Na apresentação do livro de Carrilho, Eduardo Lourenço aludiu à propalada inutilidade da filosofia. E recordou Vieira de Almeida que, uma vez confrontado com esta ideia, perguntou: "e então o resto?" Olhamos para o mundo, olhamos para nós, olhamos para a "estupidez sistémica" e, de facto, perguntamo-nos: e o resto não é inútil?
2 comentários:
O resto é o que é!! Será também inútil se o olharmos, ao resto, com olhos de ver!! E desde que tudo o resto funcione podemos bem viver com a inutilidade que nos apercebemos depois de muitos saberes! Acho que é mais ou menos isto que o Cioran nos dizia(diria)!!
É PAISAGEM!
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