«Agora a praia está deserta.(...) Memória do que morreu, subtil, do que vibrou - e a indiferença da terra, da luz. Do mar. (...) Ao longo da praia o mar bate na areia em breves ondas de espuma. É um mar de brinquedo e as crianças sabem-no. Metem-se com ele como com um cão velho, ele deixa - de quando estou a falar? Os últimos banhistas desapareceram atrás das arribas, agora estou só. (...) Depois, o silêncio a toda a extensão da areia, alguns bancos, a estacaria dos toldos ao sol, é o fim da estação.»
Vergílio Ferreira, Nítido Nulo, Portugália Editora, 1971
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