações" de outros. Se assim tivesse sido, teria evitado muitos erros durante a sua passagem por S. Bento e já agora, poderia também ter-se livrado de muita da escória que o cercava até há pouco tempo. Agora tem o que há muito merecia.
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