15.9.12

Sous les pavés, o Guincho


 


Depois de umas boas horas de praia, ligo a televisão. Reparo que as televisões "estão" nas manifestações - ou seja, não se limitam a cobrir os eventos com dezenas de recursos no terreno e no ar - e não vejo nenhum jornalista perguntar aos manifestantes do "que se lixe a troika" se têm noção que é a "troika" quem garante o pagamento dos salários e das pensões ao grosso dos referidos manifestantes (não me refiro ao pessoal circense sempre de serviço). Sem a "troika", daqui a uma semana ninguém - pelo menos os funcionários públicos e os trabalhadores do sector empresarial em que o Estado é accionista maioritário - receberia o seu vencimento ou pensão.  A RTP, por exemplo, não teria meios para colocar treze (13) equipas "no terreno" com tudo (e todos) o que isso implica. Espero que nenhum dos responsáveis pela falência do país tenha a pouca vergonha de aparecer na rua como se tivesse nascido apenas no último ano. Fora isso, estejam à vontade. Sous les pavés, la plage. A do Guincho

4 comentários:

Isabel de Deus disse...

Curioso é o facto de o sacrifício a que os funcionários públicos já foram submetidos no ano transacto não ter desencadeado qualquer megamanifestação ou indignação geral Afinal, somos apenas os famigerados "FP", que tanto convinha acusar de privilegiados...
A indignação é sempre muito selectiva, razão pela qual, apesar de subscrever a100% a posição da Dra. Ferreira Leite, fiquei em casa.
Ontem, uma amiga menos informada dizia-me que tinha de haver um novo 25 de Abril, a cargo dos militares. Perguntei-lhe quem seria o líder, se o pançudo ou se preferia o terrorista. Não entendeu, coitada. E é com estes que a inefável maioria de esquerda se governa sempre. Pobres de nós, são muitos anos de lavagem (marxista) ao cérebro e quem está nas escolas que o diga! Contudo, a maioria de direita terá de ganhar juízo e valorizar o capital humano que tem (terá ainda?) na base de apoio dos dois partidos da coligação. Atenção aos avisos de quem já tem cabelos brancos.Já Camões avisava o inexperiente D. Sebastião:"Tomai conselho só de experimentados/que viram largos anos, largos meses".

Anónimo disse...

Quem seguiu as manifestações deste sábado, sabe que na sua maioria os manifestantes eram pessoas comuns, de todas as idades, sem vinculação a partidos, aproveitou a oportunidade para manifestar a sua revolta – alguns o seu desespero! – perante a situação a que chegámos, em que não se vislumbra uma nesga de esperança. Fizeram-no com uma dignidade admirável que os incidentes muito pontuais (e protagonizados por poucos) não maculam, como digno foi o comportamento das forças policiais.
E a manifestação dessa dor, mesmo que inconsequente, deveria merecer algum respeito por parte de quem, vá-se lá saber porquê, se coloca sistematicamente numa posição de superioridade desdenhosa em relação aos seus concidadãos.

Anónimo disse...

Quem seguiu as manifestações deste sábado, sabe que na sua maioria os manifestantes eram pessoas comuns, de todas as idades, sem vinculação a partidos, aproveitou a oportunidade para manifestar a sua revolta – alguns o seu desespero! – perante a situação a que chegámos, em que não se vislumbra uma nesga de esperança. Fizeram-no com uma dignidade admirável que os incidentes muito pontuais (e protagonizados por poucos) não maculam, como digno foi o comportamento das forças policiais.
E a manifestação dessa dor, mesmo que inconsequente, deveria merecer algum respeito por parte de quem, vá-se lá saber porquê, se coloca sistematicamente numa posição de superioridade desdenhosa em relação aos seus concidadãos.

Anónimo disse...

Quem seguiu as manifestações deste sábado, sabe que na sua maioria os manifestantes eram pessoas comuns, de todas as idades, sem vinculação a partidos, aproveitou a oportunidade para manifestar a sua revolta – alguns o seu desespero! – perante a situação a que chegámos, em que não se vislumbra uma nesga de esperança. Fizeram-no com uma dignidade admirável que os incidentes muito pontuais (e protagonizados por poucos) não maculam, como digno foi o comportamento das forças policiais.
E a manifestação dessa dor, mesmo que inconsequente, deveria merecer algum respeito por parte de quem, vá-se lá saber porquê, se coloca sistematicamente numa posição de superioridade desdenhosa em relação aos seus concidadãos.