20.9.12

A "coerência" vai pelo correio

«O presidente da Fundação Casa de Mateus, Fernando Albuquerque, decidiu cancelar definitivamente a sessão de entrega do Prémio D. Dinis: "Não haverá cerimónia solene." Fernando Albuquerque adiantou que Maria Teresa Horta, a autora premiada pelo romance 'As Luzes de Leonor', receberá o cheque em casa e fica encerrado o caso.» (a propósito disto).

14 comentários:

C Vidal disse...

Vocês não têm nem munições nem saberes nem nível para combater tanta gente: Teresa Horta agiu muito bem, Siza chamou a isto uma espécie de ditadura, Souto Moura disse isto ser irrespirável, Paula Rego foi humilhada pelo pequeno Gaspar e suas equipas, Maria João Pires continua a ser artista "estrangeira" (no lugar dela, eu poria cá os pés o mínimo possível)..... Vocês podem sempre fazer como o Pacheco Pereira e o Rui Rio, elevando LaFéria e chamando aos que citei de parasitas incoerentes e ingratos, vagabundos e subsidiodependentes. Poder, podem. Mas não vão longe. Acabam antes do fim do ano e não será por causa de qualquer artista. E já me esquecia: V. fica sempre com o Sena (sem que ele saiba).

João Gonçalves disse...

Mas o Carlos agora até já tem metro até ao aeroporto. abraço grande deste seu amigo praticamente "acabado" na sua versão. E fico sempre com o Sena.

carlos rocha disse...

Deixem-se disso (discussões estéreis) porque a senhora não vale assim muito. Além da coerência auto-proclamada, o ridículo de vir invocar as conquistas de Abril, dá logo a entender donde ela vem.
Realço que não li o seu romance, mas com esta atitude tão publicitada, julgo que vai vender bem.

C Vidal disse...

Uso sempre o taxi.
E fico com a Llansol.

fado alexandrino disse...

Maria João Pires juntou ao ser grande artista a ideia de o Estado lhe financiar uma escola de música em ambiente rural.
Não é ideia original há milhares a fazerem obra com o dinheiro do Estado.
Quando o Estado achou que ela devia prestar contas (era mais ou menos uma escola comunal) aborreceu-se.
E foi embora em Dó Maior.

Vasco disse...

Fica só com os lençóis? Pois então fico eu com os cobertores (M. Sá-Carneiro).

Vasco disse...

Acha que sim? É tudo muito caseirinho... Os autores Portugueses nunca vendem muito... falta-lhes uma característica principal (e até mais do que uma). E agora com o AO, então, suspeito que ainda vendam menos. Alguém consegue ler naquela grafia imbecil? Simplesmente obsceno, o que nos fizeram à Língua. Dá vontade de morrer. Não vale a pena investir mais em cultura em Portugal se é para ter de gramar com isto. Estou a pensar seriamente em emigrar. Estragaram tudo. Nem sequer ligam a uma petição que tem mais de 250 mil assinaturas... Uma vergonha.

Isabel Metello disse...

Estou deslocalizada! Mas o clima de estufa não foi no tempo da Pantera Cor-de-Rosa socrática? Mas tb compreendo quem queira viver em Londres- sempre é uma cidade muito mais criativa do que Lisboa destruída por A.C. que não sabe distinguir obras prioritárias de terciárias! Prédios antigos lindos a cair, Pessoas em perigo de Vida e o iluminado vira-se para obras desnecessárias na Rotunda do Marquês! E o mais engraçado é que ele e a camarilha receberam os louros de duas obras de Santana Lopes (recordando que foi a providência cautela de Sá Fernandes que fez parar as obras, o que custou à CML milhares, para depois o enaltecerem em uníssono: (a) o túnel do Marquês; (b) a candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade! Engraçado como as narrativas simplistas levam a maioria dos cidadãos comuns a considerarem AC como uma espécie de intocável! Alguém já olhou bem, por ex, para a fachada da Portugália???!!!
Noutro feudo, continua-se a desprezar, em termos turísticos, um centro histórico de comércio tradicional, com ruínas romanas, uma capela do séc. XVI, onde D. Manuel I ia rezar, uma Igreja matriz, uma capela, um Palácio e um jardim do séc. XVIII e um Mercado Municipal do Estado Novo em benefício de musas de valor astronómico e construções horrorosas de condomínios fechados! Enfim, mais do mesmo...

Almeida disse...

Nem mais. É sempre bonito e correcto prestar contas, ainda por cima quando o dinheiro é dos outros, mas há quem não goste. Foi o caso.

Fernando Martins disse...

Coerência era, neste caso, como a senhora não quer receber o prémio de PPC, não aceitar o prémio (houve Prémios Nobel que não aceitaram o prémio e o cheque...). Neste caso, como a coerência de MTH não chegou até ao carcanhol, o Presidente da Fundação não devia mandar o cheque pelo correio, devia era cancelá-lo.

C Vidal disse...

Pode até meter o dinheiro no cu.
O romance está cá fora e não precisa de $$ para ser bom ou mau romance.
Simplesmente o juri achou-o muito bom (VGM e outros, não propriamente pouco exigentes).

Voltando ao comentário de J. Gonçalves e o metro até ao aeroporto...
Está JG, como Passos, a convidar-me a emigrar. Não está nos meus planos. Não vai estar.
Cumprimentos.
cv

Nuno Castelo-Branco disse...

Aaaah!, mas recebe o cheque! Muito bem, sendo tão "de esquerda", esperemos que doe o supérfluo montante a um lar da 3ª idade. Bem vistas as coisas, seria um investimento em si mesma.

Fernando Martins disse...

Caro "C Vidal":

"Pode até meter o dinheiro no cu." - no de quem? No seu? Se gosta, que lhe faça bom proveito... se é no da autora, acho mal que se dirija a uma senhora nesses termos...
Quanto ao cheque, a sua coerência é igual à de MTH - ZERO...

Carlos Vidal disse...

É evidente que não está nada acabado, J. Gonçalves, meu caro.
Já viu algum lambe botas do bloco PS/PSD estar acabado na vida portuguesa?