12.7.13

Hubris

1. «Bem sei que o uso de palavras pelo Ministro Portas é particularmente elástico, mas ele é uma das últimas pessoas que pode falar com este à vontade de Portugal como protectorado. Uma coisa é a situação de facto de perda de soberania face aos  nossos credores, traduzida no "programa" do Memorando, que não ignoro, outra é a aceitação por parte do topo do estado que isso significa a perda da soberania nacional sem que nenhuma instituição, pelo menos o Presidente e a Assembleia, o defina e caracterize como tal. Isso significa uma perversão total da nossa independência e soberania, significa consentimento pela voz do Ministro dos Negócios Estrangeiros e constitui uma traição mesmo à face da lei.» (J. Pacheco Pereira, Abrupto)


2. «O declínio do PSD desde 2011, depois de uma breve fase inicial de sustentação (que Barroso não teve), tornou-se logo de seguida mais acentuado e rápido que o que sofreu desde 2002 e que, hoje, o PSD está com intenções de voto nos mínimos dos últimos 12 anos, mas que esses mínimos já foram atingindos em várias circunstâncias (Santana Lopes, Menezes, Ferreira Leite). A dúvida, claro, é o que pode estar ainda para vir.» (Pedro Magalhães, Margens de Erro)


3. «Não tenho dúvidas de que a única solução é optarmos pelo presidencialismo. Este sistema semi-presidencialista é típico da alma portuguesa. Todo o sistema constitucional é para que não se possa fazer. Para ser aprovada uma moção de censura é preciso que haja maioria contra. Se todos se abstiverem, não passa, apesar do partido ter 50 tipos a votar... Era preciso uma ruptura que o Cavaco não é capaz de fazer. Não podemos não tentar, morrer tentando.(...) O Presidente da República devia fazer uma ruptura no regime. “Eu digo quem vai governar e desde já vos digo que vou criar as condições para mudar isto”. O país está sequioso disso. (...) A figura chave será Cavaco É. Ele quer estar, no momento em que estivermos à beira do abismo, em condições de salvar a civilização. Escolhe muito bem um bom primeiro-ministro, dá-lhe apoio absoluto, dá-lhe autoridade para formar o Governo como quiser. E dá-lhe apenas um mandato: fazer a reforma do Estado e desencadear o crescimento económico. “E podes ter a certeza de que te mantenho mesmo que na Assembleia da República te mandem abaixo”.» (José Miguel Júdice, Jornal de Negócios)


4. «Quando se perde a legitimidade política, perde-se a confiança (Ramalho Eanes, 25.4.2013)


 

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