
«Numa crise destas, de que o económico-financeiro é apenas um espelho negro, o país precisa dum pacto patriótico com um rijo instinto de salvaguarda, que a esquerda, fixada no aqui e agora tudo, não consegue interpretar devidamente, porque lhe falta o sentido nacional de uma comunidade muito antiga que não pode acabar. O que precisamos é de conversar e de criar uma base de entendimento em que todos «trabalham» para defender o país, como se vivêssemos um pós-guerra de que é preciso renascer. Temos ao lado a Espanha que nos dá um exemplo já secular disso mas nem sequer esse vemos. Vai ser duro, vai ser feroz, vai ser demorado, mas sem esse sentido nacional nada se alcançará. A esquerda que entenda isso, se puder!!»
2 comentários:
Ora aí está- é preciso Maturidade Espiritual para construir-se aos poucos um percurso sólido e sustentável. A Imaturidade Àquele Nível conduz ao pensamento a curto prazo (engraçado, o mal vence tb, sempre a curto prazo, pois é instintivo e orienta-se por regras e dinâmicas mundanas mas o Bem, ai Esse, Vence a longo e Orienta-se por Princípios ´+eticos Inexoráveis! !), à sacralização do hedonismo e ao terror a sacrifícios ((sacer (sagrado) + facere (facio, facis, facere, feci, factum, não vá o meu Latim já tão esquecido tb me trair (este verbo já me dá azia!:) ! :) leva a catástrofes, pois está, tendencialmente, associada a egos despóticos, muito agarrados à matéria e aos pronomes possessivos territoriais (o facto de elegerem os seus herdeiros como Príncipes e Princesas nada diz- encaram-nos como extensões do seu ego!) que são capazes de ir a um restaurante caríssimo e passar por um sem-abrigo e dar-lhe um pontapé! Acima, de tudo, sem Ética e Justiça (com letra maiúscula!) não poderá alguma vez haver um real desenvolvimento. E o que os esforços pós-guerra demonstraram noutros países (Espanha, Inglaterra, Japão (ui, então, aqui...:)) foi a actualização de esforços colectivos pelo todo, a Comunhão, que se aproxima da Máxima da Descentração pelo Outro, do Amor ao Próximo! Ora, daí que só uma revolução sociocultural estrututral possa revolucionar os horrorosas mentalidades, maus costumes, fazendo dos indivíduos que maculam instituições pela corrupção não a norma, mas a excepção...A este nível, creio que a imaturidade espiritual deste povo deve-se a não ter participado na II Guerra Mundial (ainda não se aperceberam que a política de neutralidade de Salazar teve como foco proteger Portugal da invasão de Hitler e Franco- aí sim, se tal se tivesse verificado, aí tinham sentido a Dor, pois esses dois monstros não mandavam alguém para exílios de luxo, nem Professores às prisões para os prisioneiros tirarem os cursos de Direito- não- eram logo mortos ali!!!!!) e a não ter tido aqui mesmo uma ditadura fascista! O Real Sofrimento, em Almas Boas, canaliza-as para a Elevação ( o que não implica, por vezes, que não se Encetem Guerras Santas contra o mal mais pútrido, muito pelo contrário!!!!:); as más encaram-no com rancor...Se todos os desempregados se unissem para recuperar edifícios devolutodos da capital e de todo o país (bastavam 3 hotras por dia de cada um), se as cãmaras não estivessem tão interessadas que este caíssem por "causas naturais", para lá construírem,mamarrachos, na maioria das vezes, autênticos sorvedouros do Erário Público, se houvesse uma real revolta contra todos os ignóbeis!...
Já contei este episódio, num comentário deste blogue, mas nunca é tarde para o repetir: Em Junho de 1975, no 1º Congresso da Intersindical, na qualidade de delegado dos trabalhadores gráficos, a que orgulhosamente pertenci, tive os meus três minutos de intervenção. Aí propus que, durante 10 anos, entre 75 e 85, os trabalhadores em condições para o fazerem e com um determinado intervalo de idades, trabalhassem 60 horas por semana para, com esse esforço, cujo produto ou lucro não seria entregue nem a eles nem aos patrões, fossem privados ou públicos, fosse criado um fundo destinado ao desenvolvimento do país. Na altura fiquei triste (apesar dos 21 anos desse tempo não serem os 21 anos de agora, sempre eram 21 anos) embora hoje, conhecendo as personagens que na época já andavam por esse filme, não me podem espantar os apupos e as recriminações que recebi e me levaram à "saída" pouco tempo depois. A malta queria "ser feliz agora" e estava positivamente a "cagar" para o país e para os filhos, presentes ou futuros. Pode ser que um período de verdadeiras dificuldades (até agora isto são "peanuts") mude as mentalidades. A ver vamos, como diz o cego.
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