25.9.12

As coisas são o que são

Num total de duzentas e trinta fundações estudadas, quatro foram encerradas. Foi sugerido a quem de direito - autarquias, regiões autónomas - o fecho de umas quantas. E a muitas foi "cortada" a subvenção pública. É pouco mas é um caminho a percorrer para disciplinar a despesa sem ser quase exclusivamente por conta das pessoas singulares ou morais. Os próximos meses vão ser muito difíceis pelo que nenhuma "facilidade" pode ser concedida, por omissão, aos grandes "eixos" da despesa pública que praticamente ainda não foram tocados. As coisas são o que são.

11 comentários:

Anónimo disse...

Diálogos ficcionados:

" A minha Fundação não precisa de nenhum subsídio do Estado."
Máriio Soares

"Se me cortarem, vendo a colecção para o estrangeiro..."
Joe Berardo

Isabel Metello disse...

Eu creio que o Dr. Mário Soares deve mais uma explicação fundamentada aos Portugueses- poderia fazer um 10 em 1 e explicar tudo desde o início, mas não com o diz que disse, mas comprovadamente, de preferência, com gráficos como os do Professor Medina Carreira, que não deixam margens para dúvidas ( mas, por favor, não como os feitos com peças de Lego pela jornalista do telejornal de hoje da RTP2 (é que, para infantilização ,já nos bastam tantos egos despóticos que levaram a Pátria à hecatombe, andando sempre com a revolução de Abril, com a Liberdade, Igualdade, Solidariedade na boca e com a preocupação da responsabilidade social e patáti patátá patátá patáti e, depois, na prática, estatuetas muito alegres são erguidas a si próprios na sua própria praceta pela EMEL; bólides a 199km/h, com a desresponsabilização individual não cívica, com a tentativa de inversão de situações e de eleição de bodes expiatórios- os pobres do motorista e do Guarda da Brigada de Trânsito-; e são 2,8 milhões de € para uma fundação cujo site Carlos Abreu Morim, hoje, bem descreveu, creio que na TVI24: "um site que é, praticamente, uma página pessoal, com alguns eventos e as autobiografias" do homónimo. Ora, por favor, há limites para tudo! Então, há Gente a passar fome, Gente na rua, despejada das suas casas, Gente a mendigar, Gente com Vidas destruídas e gastam-se estes balúrdios na Fundação de um Intocável? Por que o mesmo não usa as verbas para comprar fábricas falidas, dar emprego a Famílias desesperadas? Isto é Democracia? isto é Liberdade? Isto é Justiça? Isto é Humanidade?
Por que tb não ajudou a reconstruir o solar de um Verdadeiro Herói- o Senhor Cônsul Aristides de Sousa Mendes, cuja Fundação é, ou pelo menos era, presidida pela mulher?
Aprenda com O Exemplo a prescindir de si e das extensões do seu ego- limite-se ao Colégio Moderno que já ali tem "uma mina de ouro"- aliás, sempre teve, pois pelo constatado, Salazar não lhe nacionalizou a fonte de rendimentos familiar! Ó ´pró ditador tão mau! Se fosse com as SS Gestapo, com a STASI ou com o KGB nem um tijolo lá ficaria e quem o diz é uma não salazarista, Filha de quem não fugiu à PIDE, mas a enfrentou!
Aliás, tudo somado: 1º reforma choruda como ex-PR com todas as regalias implícitas; 2º Balúrdios para a Fundação Homónima; 3º Colégio Moderno, cuja observação dos bólides que estão no parking automóvel é bem esclarecedora...Onde é que alguém vê aqui o Pai da Democracia? Eu vejo o contrário!!!

Manuel disse...

É de salientar que o governo optou por, enquanto sobrecarrega de impostos os portugueses, manter 70% do financiamento pelos contribuintes à Fundação de Mário Soares e à Fundação de sua mulher Maria Barroso (Pro Dignitate — Fundação de Direitos Humanos). Quer uma quer outra dizem-se fundações totalmente privadas, pelo que o governo devia ter anunciado o fim do seu financiamento pelos contribuintes. O governo não teve coragem para isso e, mais uma vez, mostrou-se forte com os fracos e fraco com os fortes.....o dinheiro proveniente dos cortes salariais e dos novos impostos vai continuar a escorrer em grandes quantidades para as duas fundações do casal Soares. O governo do PSD faz questão que assim seja e garante que isso é que é a verdadeira austeridade nos gastos do estado!

