
No meio do barulho, vale a pena ler/ouvir a entrevista de Paulo Rangel no Público de domingo. Não há nada que ele diga que não releve do mais elementar bom senso. «No fundo, cada país tem os regimes que merece. Os portugueses indignam-se de quando em vez, mas demitem-se da sua participação diária muitas vezes. Olhe, poderiam não ter caído na ilusão do eng.º Sócrates em 2009. Que tenham caído em 2005, acho normal; que caíssem em 2009 não acho. As pessoas já tinham muito a noção que viviam a crédito, já tinham experiência democrática suficiente para perceberem tudo o que estava em jogo.»
6 comentários:
Paulo Rangel não conhece Portugal. Ele que dê umas voltas discretas pelas várias feiras que decorrem de norte a sul do país e olhe bem para as pessoas que por lá andam. Só uma pessoa muito distraída é que acha que elas sabem o que vão fazer quando votam. Para a esmagadora maioria dos portugueses, o partido político é mais ou menos como o clube de futebol. Nasce-se do Sporting e morre-se no Sporting.
Portugal está na minha opinião muito longe de merecer uma democracia. O povo precisa de ser guiado, não pode ser ele a guiar. Pode parecer politicamente incorrecto o que digo mas estou firmemente convicto, por conhecer tão bem o nosso povo, de que não estou errado.
Sou prof. e a minha esposa também.
Quando o paneleir* decidiu aumentar a FP em 2,5%, numa altura em que a crise era mais do que visível, eu disse para a minha esposa: «Vamos pagar isto bem caro!».
Tenho de lhe confessar que nunca supus que o preço fosse tão alto: estou a caminho de perder três salários (2 e tal já lá vão). O dramático é que, mesmo assim, não chega, porque nunca chega.
Enquanto isso, o homenzinho passeia-se por Paris.
Quando vi a Senhora Drª Manuela Ferreira Leite mandar para Bruxelas,na altura em que o fez,o Dr.Rangel ,vi logo que tinha cometido um erro.Mas,cuidado,muito cuidado,nem toda a gente esqueceu a obra gastadora do eng. Sócrtes,ainda hoje a revivi ao ver aquelas infra-estruturas de mais uma auto-estrada no Alentejo -seria mais uma sem carros - como,também,não é verdade que todos os funcionários públicos são do ps,como já ouvi,algures,ser a opinião de quem tem muita responsabilidade,cujo nome não digo, porque, por um lado, não tenho a certeza,por outro,custa-me acreditar.Agora,um a coisa eu sei: as pessoas responsáveis aspiravam moralização, e o que é que lhes apareceu:uma medida de robin dos bosques ao contrário.Este princípio,e só o princípio,junto à inqualificação da divisão da Sociedade e,particularmente a afronta a alguns aposentados,fez e bem que o povo se levantasse.Mal estaríamos se voltássemos a querer o povo adormecido.
na sua interminável os portugueses queriam ser ricos
e acabaram eternamente pobres.
com a rua repleta de gente que não quer perder privilégios
nenhum maluco vem investir neste esgoto da rataria
A solução para o excesso de paternalismo ao longo dos séculos é mais paternalismo? Você é padre ou quê?
Embora contristado acho a análise do Luis bastante acertada.
Nunca pensei vir a ter uma opinião semelhante à que expressa o Luis.
No entanto a culpa maior é das pseudo-elites que temos, as quais, aliás, não vieream de Marte...
Como diz o João Gonçalves, boa noite e boa sorte.
Cumprimentos.
Enviar um comentário