18.7.13

Uma falácia autocomplacente

Quando saí para passear o cão, o presidente do PSD estava a elaborar sobre números, a Europa e, pareceu-me, vagamente sobre a Grécia. Regresso e assisto à dra. Ferreira Leite a sugerir ao dr. Seguro que se liquide politicamente a bem da nação, leia-se, do "acordo". Pese embora acompanhar o referido dr. Seguro em relação ao "corte" anunciado de quase 5 mil milhões de euros na despesa - a "reforma do Estado" em versão excel , a única que se conhece -, a dra. Ferreira Leite também menosprezou a votação da moção de censura e alertou para a circunstância de o PSD não apreciar ser canibalizado pelo "pequeno partido à sua direita" (a expressão é do dr. Barroso) mesmo que coligado com ele. O mais interessante disto tudo é o "acordo". Ninguém sabe para que serve nem tão pouco o que é. Mas, salvo dois ou três loucos furiosos, porventura anti-patriotas, toda a gente fala do "acordo" como um facto e uma necessidade. Honra seja feita ao primeiro-ministro que, no parlamento, não viu nem uma coisa nem a outra no dito "acordo" pois anunciou que, mal ele esteja estabelecido ou não, vai a correr propor a promoção do MNE a vice dele ao PR. Isto quer dizer que pelo menos na cabeça do PM, o "acordo" tanto pode ser do domínio do ser como do não ser. Em suma, e não obstante a boa vontade manifestada pelo PR nas Selvagens, estamos perante uma falácia autocomplacente à qual deve ser posto rapidamente termo.

1 comentário:

Carloa Vargas disse...

Chega deste penoso jogo de faz-de-conta. Os portugueses terão certamente acumulado muitas culpas ao consentirem ser governados durante longas temporadas por hordas de gente incompetente. Apesar de tudo, os portugueses não merecem isto. E Portugal também não.