Observador disse...

A Fundação Mário Soares desempenha um papel inestimável ao país. Qualquer cêntimo dado a essa estupenda fundação representa um contributo para o avanço civilizacional da nossa terra. Acho gravíssimo que se deixe de subsidiar a Fundação Mário Soares. Seria um erro colossal.

Marão disse...

Entre centenas cortar isto é poeira. Quando se convencem que os burros são eles?

Albino Forjaz disse...

Mais uma vez faltou coragem a este Governo: a fundação do Soares vai continuar a viver à custa do erário público, para alimentar a vaidade do respectivo titular e seus serviçaís, em troca de coisa nenhuma que interesse realmente ao País.
É claro que assim ñunca iremos lá...

Vasco disse...

Pensava que Aga Khan era um usurário internacional que emprestava dinheiro a juros altíssimos para conterrâneos dele se instalarem na Europa. Se calhar estou enganado, mas para que é necessário dar dinheiro a um tipo destes?

josé sequeira disse...

Quem hoje ouviu rádio percebe porque é que Portugal é irreformável.
Como diz o João isto foi um começo. Então não é que o Sr. Santos Silva vem dizer que, frito e cozido, é um crime fazer o que o governo quer fazer às Fundações que "se substituem ao Estado" nisto e naquilo, etc... etc... blá,blá, blá.

Basicamente, segundo a opinião geral, é necessário cortar as gorduras do Estado, excepto... na saúde, na educação, na cultura, nos transportes, nos funcionários públicos, nos pensionistas, nas fundações, nas autarquias, sejam concelhos ou freguesias, etc... etc...

Então o que sobra? Fácil: os carrões e as mordomias dos ministros.Mas atenção, excepto se algum familiar trabalhar na Audi ou na Mercedes, porque o pobre sector automóvel também pode começar a despedir.

Sou um admirador confesso do Doutor Salazar; no entanto, como tento não ter palas nos olhos, aponto-lhe (entre outros) o grave erro de ter potenciado o já pobre carácter deste povo: tudo em pequenino, “as nossas coisinhas”, “a nossa vidinha”, “a nossa saudinha”, “o nosso dinheirinho”. Como povo não somos capazes de ver para além do nosso “cantinho”; desde que tenha “o meu”, os outros que se lixem. Daí podem fazer tudo o que quiserem desde que não me toquem nem nos meus, isto desde o nível mais rasteiro até aos marmanjos que andam (e, muito especialmente, andaram) na alta política.
Daí as greves, do metro, da transtejo, a “grevezinha” geral.
Até os banqueiros já vêm chatear com o agravamento das taxas sobre as transacções de capital. Abençoada crise. Que isto bata ainda mais no fundo só pode fazer bem.


Pagador de impostos disse...

Basicamente, segundo a opinião geral, é necessário cortar as gorduras do Estado, excepto... na saúde, na educação, na cultura, nos transportes, nos funcionários públicos, nos pensionistas, nas fundações, nas autarquias, sejam concelhos ou freguesias, etc... etc...


A opinião geral é completamente favorável a um imediato corte completo dos subsidios a todas as fundações parasitárias do orçamento do estado, sendo a de Mário Soares um dos exemplos mais famosos. Não foi de certeza absoluta a pressão da opinião pública que fez com que Pedro Passos Coelho decidisse manter quase na totalidade (70%) estes subsidios....

eirinhas disse...

Apoiada.Só faltou mostrar a foto do sr encavalitado no elefante ou na tartaruga.

eirinhas disse...

Tive ilusões com a possível moralização deste governo.Hoje,estão totalmente desvanecidas.Espero com ansiedade a sua substituição por gente de saber e qualidade. (estes têm a deles).Neste momento é que mais me preocupa,as ditas.