15.7.13

Contra a armadilha do voluntarismo


 


Não há muito mais para dizer nem muito mais para ouvir por enquanto. Todavia, às 21 na sicn, Mário Crespo fala com Manuel Maria Carrilho, um não avençado da tagarelice e das ideias feitas. Vale sempre a pena escutar. «As lideranças do futuro terão de resistir à armadilha do voluntarismo, seja na forma que conduz a contraproducentes provas de força com a sociedade, seja quando ele se refugia num qualquer tipo de determinação mais ou menos iluminada. São outras as qualidades que se requerem aos reformadores do nosso tempo. Acima de tudo, o que conta é mostrar capacidade de composição com a própria sociedade: na sua diversidade, na sua fragilidade e na sua complexidade. Não só porque o voluntarismo afasta e exclui, enquanto a composição motiva e integra, mas também porque só assim se consegue criar o espaço de manobra necessário para lidar com os problemas do nosso tempo.»

2 comentários:

npcmarques disse...

Palavras sábias. Elegantemente apresentadas aliás porque, noutros meios, voluntarismo passa por progressismo, solidariedade social, desenvolvimentismo, política do betão, etc, etc. Em suma, não é só o que o autor recomenda que é necessário para o futuro. O seu contrário é, sobretudo, o que nos trouxe até aqui.

...o medo aqui, para mim que sou ninguém, é o perigo dos amigos do socialista de estimação. Sim, porque quem é que não tem o seu socialista de estimação?

npcmarques disse...

Volto à carga porque, estando o país a roçar o recorde de 4 resgates das finanças públicas em outras tantas décadas, só posso mesmo saudar o voluntarismo da nossa classe política! ...Em sonhos, vejo Portugal a ser governado por gente que é eleita para ficar sentada em cima das próprias mãos. No ponto em que estamos se não sempre, por regra, isso seria uma alternativa substancialmente melhor.