«Estabilidade política. É exigida pela própria natureza da democracia e da responsabilidade dos seus actores, requerendo a busca permanente do maior consenso social e político. Numa democracia adulta, as “crises políticas” deverão ser sempre excepção. Em momentos críticos, podem comprometer soluções e atrasar dinamismos na sua busca. Todos sabemos que, para superar as presentes dificuldades, não existem muitos caminhos de solução. Compete aos políticos escolhê-los, estudá-los e apresentá-los com sabedoria. Respeito pela verdade. O discurso público tem de respeitar a verdade do dinamismo das situações e da procura de soluções.(...) A superação da crise supõe uma renovação cultural»
1 comentário:
Sempre que a aflição imposta pela realidade ao sistema digestivo começa a evidenciar-se insuficiente para disfarçar os nossos pecados mortais, alguns cérebros começam logo a entrar em transe, produzindo teorias miraculosas, como a do governo dito “de união nacional”. Aparentemente há quem pense, novamente, que os actores em palco (e os escondidos) são feitos de uma pureza oculta e oprimida, reservada e virgem, que se libertaria quando unidos por uma iniciativa presidencial de polinização da flor reservada, pronta a expelir boas vontades e medidas positivas que os cidadãos aceitariam como se fosse um charro para de repente ver tudo colorido. Faz lembrar uns medicamentos para o cancro que por aí há, que fazem com que o paciente, poucas horas antes de morrer, tenha uma melhoria tão espantosa que, em alguns casos, chega mesmo a pensar que está curado e já pode ir à praia.
Enviar um comentário