E ao fim de uma semana de jogos florais e de três de crise política provocada, recorde-se, por protagonistas perfeitamente identificados - até na alocução do PR lá estavam -, a falta de autenticidade nas chamadas "negociações" para a "salvação nacional" (e tudo isto da "salvação nacional" seria cómico se não fosse trágico) deu num expectável nada. Todos os intervenientes andavam a fingir que corria um "processo negocial" quando, desde o início, se percebeu que nenhum apreciou a proposta do Presidente. E que, por consequência, todos queriam estar no mesmo exacto ponto em que estavam antes da proposta. Isso ficou claro depois das falas do presidente do PSD e do secretário-geral do PS nas últimas 24 horas. Falta o terceiro elemento, curiosamente o que mais explicações devia dar ao país e que se refugiou entretanto na inaceitável complacência alheia para não abrir a boca. Não é verosímil pedir o que quer que seja a "elites" deste jaez. O "povo", agora, que diga o que pensa delas.

3 comentários:
O terceiro elemento que nunca mais abriu a boca só pode ser Vítor Gaspar, até há pouco tempo o primeiro-ministro oficioso. De resto, não sei o que passa na cabeça dos cavaquistas. Devem pensar que Cavaco tem a mesma influência que tinha há vinte anos. Ilusões de "côrtes" republicanas.
Agora convençam lá o chefe a convocar eleições só para chatear os partidos, que é para a embrulhada ser maior ainda e depois culparem os partidos.
E tu acreditas sinceramente no valor redentor de eleições, já?! Antes, durante e depois, a incerteza agigantar-se-á até nos tragar completamente.
Em quarenta anos de abrilismo nunca vi tamanha colecção de incapazes,de uma ponta à outra!Ouviram a lista de promessas eleitorais do socrates?Os bailarinos da direita?As hienas das bordas?Nunca vi isto.
jose
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